domingo, 26 de agosto de 2012

Qual posição devo colocar o pênis na cueca? isso pode deixa-lo torto?


Qual posição devo colocar o pênis na cueca? isso pode deixa-lo torto?  
Qual posição devo colocar o pênis na cueca? isso pode deixa-lo torto?
  “Qual a melhor posição para colocar o pênis na cueca? 
Para cima, pra esquerda, direita ou pra baixo? 
A posição pode levar o pênis a ficar torto?”

Não existem regras quanto ao posicionamento do pênis dentro da cueca, sendo mais frequente a colocação para o lado esquerdo, pois a maior parte dos pênis exibem leve curvatura nesta direção.
A tentativa de redirecionar para outro lado não surte efeito, já que a natureza impôs esta situação, e o mais importante é orientar que esta leve curvatura não atrapalha, e nem progride com o tempo. Por outro lado, não existe cueca que seja tão anatomicamente projetada que consiga reter o pênis em uma determinada direção, sendo que com os movimentos naturais ao longo do dia o órgão pode mudar de posição por si só, e não infrequentemente, assistimos aos homens colocando a mão por dentro da cueca e reposicionando para uma posição mais confortável o pênis.
Durante uma ereção, por outro lado, a retificação do eixo para cima passa a ser por vezes necessária, pois, na posição lateral, a glande pode entrar pela abertura da cueca destinada à exteriorização do pênis às micções, ou, se estiver orientado para baixo pode envergar o pênis e tornar incomodas estas situações.
Esta matéria por outro lado, traz um interessante ponto a ser discutido, sobre qual a melhor cueca para se usar e qual o melhor tamanho desta. Existem homens que não usam cuecas, por sentirem-se assim melhor. Outros têm a preferência das cuecas tipo samba canção, outros preferem as apertadas, tipo sungas. De modo geral não existe regras quanto ao tipo e tamanho, obedecendo a preferência e o conforto individual, mas se pudermos orientar quanto ao tecido, aconselhamos aquelas elaboradas com algodão, evitando a Lycra, pois são comuns os casos de irritação da pele do pênis com estas últimas.
Por vezes, os urologistas recomendam cuecas mais apertadas, principalmente em casos pós-cirúrgicos de abordagens aos testículos ou ao conteúdo da bolsa escrotal, e em casos onde a bolsa escrotal é muito grande e pende com os testículos posicionados mais para baixo, para que com a elevação do conteúdo escrotal, evitemos dor ou torção testicular.
Em casos de cirurgia da fimose, orientamos ao posicionamento do pênis para cima, logo nos primeiros dias depois da cirurgia para evitarmos edemas e inchaços locais. De modo geral, como vimos, não existem regras a não ser em casos especiais, sob orientação médica.

Fonte: Teens180

Algumas razões pela satisfação...

Algumas dicas práticas para carregar no bolso e não deixar nenhum mal entendido.



Ótimo” – A mulher usa esta palavra no final de toda discussão em que acredita estar com a razão mas quer que o homem cale a boca.
Cinco minutos” – Quer dizer, cerca de meia hora. Equivale aos cinco minutos do homem quando está assistindo a uma partida de futebol e a mulher lhe pede um favor.
Nada” – Significa “alguma coisa”. “Nada” é geralmente usado para descrever o sentimento da mulher quando ela está com vontade de esganar o homem. “Nada” costuma significar o começo de uma discussão que irá durar “cinco minutos” e terminar com a palavra “ótimo”.
Vá em frente” (com as sobrancelhas erguidas) – É dito em tom de desafio, depois de a mulher dizer “nada”.
Vá em frente” (com as sobrancelhas normais) – Significa “eu desisto” ou “Faça o que quiser porque eu não estou nem aí”. Você deverá receber um “Vá em frente” (sobrancelhas erguidas) dentro de alguns minutos, seguido de “Nada” e “Ótimo”, e ela diz que lhe explicará o motivo em “cinco minutos”, quando esfriar a cabeça.
Suspiro audível” – Significa que ela acha você um idiota e se pergunta por que fica perdendo tempo discutindo com você por “Nada”.
Aah?” – No começo de uma frase, “Aah” em geral significa que você foi apanhado numa mentira. Por exemplo, “Aah? Eu falei com seu irmão sobre o que vocês andaram fazendo a noite passada” e “Aah? Você espera que eu acredite?”. Ela lhe dirá que está “ótima” enquanto joga as suas roupas pela janela. E não tente mentir mais para escapar porque receberá um “Vá em frente” (sobrancelhas erguidas).
Tudo bem” – Significa que ela quer pensar muito antes de retribuir o que quer que você tenha feito. “Tudo bem” é geralmente usado com “Ótimo” e em conjunção com “Vá em frente” (sobrancelhas erguidas). Em algum momento do futuro próximo, quando ela tiver tramado e planejado, você vai estar numa grande enrascada.
Por favor” – Não é um pedido, é uma oferta para que você fale. A mulher está lhe dando a chance de inventar uma desculpa ou um motivo para você ter feito o que quer que tenha feito. Se você não falar a verdade, vai ganhar no final um “Tudo bem”.
É mesmo?” – Ela não está questionando a validade, está simplesmente dizendo que não acredita numa só palavra do que você diz. Você se oferece para explicar e recebe um “Por favor”. Quanto mais você se desculpa, mais alto e sarcástico se torna o “É mesmo?” dela, temperado com um monte de “Aahs”, “sobrancelhas erguidas” e um “suspiro audível” final.
Muito obrigada” – A mulher diz isso quando está realmente aborrecida com você. Significa que você a magoou cruelmente e o passo seguinte será um “suspiro audível”. Não pergunte o que há de errado depois do “suspiro audível”, porque ela dirá “Nada”. A próxima vez que ela vai permitir que você faça sexo com ela será “Um dia”.

