quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cancro Mole


O cancro mole, úlcera mole venérea ou cancroide é uma doença sexualmente transmissível (DST), causada pela bactéria Haemophilus ducreyi. O cancro mole não é uma neoplasia, ou seja, não é cancro/câncer, mas sim uma doença infecciosa. O Haemophilus ducreyi é um cocobacilo gram-negativo causador da doença sexualmente transmissível denominada cancro mole ou cancróide.
O cancro mole (popularmente "cavalo" pt-br) é a causa mais comum de úlceras genitais ao redor do mundo. Inicia-se como uma lesão eritemato-papular a qual evolui para úlcera com base necrótica, muitas vezes purulenta, e borda bem definida. Em geral apresentam-se múltiplas lesões e aumento linfonodal inguinal doloroso ("ínguas na virilha"), o qual pode, também, ulcerar-se.
 
É transmitida exclusivamente pela relação sexual (vaginal, anal ou oral) desprotegido com pessoa contaminada. A sua existência aumenta a probabilidade de transmissão do HIV, e a circuncisão é protectora. Após a relação sexual que transmite a doença, demora entre um dia e duas semanas até aparecer o cancro mole, normalmente na glande do pênis, escroto ou lados do pénis no homem, ou nos lábios maiores ou menores da vulva na mulher. No homem costumam ser apenas 1 ou 2 dias, mas na mulher podem ser até quatro dias, mas com menos sintomas.O cancro mole é uma úlcera dolorosa, com cerca de 3-50 milímetros, que sangra facilmente, ocorrendo na região genital. Os seus bordos são irregulares mas bem definidos contra a pele normal. A base apresenta um material amarelado-esverdeado purulento.Os gânglios linfáticos regionais (inguinais) ficam, em um terço dos casos, inchados e facilmente palpáveis.
Nos estágios avançados não tratados podem irromper na pele drenando pus.O cancro mole da H. ducreyi é distinguido do cancro duro e da sífilis pela sua fraca consistência. Os linfonodos ou gânglios linfáticos são pequenos órgãos perfurados por canais que existem em diversos pontos da rede linfática, uma rede de ductos que faz parte do sistema linfático. Atuam na defesa do organismo humano e produzem anticorpos.
A linfa, em seu caminho para o coração, circula pelo interior desses gânglios, onde é filtrada. Partículas como vírus, bactérias e resíduos celulares são fagocitadas pelos linfócitos e macrófagos existentes nos linfonodos.
 
Quando o corpo é invadido por microorganismos, os linfócitos dos linfonodos, próximos ao local da invasão, começam a se multiplicar ativamente para dar combate aos invasores. Com isso, os linfonodos incham, formando as ínguas.
É possível, muitas vezes, detectar um processo infeccioso pela existência de linfonodos inchados. O sangue circula no organismo e vai até as células (que precisam do oxigênio) através de artérias.
As artérias vão diminuindo de calibre à medida que chegam à periferia do organismo vivo, até se transformarem em capilares sanguíneos, favorecendo um contato muito íntimo com as células. Neste contato as hemácias liberam o oxigênio e recebem o gás carbônico (CO2). O sangue retorna ao coração pelas veias, passando novamente no pulmão, onde jogam fora o CO2 e capturam novo oxigênio (O2).
Nos capilares e arteríolas podem vazar algumas proteínas além do oxigênio. Além disso, nos intestinos há a absorção de várias substâncias, entre elas as gorduras, que não conseguem entrar diretamente nas veias ou artérias.
 
Para serem absorvidas, precisam entrar no sistema linfático. O linfonodo é um órgão responsável pela barreira entre as viruss e células neoplásicas que venham dos ductos linfáticos. Quando um linfonodo recebe células perigosas, como bactérias, ele inicia um mecanismo de defesa bloqueando a passagem adiante.
Para melhorar a defesa ocorre uma liberação de substâncias que atraem linfócitos e macrófagos, tornando o gânglio bastante aumentado de tamanho e doloroso, a que se dá o nome de linfonodomegalia, adenomegalia ou íngua.


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