sexta-feira, 22 de março de 2013

A MASTURBAÇÃO COMO TERAPÊUTICA MASCULINA


Masturbação


A MASTURBAÇÃO COMO TERAPÊUTICA MASCULINA
Artigo de Osvaldo Fonseca Gama (psicólogo)


ESTUDOS - Em 2004 o psicólogo Marco Lima iniciou uma série de pesquisas com objetivo de analisar de maneira mais específica alguns benefícios que a masturbação poderia oferecer para a vida sexual, registrando algumas das diferentes formas de prazer solitário. Um destes estudos dedicou-se à prática masculina, e levou 3 anos para ser concluído. A pesquisa baseou-se inicialmente nos relatos de pacientes das piscoterapias, e desenvolveu-se na aplicação de 31 diferentes práticas com 350 voluntários, dentro das faixas etárias de 18 a 50 anos. Marco Lima constatou que a masturbação pode também ser considerada como tipos de terapêuticas sexuais específicas em cada uma de suas formas. Essa conclusão ampliou algumas possibilidades de indicação para lidar com distúrbios sexuais. Após catalogar e analisar cada possibilidade e conseqüências das práticas, Marco Lima concluiu que há uma aproximação entre a prática da masturbação e a idéia de "pompoar masculino", isso porque "a prática masturbatória pode trazer certos tipos de benefícios à vida sexual que geralmente são descritos como conseqüências de práticas de pompar". Marco Lima explica também que "a masturbação engloba uma ampla possibilidade de toques e sensações, e que são estas muitas possibilidades que provocam diferentes tipos de controle e aprendizado sobre as próprias reações corporais, podendo, se utilizada de forma mais específica, funcionar como uma terapêutica preventiva para alguns distúrbios sexuais como 'ejaculação precoce', 'dificuldade de ereção' e 'dor durante a relação'. Deve-se lembrar, no entanto, que para esse objetivo ser alcançado é preciso que o homem reserve um tempo livre para a prática masturbatória, a fim de evitar ansiedade, e poder prolongá-la ao máximo. A masturbação não é sinônimo de 'pompoar', mas pode causar conseqüências semelhantes, dependendo da forma como se caracteriza".

A pesquisa sobre a masturbação masculina consistiu na observação de algumas formas de masturbação que oferecessem maior ou menor prazer e tivessem maior ou menor duração, o que foram considerados dados relevantes para considerá-las como terapêutica preventiva. "As diferentes formas de masturbação podem proporcionar diferentes melhorias para as relações sexuais a dois.", conclui Marco Lima.

OBSERVAÇÕES - Foi observado através de relatos de pacientes que durante a masturbação há muitas vezes uma preocupação com a ejaculação, e por isso os homens podem ficar inibidos ou muitos tensos. Nestes casos a pesquisa apontou a importância da utilização da "camisa-de-vênus" (a "camisinha"), que permite uma maior tranqüilidade, evitando preocupações com o "destino" do esperma. Ao criar o hábito de usar a "camisinha", o homem está também adquirindo uma maior prática na sua utilização, e por isso esse recurso foi apontado "não só como um eventual facilitador da prática masturbatória, mas também como fundamental para promover uma vida sexual segura e saudável, e assim recomendável em todo e qualquer tipo de ato sexual".

Marco Lima aponta também que todo tipo de masturbação é "válido", não precisando que ninguém se limite a utilizar "técnicas" específicas ou quaisquer outros "padrões" pré-existentes; e conclui que "o mais importante é tentar sempre criar variações em cada prática, tentando modificar a pressão, força, velocidade e direção dos movimentos, podendo utilizar objetos e outras partes do corpo para obter prazer, se assim o praticante desejar". Em seus estudos, Marco Lima concluiu que "pessoas que se restringem a práticas 'rotineiras' costumam ter sérios problemas nas relações sexuais, tais como falta de desejo, ejaculação precoce e dificuldade de ereção. Por esse motivo, é importante praticar a masturbação de forma sempre diferenciada e prazerosa, sem nunca deixar que torne-se um mero hábito. E essa prática solitária pode oferecer bons 'ingredientes' para uma relação a dois muito mais satisfatória".