O pinto...


Pênis |s.m.| 1. Órgão genital masculino 2. Pinto 3. Bilau 4. Playground 5. Instrumento usado para fazer xixi, dar prazer e coçar.
Mulheres costumam dar apelidos carinhosos ao “membro” de seu parceiro, muitas vezes até embaraçosos. Em 1995 o Ministério da Saúde colocou no ar um comercial de conscientização sobre os perigos da Aids. Um homem conversava com seu próprio pênis, que era chamado de “Bráulio”. O Brasil inteiro começou a brincar com isso. Houve até mães de meninos chamados Bráulio que reclamaram das gozações de que seus filhos começaram a ser alvo. A campanha ficou praticamente em segundo plano. Por isso, ela foi tirada do ar em pouquíssimo tempo.
Curiosidades!
Tamanho
- Um pênis mole mede, em média, de 5 a 10 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro
- O tamanho do pênis ereto do brasileiro varia de 12 a 13 cm e o diâmetro alcança 3 cm
- A média mundial do tamanho de pênis é de 13,7 cm
- Primeiramente, o pênis cresce até os 18 anos e só depois engrossa. O tamanho também é determinado geneticamente.
- Um pênis ereto pesa cerca de 150 gramas, praticamente o dobro se comparado enquanto ele estiver flácido.
- Reduzir a gordura corporal pode fazer parecer que o pênis é maior, porque a base dele fica mais aparente
Alguns homens famosos costumam dar nomes a seus pênis. Veja alguns exemplos:
- Em suas peças, o dramaturgo William Shakespeare (1564-1616) chamava o dito cujo de “flecha do amor”
- Na China, os manuais sexuais inventaram vários sinônimos para o pênis. Haste de Jade, Pássaro Vermelho e Pilar do Dragão Celestial.
- O presidente americano John Kennedy (1917-1963) apelidou o seu de “JJ”. Numa carta ao amigo Lcon Billings, ele escreveu: “JJ nunca esteve em melhor forma e nunca praticou tantos exercícios”.
- Yoko Ono chamava o de seu falecido marido, o beatle John Lennon (1940-1980), de wonky (fragilzinho).
- Charlie Chaplin (1889-1977) referia-se ao seu como “a oitava maravilha do mundo”.
Como se diz “pinto” em várias línguas
- Alemanha: schwanz
- Arábia: ayir
- Armênia: ander
- Bulgária: pischka
- Catalunha: titola
- China: yinjing
- Dinamarca: tissemand
- Espanha: pene
- Estônia: munn
- Finlândia: kulli
- Grécia: poutsos
- Holanda: plasser
- Hungria: fasz
- Índia: lavda
- Indonésia: kontol
- Inglaterra: cock
- Irã: kir
- Islândia: tiltlingur
- Israel: zayin
- Itália: cazzo
- Japão: chimpo
- Noruega: pikk
- Polônia: chuj
- Romênia: pula
- Suécia: kuk
- Ucrânia: khuy

 

Os signos atravessando a rua!




Por que o Ariano atravessou a rua?
Certamente para bater boca com alguém que estava do outro lado.

Por que o Taurino atravessou a rua?
Porque encasquetou com a idéia.

