terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Menino de todas as cores.


Por Abilio Machado.20.11.2011



Centelha que se acende

Na vastidão do novo

Matiz da cor do céu

Tão perfeito quanto é o ovo



Anjo reluzente

E mudo frente à imensidão

O olhar sob o sol

Lá acordado, num horizonte

Que parece tão perto

Quase ao alcance das mãos

As ondas de cada som

Lhe faz descobrir vida

Os olhos marejam

E todos a olharem te invejam...



Menino,

Cabelos jogados

Pele queimada pelo nada a fazer

Nada a se preocupar

Pés descalços a pisar o chão...

E os passantes todos envoltos

Na carcaça da ilusão...



Centelha de bicho homem

Na estrada de um mundo

Tem na pele a missão de novo

Seja o negro, o branco

O amarelo, o pardo ou vermelho...

De juntar todas as cores do povo...

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