sábado, 28 de janeiro de 2012

Questões sobre EMPIRISMO

"Psicologia como um meio de promover o bem-estar humano",
Miller (1969)


Responder a questão única de forma descritiva:
Ainda na atualidade temos alguns problemas na Psicologia, começando pela pergunta quem é o “pai” da Psicologia? Freud ou a Psicologia Experimental? E o rigor da Ciência devemos lançar nossos olhares sobre a herança deixada e continuada pelo Behaviorismo e ainda discutirmos onde podemos encontrar a validade para a Psicologia Humanista?

Wilhelm Wundt (1832-1926) é considerado o precursor principal e pai da psicologia moderna na Universidade de Leipzig considerada lar do primeiro laboratório de psicologia. Estudos sobre paralelismo psicofísico - fenômenos mentais __ fenômenos orgânicos. Método introspeccionismo, uma abordagem inovadora para a época.
Mesmo que muitos venham a afirmar categoricamente que Freud é o pai da psicologia, na verdade é o pai da psicanálise, uma vertente ou rama da essência desta ciência chamado Psicologia.
Freud oferece uma de suas grandes contribuições à humanidade e à sociedade pesquisadora: o consciente, inconsciente, Ego, Id, Superego são todos termos meta-psicológicos e assim conseguiu chamar a atenção da sociedade para a sexualidade infantil, ao atender adultos conceituou com fundamentos da vida sexual e das dificuldades sexuais que suas descobertas arremetiam à adolescência e à infância, e mesmo quando vivo retificou alguns de seus conceitos de que veio perceber haviam seguido ou sugerido outros caminhos que o real, e ele empiricamente experimentou e percebeu na prática que muitos resultados estavam aquém do esperado, um exemplo a ser citado pode ser a hipnose, que lhe apresentou vários estudos, mas parte deles não tornaram-se eficazes ou concretos. Como os antigos gregos, Freud e também teve seguidores que encontraram falhas no seu trabalho e foram consertando as teorias dele onde convinha mexer e adaptar.
Seus achados foram fruto do que vivia a sociedade onde vivia, bem como as necessidades de seu contexto histórico...
Ao contrário do que muitos pensam a psicologia moderna evoluiu em força, seriedade e fundamentação; e hoje ela é aceita em qualquer lugar onde caiba o comportamento humano.
Quanto a abandonar nossa herança, claro que não, devemos nos apoiar, oferecer embasamento, em poucas palavras usar de todos os meios possíveis para que se faça a ciência de maneira correta, íntegra, não devemos perder o nosso objetivo que é fazer parte e transformar, é inerente ao pesquisador o movimento clássico em psicologia de adotar essas estratégias que foram behavioristas, que eram portadores de confiança em experimentos em laboratório controlado e rejeitavam quaisquer forças invisíveis ou do subconsciente como causas do comportamento. E, mais tarde, a psicologia cognitiva adotou esse rigoroso método científico, abordagem baseada também com o uso do laboratório.
Os behavioristas acreditavam nestes princípios científicos do determinismo e da ordem, e assim surgiu com previsões bastante consistentes sobre quando um animal era susceptível de responder (embora eles admitiram que a previsão perfeita para qualquer indivíduo era impossível). Skinner e seus behavioristas usaram suas previsões para controlar o comportamento de ambos os animais (pombos treinados para detectar coletes salva-vidas) e humanos (terapias comportamentais) e, na verdade Skinner , em seu livro Walden Two (1948), descreveu uma sociedade controlada de acordo com princípios behavioristas.
Plena compreensão, previsão e controle em psicologia é provavelmente inalcançável devido à complexidade enorme de influências ambientais, mental e biológico sobre comportamento, mesmo o mais simples (isto é, todas as variáveis estranhas não podem ser controladas).
A abordagem humanista em psicologia deliberadamente caminha a passos longos de distância do ponto de vista científico, rejeitando o determinismo em favor do livre-arbítrio, com o objetivo de chegar a um único e profundo entendimento.  A abordagem humanista não tem um conjunto ordenado de teorias (embora tenha algumas hipóteses) e não está interessado na previsão e controle do comportamento das pessoas – e sim nos próprios indivíduos que são os únicos que podem e devem fazer isso. 
Miller (1969) em "Psicologia como um meio de promover o bem-estar humano", critica o ponto de vista de controle da psicologia, sugerindo que a compreensão deve ser o objetivo principal do sujeito como uma ciência.
 Psicólogos humanistas rejeitaram uma abordagem científica rigorosa para a psicologia, porque eles viram como desumanas e incapazes de captar a riqueza da experiência consciente.  De muitas maneiras a rejeição da psicologia científica na década de 1950, 1960 e 1970 foi uma reação ao domínio da abordagem behaviorista na psicologia norte-americana e social do conhecimento científico, pois rejeita a introspecção, opôs-se ao reducionismo proposto pelos behaviorismo de Watson, posteriormente reapresentado por B. F. Skiner (que consideravam como metafísicos os conceitos de mente, self, consciência) que compartilhava com Wundt quanto a importância das pesquisas sobre a linguagem no comportamento para conseguir o entendimento do que é a mente, só que para ele a mente era um produto da linguagem ao contrário de Wundt que considerava a linguagem com um produto da mente;
O método fenomenológico procura, num primeiro momento, fundamentar-se nas vivências já existentes e, numa segunda fase, transcendê-las para atingir uma visão abrangente. Assim, as evidências tornam-se ocasiões para uma análise posterior. A fenomenologia não se contenta, portanto, com a descrição das vivências originárias, ela fundamenta-se nela, mas prossegue em direcção à intelecção do que, na multiplicidade dos fenómenos manifestos, se mostra como a essência do fenómeno numa tentativa de redução eidética. A procura do discernimento da essência subjacente aos fenômenos comuns exige uma abstracção das evidências imediatas.
Pode tornar-se fenômeno tudo o que é experimentável por meio da percepção. A percepção, no entanto, não se restringe à percepção dos sentidos, pois pode referir-se também a fenómenos psíquicos internos, como conjuntos ou sistemas de ideias ou outras criações humanas.

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