Por que o Geminiano atravessou a rua?
Se nem ele sabe, como é que eu vou saber?

Por que o Canceriano atravessou a rua?
Porque estava se sentindo só e abandonado deste lado de cá.

Por que o Leonino atravessou a rua?
Para chamar a atenção, sair nos jornais, revistas, etc.

Por que o Virginiano atravessou a rua?
Ele ainda não atravessou porque está medindo a largura da rua, a velocidade dos carros, se essa experiência é válida, qual seria a melhor hora de atravessar essa rua, etc.

Por que o Libriano atravessou a rua?
Ele nem precisou atravessar. Alguém acabou oferecendo carona para ele.

Por que o Escorpiano atravessou a rua?
Porque era proibido.

Por que o Sagitariano atravessou a rua?
Porque a idéia pareceu legal e deu vontade.

Por que o Capricorniano atravessou a rua?
Porque foi pechinchar nas lojas do outro lado.

Por que o Aquariano atravessou a rua?
Porque isso faz parte de uma experiência que trará incontáveis avanços tecnológicos no futuro.

Por que o Pisciano atravessou a rua?
Que rua? Ih, é!

hahahahaaah...

Eu, Poetha, flagrado me masturbando...



pelad.jpg
Eu estava sossegado, naquele silêncio do banheiro, todo ensaboado e aproveitei que meu pequeno palhacinho deu sinal de vida e comecei a me masturbar no chuveiro quando fui surpreendido pela minha esposa.
Ela indignada pergunta:
__Mas o que significa isso?
Eeu, um tremendo cara de pau,
porém excelente estrategista, imediatamente respondi:
__O pinto é meu, lavo na velocidade que quiser...

Ela deu uma gargalhada que há muito não ouvia e disse o seguinte comentário:
__Boa, agora já sei o que te responder se você me pegar assim, Poetha! rs
E eu ainda afiado respondi:
__Ah ééééééé ?! Então nem adianta me pedir uma mãozinha, viu! rs

Relações homoafetivas: avanços e resistências




Ainda é preciso construir o espaço psíquico para tolerar a diferença
por Maria Consuêlo Passos
duas amigas, pastel sobre papel, henri toulouse-lautrec, século xix, coleção particular

Há algumas semanas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou a lei que regulamenta a união estável entre pessoas do mesmo sexo, tornando-a, do ponto de vista legal, equivalente à de casais heterossexuais. Isto significa a validação no plano jurídico de várias conquistas civis: o direito à herança do companheiro, ou companheira, pensão alimentícia em caso de separação, possibilidade de fazer declaração conjunta do imposto de renda e – um passo fundamental – o direito à adoção de filhos, o que antes era permitido apenas a um dos membros do casal.


A medida modifica o contexto nebuloso e enigmático das relações homoafetivas, conferindo a elas caráter de legitimação jurídica, o que não é pouco quando se trata da vida conjugal e familiar, em grande medida regulada por diretrizes do Estado. Entretanto, é preciso ter cautela em relação a esses ganhos, já que as transformações psicossociais engendradas nestes mesmos parâmetros jurídicos exigem um processo lento e contínuo de superação de resistências e preconceitos. Essa constatação nos leva a antever um longo e difícil tempo de tensões e conflitos até que seja possível o reconhecimento social de qualquer tipo de escolha amorosa e de constituição de família – desde que essa escolha não negue a responsabilidade ética de respeitar o direito do outro, um código fundamental da convivência humana.


Não é possível ignorar, por exemplo, as dificuldades enfrentadas há várias décadas, quando os casais heterossexuais conquistaram o direito de se separar e constituir novas famílias. Nessa época – assim como agora em relação aos direitos recém-conquistados pelos homossexuais – havia não só muitos preconceitos que fragilizavam moralmente aqueles que de forma legítima buscavam saídas para os casamentos infelizes, mas também muitos estigmas -recaíam sobre os filhos, vistos como problemáticos. Não raro, eram dirigidos a essas crianças e adolescentes presságios de adoecimentos morais e psíquicos. Passados vários anos, estamos hoje muito longe da confirmação de tais vaticínios, embora seja possível reconhecer que a separação dos pais pode resultar em maior ou menor sofrimento para os filhos, dependendo da maneira como os desenlaces conjugais são vividos e resolvidos.








