terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vagina fechada



Existem três situações totalmente diferentes.

1) Sinéquia dos pequenos lábios É uma aderência entre os pequenos lábios da vagina, tapando o introito vaginal. É muito frequente na infância e muito fácil de resolver, no consultório do especialista: depois da aplicação de uma pomada anestésica, os pequenos lábios são descolados com uma pequena tracção. Depois, é preciso aplicar uma pomada antibiótica e anti-inflamatória, para impedir que os pequenos lábios voltem a colar, durante o processo de cicatrização. A solução é semelhante à usada para as aderências balanoprepuciais dos rapazes.
2) Himen não perfurado O himen não tem qualquer abertura
e não deixa drenar as secreções normais vaginais, com acumulação. Essa acumulação pode infectar.

Himen não perfurado
   
Himen não perfurado
   

Sem tratamento, vai haver acumulação de secreções na cavidade vaginal (hidrocolpos) ou na cavidade vaginal e útero (hidrometrocolpos). Ao atingir a menarca o sangue menstrual acumula-se na vagina e no útero (vista, em corte, dessa acumulação).

Sem tratamento, vai haver acumulação de secreções na cavidade vaginal (hidrocolpos) ou na cavidade vaginal e útero (hidrometrocolpos). Ao atingir a menarca o sangue menstrual acumula-se na vagina e no útero (vista, em corte, dessa acumulação).
   

O tratamento, numa fase inicial, é simples, consistindo numa incisão cirúrgica do hímen sob anestesia tópica.

3) Atrésia da vagina Esta é uma situação muito grave, em que a vagina não se desenvolveu e não existe comunicação entre o exterior e a cavidade uterina. Aqui é necessária uma cirurgia complexa para construção
de uma vagina. Se o problema não for identificado e tratado até à puberdade, os fluxos menstruais não podem ser drenados, acumulam-se na cavidade uterina e no início da vagina, com grandes dilatações e estragos estruturais de difícil recuperação. Pode estar associada a outras malformações congénitas.

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