quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

PRIAPISMO, não amolece mais e agora?


é uma ereção persistente (mais de 4 horas), frequentemente dolorosa, desencadeada ou não pela atividade sexual. O nome priapismo vem da mitologia grega na qual Príapo, filho de Afrodite, era conhecido pelo seu falo longo e ereto. 
 
É uma emergência urológica!
 
A sua ocorrência é baixa: 1,5 casos por 100000 habitantes por ano. Em homens acima dos 40 anos, a incidência aumenta para 2,9 por 100000 habitantes por ano. 

O priapismo pode ocorrer em qualquer idade. Na adolescência está muitas vezes associado à doenças do sangue, como a leucemia e anemia falciforme. Nas demais idades, geralmente é idiopática (sem causa específica). 
Nos idosos pode estar associada a neoplasias. 
Vários fatores estão relacionados como possíveis causadores de priapismo: abuso de álcool ou drogas, traumas genitais, doenças inflamatórias. 
A causa idiopática (desconhecida) é a mais frequente. 
A utilização de drogas injetadas diretamente no pênis (no corpo cavernoso) a fim de provocar ereções tem aumentado a frequência de priapismos. 
Dentre essas drogas, a que causa mais priapismo é a papaverina.
Resumindo, é uma ereção que não regride e é acompanhada geralmente de dor. O diagnóstico é simples baseado na história do paciente. 
Ao exame físico, nota-se uma ereção do pênis sem a participação da cabeça (glande) e dos corpos esponjosos (tecido que envolve a uretra). Trata-se portanto, de uma ereção dos corpos cavernosos exclusivamente.
Existem dois tipos de priapismo. 
O priapismo de baixo fluxo (venoclusivo), mais frequente. 
Está associado à diminuição do retorno venoso. É doloroso devido à má oxigenação do pênis. 
O outro tipo é o de alto fluxo (arterial), menos frequente. É indolor e geralmente causado por algum trauma peniano.
Através da análise do sangue coletado do pênis diretamente (gasometria dos corpos cavernosos) tem-se uma diretriz para o tratamento, que pode se constituir em:
- Aspiração do corpo cavernoso (drenagem)
- Aspiração do corpo cavernoso com injeção de drogas vasoativas (vasoconstritores)
- Aspiração e lavagem do corpo cavernoso
- Tratamento cirúrgico (a fim de criar comunicações entre o corpo cavernoso e corpo esponjoso)

Nos casos em que não há resolução do priapismo ou que este permaneceu várias horas sem tratamento, ocorre a fibrose dos corpos cavernosos com comprometimento futuro das ereções. 
A única solução é a prótese peniana.
Como na maioria das situações o priapismo é idiopático, fica difícil a prevenção. 
Os pacientes que usam drogas intracavernosas para promover a ereção devem ser alertados para o risco de priapismo. Se a ereção perdurar por mais de 2-3 horas após a aplicação da droga, um serviço de emergência ou um urologista deve ser procurado. 
Nos casos em que o priapismo é ocasionado por drogas via oral, estas deverão ser evitadas. 
Para pacientes com doenças sanguíneas, a hidratação, oxigenação, alcalinização, transfusões e outras alternativas mais específicas são necessárias.

Então, se você permanecer horas com o pênis ereto e não conseguir amolecer, corre para o médico que pode ser grave!

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