Face à legalização da união estável entre casais homossexuais, uma pergunta não para de reverberar: o que este ganho jurídico pode mudar, do ponto de vista psicossocial, na vida dos casais e famílias até então envoltos em estigmas, violências e proibições morais de exercer seus legítimos direitos de constituir relações amorosas e viver com as pessoas que escolheram para reinventar a vida?


Em meio à vibração dos militantes pelos direitos das minorias e mesmo dos simpatizantes da igualdade dos direitos civis entre cidadãos, observamos certa exacerbação das resistências à aprovação da lei. No Congresso Nacional, poucos dias depois, alguns deputados se insurgiram contra a emenda que criminaliza a homofobia no país, tumultuando o debate e inviabilizando a votação da proposta. Essa reação certamente tem muitos adeptos. Volta e meia vemos grupos que praticam atrocidades contra homossexuais, como as -registradas por câmeras na avenida Paulista, em São Paulo. No país inteiro encontramos verdadeiras cruzadas -homofóbicas que tentam exterminar aquele cujo “crime” é praticar o exercício da sexualidade nem sempre aceita socialmente.


Diante dessas constatações podemos indagar: por que o desejo do outro nos ameaça tanto? Há mais de um século a psicanálise revelou que nossos grandes temores não vêm do outro, daquele que é diferente de nós (embora muitas vezes pareça que sim), mas daquilo que desconhecemos em nós mesmos, e, exatamente por isso, repudiamos aquele que é diferente, depositamos nele algo de “maldito”, algo de que tentamos nos libertar. Se levarmos em conta essa inflexão, precisamos encarar a homofobia como uma impossibilidade de aceitação do que há em nós, como a rejeição de uma parte negada e temida de nós mesmos.

© bruno domingos/reuters/latinstock
Homossexuais podem ser vistos como ameaçadores em razão da pretensa liberdade com que buscam ser felizes em suas relações, tentando encontrar saídas para os conflitos e rejeições


Ao mesmo tempo é possível pensar que os homossexuais ameaçam os heterossexuais também pela forma como buscam ser felizes em suas relações, enfrentando as adversidades e tentando encontrar nelas saídas para os conflitos e rejeições a que são expostos. Isso parece conferir certa autonomia associada à vida dos casais homoafetivos. Sem querer romantizar experiências, a liberdade de seguir um caminho (pelo menos aparentemente) alternativo, expressa por gays e lésbicas, é muitas vezes ameaçadora. E tais temores são de difícil erradicação, pois mostram o que há de enigmático em nós mesmos. Embora várias frentes revelem mudanças importantes na forma de viver o afeto e o erotismo, ainda prevalece o tabu que, em grande parte das sociedades, envolve o exercício da sexualidade.


À medida que surge maior abertura nos contornos sociais, verificamos uma visão mais libertária do novo e, em consequência, -possibilidades mais amplas de conviver com o diferente – tanto em nós quanto no outro. Exemplo disso é o sistema patriarcal que por muitos anos nos impôs a autoridade exclusiva do pai e a verticalização das relações no interior da família. Hoje, perdido o poder hegemônico, vemos as relações afetivas se tornar cada vez mais horizontais, e a autoridade se diversifica revelando diferentes (e ricas) facetas.
É preciso considerar também que transformações de valores culturais e mentalidades se dão lentamente: dependem, sobretudo, dos processos de socialização, em particular os primários, vividos nas relações com nossos pais, responsáveis pelas primeiras transmissões mediadas pelos afetos. Dito de outro modo, os valores chegam até nós no momento em que somos totalmente dependentes afetivamente daqueles que nos apresentam esses princípios e, portanto, estamos nessa fase incapazes de contestá-los. Se, por um lado, essas condições facilitam a internalização de valores, por outro, mais tarde dificultam sua erradicação. Crescemos com aquilo que herdamos ainda na infância e só muito devagar nos libertamos de alguns conceitos que assimilamos – pelo menos inicialmente –, impossibilitados de questionar. Possíveis mudanças dependem da capacidade de flexibilizar-se, e isto, por sua vez, advém da estrutura psíquica de cada um e até mesmo do grau de saúde mental e da habilidade de “reinventar-se” de forma mais livre. Em outras palavras, as transformações processadas na sociedade não são simultaneamente introjetadas. É preciso, antes, amadurecer as novas ideias.


