terça-feira, 14 de agosto de 2012

DIAGNÓSTICO e TRATAMENTO DE EP...

DIAGNÓSTICO

Realizado através da entrevista clinica feita pelo medico, auxiliada quando necessário de avaliação psicológica e de exames de laboratório. Neste questionário informações importantes devem ser estabelecidas, como:

Realizar um histórico da atividade sexual. Pesquisar iniciação sexual inadequada.

Quanto tempo o paciente demora desde a penetração até a ejaculação?

A queixa ocorre desde o inicio da atividade sexual? Qual o tempo da queixa?

A queixa ocorre em todas as relações? Existem situações sem EP?

Existe suspeita de alguma doença associada que pode influenciar a ejaculação?

Faz uso de medicação ou drogas? Apresenta alguma doença associada?

O paciente tem controle sobre a ejaculação? Consegue retardar se quiser?

Consegue perceber as sensações premonitórias (SP)?

A mudança de parceira influencia na ejaculação?

A parceira colabora com a percepção da EP? Qual é a influencia da parceira na EP? A parceira tem comportamento competitivo?

Qual é o entendimento psíquico que o paciente tem sobre a EP? Perfil psicológico?

Apresenta algum transtorno psicológico além da disfunção ejaculatória?

O paciente é capaz de identificar um fator que favoreceu o aparecimento da EP? Existe algum evento psicossocial que desencadeou a EP (desemprego, dificuldades econômicas, gravidez, divorcio, parceira doente, mudanças da estrutura familiar, perda de parentes ou amigos)?

Existe diferença no período da ejaculação quando pratica masturbação, sexo oral ou anal?

Já fez tratamento para EP? Qual? Como evoluiu?

Já realizou alguma medida para adiar a ejaculação? Pensamentos neutros não sexuais? Anestésicos? Stop-Start? Stop-Squeeze? Medicação? Psicoterapia? Cirurgia*?

*É contraindicado aos pacientes portadores de ejaculação precoce qualquer tipo de cirurgia que possa dar a falsa esperança de resolução. Não é recomendada a realização de cirurgia de neurotripsia dos nervos penianos bem como a colocação de prótese peniana para tratar ejaculação precoce.


TRATAMENTO

É dependente da classificação da EP.

Primaria: responde muito bem aos medicamentos que retardam a ejaculação. Psicoterapia poderá ser associada a critério medico caso identifique este beneficio.

Secundaria: responde ao tratamento da doença de base que ocasionou a EP. Exemplos: prostatite (antibióticos e anti-inflamatórios prostáticos), tireoidopatias (correção do hipotireoidismo), andropausa (terapia de reposição de testosterona), disfunção erétil (inibidores da fosfodiesterase tipo 5 como Viagra, Cialis, Levitra). A psicoterapia tem indicação se a doença de base tem origem psicológica. O uso de medicação que retarda a ejaculação poderá ser incluído na terapêutica se necessário.

Recorrente: deve-se primeiramente esclarecer ao paciente que esta condição não necessariamente pode ser classificada como uma disfunção. Quando o tratamento é requisitado pelo paciente, a psicoterapia é suficiente para que os homens recuperem sua confiança.
Pseudo-EP: respondem a orientação e psicoterapia.

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