terça-feira, 7 de agosto de 2012

Disfunção erétil: causas e consequências

"Quero ser ativo, mas não consigo manter a ereção. Na hora da penetração, não funciono. Já pensei que tivesse problema fisiológico, mas sei que não porque, quando durmo, mantenho a ereção. Parece que a única solução será tomar Viagra. Nunca irei a um psicólogo. Tenho vergonha de falar sobre mim, ainda mais porque moro numa cidade pequena". (S. C., por e-mail)*



O que acontece com este caso é o que atualmente se denomina disfunção erétil, antigamente conhecida como impotência. Trata-se da incapacidade de obter ou manter a ereção (pênis duro) para iniciar a transa.
As causas são várias, já que a ereção é um processo que envolve diferentes partes do corpo e também a nossa psique. Por isso, as disfunções eréteis podem ser psicogênicas, orgânicas e mistas.
Entre as causas orgânicas, temos, por exemplo, problemas vasculares, hormonais e de origem neurológica. Ademais, certas doenças, como a diabetes, podem estar por trás da disfunção.
As psicogênicas são relacionadas à psique. Estresse, ansiedade, tensão e problemas relacionados à sexualidade costumam ser importantes vilões.
As causas mistas se explicam pelo próprio nome.
Certo, e onde você entra? Parece que você já tem a pista. De fato, manter a ereção quando se dorme ou ao acordar – e você diz que até goza durante o sono – costuma indicar que a origem da disfunção erétil é psicogênica, e isso é mesmo tratado por psicólogos.
Usar Viagra não é a solução. Primeiro, porque ele é indicado para os casos em que a ereção é dificultada por fatores orgânicos.
Por sinal, para o Viagra surtir efeito, a cabeça (de cima) tem de estar legal.
Segundo, porque o abuso do medicamento por homens fisicamente potentes, que pode ser seu caso, induz o corpo a funcionar apenas sob ação da droga. Resultado: você pode agravar a coisa!
A dica, então, é buscar ajuda psicológica, além do urologista, para verificar se realmente não há algo orgânico – e, se houver, tratá-lo. Tente achar profissionais com uma posição aberta em relação à homossexualidade.
Não se sinta envergonhado. Todos nós temos problemas. Admiti-los e procurar resolvê-los é um ato de coragem, que merece admiração, e não censura.
Sobre os psicólogos, normalmente eles explicam seu processo de trabalho, qual linha teórica seguem e são abertos para que você explicite seu problema e lhes faça perguntas na primeira consulta.
Veja se rola identificação. Se não, tente outro, mesmo em outra cidade – e lembre-se de que seu sigilo é protegido legalmente.
Por fim, uma dica: o preço das consultas pode ser salgado. Se o bolso chorar, procure psicólogos com atendimento especial a pessoas com renda mais baixa.
Há também universidades e clínicas que prestam atendimentos gratuitos ou a baixos custos.

*a dúvida foi inicialmente enviada para o site www.armariox.com.br

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