De qualquer modo, é na articulação entre os âmbitos jurídico, cultural e psíquico que surgem grandes metamorfoses na sociedade. Provavelmente veremos isso a partir de agora, quando a legitimação da união estável tornar mais visíveis as relações homoafetivas, facilitando as diferentes formas de concepção dos filhos e o reconhecimento dessas crianças, sem que seja necessário cobri-las com o manto da dissimulação e da vergonha que até então as acolhia. Penso que, enquanto não promovermos um desarmamento moral, capaz de suportar o potencial humano para ser diferente, estaremos sempre vulneráveis à violência e à solidão. Os ganhos, agora conferidos aos homossexuais, só tornam mais evidentes as perguntas que deveríamos nos fazer cotidianamente: que direito temos nós de condenar o desejo do outro, uma vez que esse desejo é, também, parte de nós mesmos? Que direito temos de dizer ao outro como deve conduzir sua vida afetiva?
Da patologia à legalidade
© seth wenig/ap photo/glow images

A maneira de conviver com a homossexualidade modificou-se ao longo dos anos. Comportamentos vistos como absolutamente normais na Antiguidade foram rotulados de degenerados no século 19. E só recentemente essa expressão da sexualidade deixou de ser considerada uma doença mental. Na edição de 1968 do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM), obra de referência para psiquiatras, a atração por pessoas do mesmo sexo aparecia no capítulo sobre desvios, classificada como um tipo de aberração.


Foram os próprios gays que, cansados de ser taxados de aberrações, começaram a defender a ideia de que sua orientação não era patológica. Um momento histórico na transformação dessa forma de pensar ocorreu após uma violenta ação policial no Stonewall Inn, bar gay no Greenwich Village, em Nova York, em 28 de junho de 1969. Nos cinco dias seguintes, uma multidão continuou a se reunir no local, protestando contra a discriminação e exigindo direitos iguais para homossexuais. Conhecido como rebelião de Stonewall, o evento é considerado a marca inicial para a maior aceitação cultural da homossexualidade no mundo todo.


Quatro anos mais tarde, a Associação Americana de Psiquiatria (AAP) começou a reavaliar essa questão. Uma comissão liderada pelo médico Robert L. Spitzer, da Universidade de Colúmbia, recomendou que o termo “homossexualidade” fosse retirado da edição seguinte do DSM, mas a sugestão não surtiu efeitos práticos. Pouco depois de os dirigentes da AAP votarem a favor da alteração, 37% dos psiquiatras consultados sobre o tema disseram ser contrários à mudança. Alguns chegaram a acusar a associação de “sacrificar princípios científicos em nome dos direitos civis”.


Nos anos 90, grande parte dos psicólogos ainda argumentava que a homossexualidade era um distúrbio psíquico. Para defender esse ponto de vista, muitos se apoiavam na penúltima edição da Classificação internacional de doenças (CID-9), de 1985, que considerava essa orientação formalmente patológica. Atualmente, porém, os conselhos regionais de psicologia (CRPs) são claros em orientar os profissionais da área para que não tratem a homossexualidade como distúrbio, a manifestação de preconceitos pode deflagrar processos e punições. (Da redação)
Não há culpados
O preconceito em relação à homossexualidade muitas vezes é dissimulado e, apesar das transformações culturais, em certos meios persiste a ideia de que essa orientação é uma doença que precisa ser “curada”. Alguns defensores de terapias que se propõem a isso buscam respaldo na teoria de Sigmund Freud (1856-1939), cujas palavras foram tantas vezes descontextualizadas e interpretadas de maneira tendenciosa. As formulações do autor passaram por diferentes momentos e sofreram acréscimos significativos ao longo de sua obra, o que permite variadas interpretações, dependendo do texto que for tomado como referência. Em artigo de 1930 no qual discute o caso de uma moça que se apaixona por uma jovem senhora da sociedade, por exemplo, Freud considera que, quando uma mulher escolhe outra como objeto de amor, revela uma fixação infantil – não necessariamente decepção com o pai. Fixações, entretanto, não são exclusividade dos homossexuais – nem podemos procurar “culpados” por elas. As diferentes preferências – e consequentes escolhas ou negações – revelam singularidades e fatores inconscientes de cada pessoa. (Da redação)
Maria Consuêlo Passos psicanalista de casal e família, doutora em psicologia social, pesquisadora de temas de família e desenvolvimento humano, docente do programa de pós-graduação em psicologia clínica da Universidade Católica de Pernambuco.

sábado, 25 de agosto de 2012

Por que algumas pessoas são mais inteligentes?




Existem, pelo menos, três razões. A primeira é a herança genética: cerca de 75% a 85% da variação de QI entre os adultos vêm dos genes que herdamos. Isso foi comprovado cientificamente de diversas maneiras, embora o teste de QI meça apenas alguns tipos de inteligência.

