sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Roubo na Adolescência

Roubo na Adolescência
 
 
É normal uma criança  apropriar-se de uma coisa pela qual se interessa, sem que isso constitua um roubo propriamente dito. Só a partir da adolescência (10/15 anos), é que se configura a noção de  roubo e as suas consequências.
 
Para que isto não aconteça, é necessário que os pais, desde cedo, ensinem e expliquem aos filhos que não se deve roubar e que vivemos numa sociedade em que existe propriedade e posse sobre essa propriedade, e se roubarmos, estamos a cometer um crime.
Apesar de, na maioria dos lares, se aprender que roubar é incorrecto e reprovável, os adolescentes (dos 10 aos 15 anos) podem fazê-lo pelos seguintes motivos:
 
·         Porque querem ter o mesmo que um irmão ou uma irmã, perante os quais se sentem desfavorecidos;
·         Para se fazerem valer perante os colegas, já que roubar pode ser entendido como uma atitude de liderança ou coragem;
·         Para poderem ter um presente para dar e fazerem mais facilmente amigos, tornando-se mais populares;
·         Por não terem a noção que roubar não é apenas feio, é desonesto e reprovável;
·         Mais raramente, pode estar-se perante um verdadeiro caso de cleptomania ou de apropriação deliberada de bens alheios pelos métodos “mais fáceis”. Um e outro caso representam desvios de personalidade, e aí os pais têm de tomar atenção às causas destas atitudes e procurar ajuda junto de especialistas na matéria.
 
Contudo, os próprios pais podem ter alguma culpa pelo comportamento dos filhos, nomeadamente quanto ao roubo: por não terem dado demasiada atenção ao problema, limitando-se a ralhar, não explicando a razão social desta regra; por deixarem os filhos completamente desprotegidos monetariamente, não tendo este dinheiro sequer para comprar um bolo ou um sumo, levando-os assim ao roubo, sendo esta a única hipótese de satisfazerem as suas necessidades (como a fome ou a sede).
 
Se os pais descobrirem que o filho roubou alguma coisa, o que têm a fazer é explicarem-lhe concreta e explicitamente que roubar é errado, fazendo-o devolver o objecto, mas  ajudando-o no processo de devolução.
Os pais devem assegurar-se que o «crime não compensou». É  importante também que  os pais não comecem a predizer um mau futuro para o filho, nem relatem  o facto a toda a gente. A  atitude dos pais deve ser a mesma, independente do valor do objecto furtado.
 

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