sábado, 28 de janeiro de 2012

Crianças e Adolescentes com transtornos

RESENHA

PSICOPATOLOGIA INFANTIL
Professora Flávia Balhs.

Gruspun H. (1999). Crianças e Adolescentes com Transtornos Psicológicos e do Desenvolvimento. São Paulo. Atheneu.

Lima Filho, Abilio Machado . Agosto/2011

    Em sua introdução é apresentado dois casos submetidos à avaliação na década de 50 numa época onde o conhecimento ainda estava sobre os transtornos ainda engatinhavam.
    E nas linhas posteriores começamos a ter o contato com o conhecimento do diagnóstico, da classificação, saber avaliar e delinear os tratamentos e prevenções aos transtornos do desenvolvimento psicológico, emocional, social, psiquiátrico e mental em que crianças e adolescentes podem apresentar.
     Em sua maioria, os sintomas apresentam sinais em quatro áreas: emocional, de conduta, relacionamento e desenvolvimento.
    Os emocionais como medo e ansiedade montam um repertório depressivo ao indivíduo. E os de conduta apresentando um quadro anti-social aparecem sendo mais graves, assim comparado com os sintomas dos adultos, sendo comportamento desafiante irritadiço e explosivo; agressivo e ameaçador; anti-social cometendo delitos como furto, roubo, atos de violência em grupo, incendiário e abuso de drogas.
    O desenvolvimento psicológico e mental apresentam áreas de interesse à clinicação como regularização da motricidade e da atenção; fala e linguagem, jogos; controle esfincteriano; habilidades escolares; especialmente as de leitura, de escrita, de matemática e inclusive as artísticas.
    O processo de desenvolvimento cerebral que provém da interatividade de genes e meio ambiente, pode ser corrompido causando distúrbios, quebra da corrente causando déficits estas causas podem ser do indivíduo ou serem causadas como adversidades no microambiente de formação, resultado de toxinas drogas, infecções, estresse, problemas sociais que trazem variáveis como nutrição, abuso de drogas. A extensão, o tempo, localização e a natureza darão efeitos desde lesões leves até lesões graves e irreversíveis, pode ocorrer compensação, que é quando o cérebro recria outros caminhos para cumprir a função desejada, mas também pode estes sintomas desaparecerem na infância e ressurgirem na fase da adolescência ou adulta do indivíduo.
    Os sintomas emocionais podem ser mensurados e avaliados através de testes aplicados diretamente à criança e adolescente, como testes de inteligência e de aptidões.
    Quanto as dificuldades de relacionamento os seus sinais podem surgir desde a amamentação, e traz em alguns casos duvida de onde esta o problema se nela ou em quem se relaciona com ela, as ações de comportamento variam desde o retraimento ao excesso como a agressividade.
    Na apresentação clínica é usado o CID 10 e DSM IV que classificam segundo a sintomatologia e incluem o prejuízo social, vida familiar, escola e aprendizado, amizades em jogos e esportes; o sofrimento da criança bem como a ameaça que pode causar. Enquanto a CID 09 no DSM III não incluem o relacionamento e o ambiente ao paciente.
    O padrão de ocorrência (epidemiologia) pode ocorrer em áreas de risco onde a ação da doença poderá atingir um número maior de crianças, a prevalência dependerá de aspectos ligados à cultura e ao gênero, mas poderá ser apenas uma incidência. Quem vai dizer sobre os fatores de risco vai ser o diagnóstico com sua combinação de sintomas que seguem três fatores: predisponentes, desencadeantes e perpetuadores, e também a ausência de protetores. Os pacientes em grande parte apresentam vários sintomas que o ligam a vários transtornos.
    Na etiologia para verificar se a causa é genética o uso de alguns exames laboratoriais são os únicos métodos preventivos e avaliativos para incluir ou excluir o indivíduo.
A classificação é mais para comunicação, facilitadora de compreensão entre os profissionais, a discorrer sobre os eixos para diagnostico desde o transtorno depressivo decorrente, como episódio atual leve, somático e o psicossomático. Na CID 10 a classificação é específica, mas também se usa a letra F:
.Transtornos do desenvolvimento Psicológico: F80 a F89.Transtornos emocionais e de comportamento com início usualmente ocorrendo na infância e adolescência: F90 a F98. E o Retardo mental: F70 a F77.
Os não específicos: Transtornos de humor afetivos: F30 a F39. Transtornos neuróticos relacionados ao estresse e somatoformes: F40 a F48. Esquizofrenia: F20 e Transtornos não orgânicos do sono: F51.
O tratamento é uma troca mútua entre o profissional e o paciente e seus familiares, ambas as partes têm expectativas sobre o que está acontecendo, sobre o diagnóstico e, sobretudo o tratamento.  A primeira medida terapêutica é a medicação a exemplo na criança hiperativa, em outras é a terapia psicológica a exemplo na rivalidade entre irmãos. Nada há de impedimento que as duas terapias sejam usadas a ambos os casos. As terapias devem ser aplicadas por profissionais habilitados. O uso correto da medicação e da dieta são fundamentais para o auxilio das terapias.

E há a necessidade de comunicação entre os profissionais envolvidos em todo o  processo. Algumas terapias são: psicoterapia de grupo, psicoterapia individual, psicanálise, psicodrama, terapia comportamental, terapia cognitiva, terapia cognitivo-comportamental, terapia interpessoal, terapia familiar e terapia institucional (hospital dia).
    Minha conclusão deste capítulo é que ainda existe dificuldade para se diagnosticar de maneira mais precisa o transtorno específico, sendo ainda muito generalizada devido aos sintomas similares que atingem várias doenças num mesmo indivíduo, quanto aos casos apresentados no início confesso que queria saber mais, saber se houve acompanhamento dos mesmos, os processos, as terapias e intervenções.

Perdido

Hoje assombrado
Não olhei  adentro de minha janela
Tentei me achar meio mareado:
Me perdi...
Quem me achar me envolva
Depois de usar-me
Devolve-me prá mim?!

(Abilio Machado. 2011)

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