Geralmente relacionado com a performance na escola ou no trabalho, o QI não verifica as inteligências emocional e musical, por exemplo. Outro aspecto que precisa ser observado são os fatores ambientais, incluindo as condições no útero da mãe, danos durante o parto, nutrição ao longo da vida, doenças e outros estressores.

Porém, as ideias e conceitos (os chamados “memes”) que as pessoas carregam as tornam mais ou menos inteligentes. Isso inclui os idiomas que aprenderam e a educação formal. Os memes são ferramentas para pensar, o que significa que crianças expostas ao pensamento crítico, argumentos hábeis e ao desejo de conhecimento terão maneiras melhores de reunir novas ideias e se tornarão adultos mais inteligentes. (S.B.)

Câncer de próstata

Tratar ou não?

Um especialista da Harvard Medical School e uma importante associação americana de profissionais de saúde garantem que o PSA não é 100% seguro e o tratamento tem efeitos colaterais terríveis, como a impotência. O que pensam os urologistas brasileiros?
BBC


A julgar pelos inegáveis avanços obtidos pela medicina nas últimas décadas, a pergunta é realmente pertinente. Cercado por interrogações sobre a forma com que é conduzido, o tratamento do câncer de próstata ganhou mais um capítulo polêmico no ano passado, quando um estudo divulgado pela United States Preventive Services Task Force (USPSTF) – uma respeitada associação independente de profissionais e pesquisadores de saúde – apontou que há pouca vantagem na aplicação do teste conhecido como Antígeno Prostático Específico (o famoso PSA), usado em muitos países, inclusive no Brasil, de forma disseminada como o principal exame para o diagnóstico, a monitoração e o controle da evolução da doença.

A polêmica coloca em lados opostos médicos a favor de manter o teste (como um dos primeiros passos para o diagnóstico e tratamento) e os profissionais que, como a USPSTF, defendem que a análise dos resultados mostra pouco ou nenhum benefício a longo prazo no PSA para a maioria dos homens que, a despeito de identificados como portadores do câncer, jamais chegariam a desenvolver os sintomas da doença. Mais ainda, o exame expõe desnecessariamente centenas de milhares de indivíduos testados, nos quais se detecta o câncer de próstata, a complicações comuns advindas do tratamento, como a impotência e a incontinência urinária (devido à remoção cirúrgica da próstata) e o sangramento retal (por conta do tratamento com radiação).

O controvérsia que move o debate sobre o teste de PSA envolve basicamente uma questão: é adequado começar o tratamento do câncer de próstata imediatamente após um resultado positivo em um exame de rastreamento, como o PSA? “O cerne da questão está realmente aí, pois nem sempre o câncer é agressivo a ponto de matar o indivíduo. Em muitos casos, o paciente identificado é tratado e morre em decorrência de outras complicações”, diz Alexandre Miranda, responsável pelo setor de Andrologia do Hospital Federal de Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), e membro da American Urological Association (AUA).

A força-tarefa da USPSTF ilustrou, em números, o exposto por Miranda: desde 1985, mais de 1 milhão de homens foram tratados após o resultado do teste de PSA. Pelo menos 5 mil morreram logo após o tratamento e outros 300 mil sofreram de impotência ou incontinência – ou de ambos os males. O pior de tudo: em muitos casos, a terapia foi, de certa forma, inadequada.

As controvérsias em torno do PSA não são novas e surgiram porque o exame de rastreamento, bem como o tratamento que vem a seguir, não é totalmente seguro. O teste, na verdade, não confirma que um homem é portador de câncer, apenas indica que o indivíduo poderia ter a doença. O certo é que, se ele fosse 100% eficaz, os homens com tumores pequenos e curáveis seriam medicados, evitando tratamentos desnecessários com efeitos colaterais graves.

“O PSA é um marcador específico. Ele indica a quantidade da proteína antígeno prostático específico produzida pelas células da próstata. Essa, por sua vez, pode estar em níveis elevados por diversas razões, como a proliferação de células malignas ou o crescimento benigno da próstata em decorrência da idade. Ou seja, o exame não diz com precisão se o sujeito tem realmente um câncer de próstata e se este é agressivo ou não, algo que faz toda a diferença na maneira como o tratamento da doença deve ser conduzido”, diz Paulo Rodrigues, ex-presidente da sucursal fluminense da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e atual diretor do Instituto Albarran de Urologia.

