quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os três meninos...


Os meninos correm...
Eu vejo, não me importo.
___Um chuta, lata qualquer.
___O outro pede migalhas...Esmolas.
___O mais velho...Espreita...Vigia!
Assim passa o dia.
A noite avança, fria, escura e cruel.
Cansados, com medo... Escondem-se.
Matam a fome n&39;um saco de colae,
logo imaginam o céu!
Um chora, outro protege,
o mais velho bate e colhe as moedas,
dormem agarrados,
o frio da madrugada é penetrante.
Menos doído claro...
Que o pênis do velhote
no banco trazeiro
do carro importado.
Mas, mais frio tem suas Almas
sem carinho, sem afeto.
São corações, pequeninos,
que ao passar das horas,
perdem a inocência
Nas mãos grossas de homens fardados
que os deixam fadados
a um boquete por vez...
Endurecem como pedra...
Sua ausência.
Lembranças de uma mãe desconhecida
ali, não importam suas cores,
tampouco suas raízes...
O que os une nos momentos...
são as drogas, as feridas...
São os medos.
Nos cantos do mundo,
há burgueses em festa,
há mendigos em luto.
Na chuva fria, nas calçadas.
Na velha que dorme ao relento.
Tormentos...
Os meninos agora correm...
___Um está em sangue ao chão.
___Outro corre, apavorado, gritando, pedindo clemência e perdão.
___O outro... Mais velho...Encara a polícia
Encara com medo, com ódio
retribui a violência da vida
com uma arma na mão!
Agora que leio eu choro,
No meu peito a dor
na minha mente:
___Uma canção!

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