Em entrevista à revista Scientific American (edição de março), o médico americano Marc B. Garnick, especialista em câncer de próstata da Harvard Medical School e do Boston Beth Israel Deaconess Medical Center, corroborou as palavras do colega brasileiro. “Um teste positivo de PSA indica que os homens devem se submeter a uma biópsia, o que envolve desconforto e risco. E isso não é o pior. A biópsia pode distinguir os homens que realmente têm câncer de quem provavelmente não tem. O verdadeiro problema é que os médicos não dispõem de uma forma confiável para determinar quais desses pequenos tumores identificados pela biópsia são potencialmente perigosos e quais nunca incomodarão um homem”, diz.

O espetáculo de imagem neural


Fibra ótica? Não, neurônios
BBC

Nas profundezas do nosso cérebro existem vários cabos de comunicação, que se interligam entre as diferentes regiões do complexo corpo humano.

A foto é o resultado de uma ressonância magnética que capturou uma imagem neural para mostrar o caminho que as moléculas de água fazem em nosso cérebro.

Os fios azuis na imagem representam neurônios que fazem a ligação entre o tronco cerebral e a coluna vertebral.

Descobrindo o amor...

Mas a grande descoberta da adolescência é a do amor, que vai ser um importantíssimo sinal de qualidade na construção da subjetividade. Ter a capacidade de investir uma pessoa como um verdadeiro parceiro no amor vai marcar definitivamente o fim das escolhas edípicas (com a dissolução do complexo de Édipo), posicionando o jovem no caminho definitivo da maturidade. Os adolescentes são sensíveis, disponíveis e ávidos para viver o namoro, e há exagero quando se fala de promiscuidade amorosa entre eles, pois muitos buscam viver uma grande paixão. Aqui encontramos, talvez, a essência e a beleza de todo o processo do adolescimento. 

Novamente surgem emboscadas, pois diante da angústia desencadeada pelas perdas e transformações, a relação amorosa pode ser vivida com sentimentos de domínio, simbiose, dependência, representando um deslocamento de modalidades relacionais problemáticas da infância.

Grandes sofrimentos, ou mesmo suicídios, decorrem de frustrações nas relações amorosas.

O amor na adolescência inspira romancistas, poetas, músicos e cineas-tas, muitas vezes com ênfase em seus aspectos apaixonados, violentos e trágicos. Mas com a psicanálise constatamos que, desde a infância, é a partir dos cuidados e do amor do outro que se constitui o corpo e, depois, o ego infantil. Em outras palavras, é do olhar impregnado de amor do outro que o ego infantil tira sua força para se constituir.

Na adolescência mudam os protagonistas, mas mantém-se a estrutura, pois o corpo e o ego revivem a experiência de não integração, e é novamente no encontro com o olhar do parceiro amado que o sujeito vai se reapropriar de sua nova identidade.

Para saber mais
Adolescência normal. A. Aberastury e M. Knobel. Artes Médicas, 1992.

Violência no corpo. Violência na mente. W. Ranña, em Adolescência pelos caminhos da violência. D. L. Levisky (org.). Casa do Psicólogo, 1998.

A criança e o adolescente: seu corpo, sua história e os eixos da constituição subjetiva. W. Ranña, em Psicossoma III. R. Volich, F. Ferraz e W. Ranña (org.). Casa do Psicólogo, 2003.

Sobre o lugar da adolescência na teoria do sujeito. R. Ruffino, em Adolescência. Abordagem psicanalítica. C. R. Rappaport (coord.), EPU, 1993
Wagner Ranña é médico pediatra, psicanalista, mestre pela Faculdade de Medicina da USP, assistente do Serviço de Psiquiatria e Psicologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP, docente do Instituto Sedes Sapientiae, coordenador de Projetos de Saúde Mental da Criança e do Adolescente e co-organizador da série Psicossoma: psicossomática e psicanálise (Casa do Psicólogo).

Crônica da morte anunciada


. Assim a "crônica da morte anunciada" é evidente. Em geral  ocorre algum problema na constituição familiar ligado à ausência do pai (é comum o adolescente ser filho de uma primeira ligação da mãe, e o novo parceiro dela não aceitar o jovem muito bem, podendo ocorrer hostilidade contra o rapaz). Alia-se a essa situação uma atitude superprotetora da mãe, que toma o filho como parceiro de suas desilusões, em geral submetendo-se aos caprichos de um jovem exigente. O quadro recorrente apresenta um jovem que, embora arrogante, não tem êxito nos estudos e no trabalho, e com freqüência é analfabeto funcional (de certa forma, resultado de falhas no processo educacional). Não se destaca em atividades esportivas e artísticas, ou não teve oportunidade de se descobrir competente em alguma delas. Em geral, a vida escolar torna-se algo sem valor. Não existe oportunidade para descobrir competências ou vocações desconhecidas. O comportamento agressivo manifesta-se diante de qualquer frustração.

Encaminhado para algum atendimento psicológico, ou não se vinculou ou foi atendido de forma inadequada. Ao se ver mais livre, o jovem envolve-se no consumo de drogas ilegais. Está no "olho do furacão", já que muito perto de se envolver com lideranças negativas ou com formas imaginárias de ter poder e conseguir realizar seus desejos através da violência.

Como interromper esse caminho é um desafio. Mas a experiência tem mostrado que a eficiência aumenta na medida em que se trabalha em parcerias, envolvendo todos os tipos de profissionais e a família. Mas principalmente atuar cedo e caso a caso.

Essa realidade é retratada de forma muito adequada e sensível no filme brasileiro Através da janela, que conta a história de um jovem e sua mãe em processo de luto pela morte do pai e marido. Os dois se envolvem numa dinâmica incestuosa, que, de um lado, alivia a dor decorrente da perda e, de outro, impele o jovem a um comportamento transgressivo, sem a interdição necessária da função paterna e com uma alienante conivência da mãe. No filme, o jovem acaba envolvido na criminalidade.

Do lado feminino, o adolescer vai lançar a menina diante de desafios de independência, de escolhas profissionais e da barreira do vestibular. É freqüente encontrar uma saída para esse desafio numa gravidez precoce, que a recoloca no papel de cuidadora de bebês, escolhendo ser mãe, o que funciona como uma solução inconsciente de retorno à condição infantil. Portanto, nem sempre a gravidez adolescente é indesejada. Pelo contrário, é uma saída, ou fuga, para o espaço doméstico como alternativa ao enfrentamento do árduo caminho para a vida adulta.

O papel dos pais


O adolescer implica os pais, que também vão viver um processo de mudança de seus papéis, deixando de ser os admirados e poderosos pais da infância, para ser apenas os pais despidos do imaginário infantil. Nesse processo, alguns entram em pânico ao perceber que já não precisam ser tão cuidadores e presentes como antes. Existem situações em que o processo de amadurecimento e busca de autonomia do adolescente é experimentado com tão grande sofrimento pelos pais que o medo da perda dos filhos não pode ser vivido. Assim alguns pais não conseguem mais enfrentar o desafio e as dificuldades que envolvem a tarefa de exercer a paternidade de um adolescente. Muitos se deprimem, se angustiam e usam o discurso dos perigos e dos riscos para impedir que o filho cresça, mantendo-o na posição infantil, a fim de garantir a posição de pais de uma eterna criança. É comum esse processo de domínio sobre o filho ser perpetrado com atitudes autoritárias, geradoras de grandes conflitos familiares.

Mas encontramos mais uma vez situações opostas: diante de um jovem caseiro, inibido e desinteressado pelas baladas, alguns pais se preocupam, pois entendem que algo não está normal. É interessante notar que diante de pais muito liberais e avançados, o processo do adolescimento vai se dar na direção oposta. Ser retraído é forma de o adolescente "ser do contra" ou diferente dos pais e encontrar sua própria subjetividade.

Profissão, Ídolos e amor
A passagem da infância para a maturidade será concluída se o jovem encontrar um caminho na busca de um papel social, o que não é fácil num país de grande índice de desemprego. A escolha de uma carreira é muito importante nesse caminho, mas a organização dos vestibulares por carreiras antecipa e dificulta muito a escolha. Nem sempre as dificuldades com o vestibular decorrem de nível de conhecimento e de uma concorrência extrema. Podem ocorrer por uma total falta de decisão e de escolhas. Aos 18 anos, é algo que pode ser esperado. Se o jovem ainda nem sabe bem quem é, como pode escolher o que será profissionalmente?

Encontrar referências para seguir no processo de construção de uma identidade na adolescência implica busca de parâmetros fora dos modelos parentais. Os pais já estão incorporados à subjetividade, às vezes até demais, e agora é preciso certo afastamento dessas referências. Daí vem a necessidade que os adolescentes sentem de buscar seus ídolos e amigos. Nem sempre, porém, as referências existentes são adequadas.

Nesse momento de transição as companhias afetivas são fundamentais, e aqui destacamos as amizades, intensas, profundas e prazerosas. Não existe adolescência sem a turma ou a "galera".