Marco Lima destaca ainda a importância de utilizar-se da masturbação sempre como uma atividade de prazer, e não apenas como uma "obrigação" fisiológica para descarregar tensões. "A masturbação não precisa se restringir aos genitais, podendo ser caracterizada por toques em toda e qualquer parte do corpo que ofereça prazer. O praticante não deve se limitar, já que todo seu corpo é sensível a estimulações, em diferentes intensidades, desde que toque-se de forma adequada, ou seja, com carícias, e desde que sinta-se seguro e desinibido para oferecer prazer a si mesmo", conclui.

Ao lado destas observações, Marco Lima desenvolveu uma lista de 31 "técnicas" de masturbação, com a descrição de suas principais vantagens e possíveis variações, para orientar seus pacientes a entender como cada uma das práticas oferecem vantagens à vida sexual. Estas "técnicas" são descritas nos próximos parágrafos.


1- TÉCNICA BÁSICA PENIANA - A primeira prática descrita nos estudos é a mais simples e mais comum, denominada "técnica básica peniana", que se inicia segurando o pênis com uma das mãos bem fechada, e então fazendo movimentos de "vai-vem", indo da base do pênis até o início da glande ("cabeça" do pênis). Nessa "técnica" há também a possibilidade de usar as duas mãos alternadamente, e o homem pode fazê-la de pé, sentado ou deitado. Também há possibilidade de modificar a pressão com que se segura o pênis: pressionando bem forte (dificultando o movimento); pressão média (deixando a mão se mover com facilidade) ou quase sem nenhuma pressão (deixando a mão delizar e às vezes "escapar" pelo pênis, como se fosse uma carícia suave). Estas pressões podem ser intercaladas ou utilizadas exclusivamente. Outra possibilidade descrita é segurar o pênis apenas com a ponta dos dedos, e mudar a posição da mão durante a masturbação, o que produz novas sensações, e "prepara melhor o homem para perceber diferenças de intensidade, de pressão e de posições que pode assumir durante um ato sexual a dois". Uma outra variação é a utilização apenas do dedo médio junto com o indicador e o polegar, envolvendo o pênis e fazendo o movimento de "vai-vem"; o que ajuda a criar diferentes velocidades e pressões. Em casos de homens com pênis muito longos, outra possibilidade apontada foi a utilização das duas mãos ao mesmo tempo, fazendo a movimentação juntas; e dessa forma sensibilizando todo o pênis de forma mais linear, aumentando o prazer.

Marco Lima explica que "a 'técnica básica peniana', se utilizada com intervalos e variações, é uma das formas mais fáceis de o homem aprender sobre suas reações, descobrir pontos mais e menos sensíveis do pênis, e perceber melhor o momento de parar de se estimular antes que ocorra uma ejaculação; ajudando em muito neste procedimento quando num ato sexual. Se combinada com carícias pelo corpo, a 'técnica básica' traz ainda uma maior possibilidade de auto-conhecimento corporal, de descoberta de pontos sensíveis do corpo".
Esta, assim como as demais "técnicas" masturbatórias, tem melhores resultados se o praticante estiver completamente nu, e se for praticada em um lugar bem reservado; para que o indivíduo mantenha um maior relaxamento.

2- PRESSÕES PENIANAS - Uma das variações na "técnica básica peniana" é o aumento da pressão na base ou na glande, alternadamente, descrita como "pressões penianas". Segundo Marco Lima, "geralmente há melhores resultados se a pressão na glande for feita com a palma da mão, mantendo a mão bem fechada, e deve ser maior do que a pressão na base do pênis, desde que não haja exageros. A vantagem desta prática é que a pressão na glande costuma retardar a ejaculação, prologando o prazer, e pode ser utilizada durante o ato sexual, para torná-lo mais satisfatório". A técnica pode ser utilizada após uma pausa, quando o homem sentir que está próximo de ejacular. A pressão sobre a glande às vezes é associada também com alguns dos outros exercícios masturbatórios descritos por Marco Lima.

O psicólogo explica que "a técnica da pressão sobre a glande por si só não é categorizada como masturbação, mas serve como um 'tempero' a mais para as práticas solitárias, já que ajuda a prolongar o prazer".

3- TOQUE PENIANO - Outra variação bastante importante na "técnica básica" é a opção de posicionar um dos dedos forçando no ponto entre a glande e o corpo do pênis (na área de maior sensibilidade). Isso deve ser feito ocasionalmente, e apenas quando o homem desejar alcançar o orgasmo mais rapidamente. Mas para evitar ejaculações muito rápidas, o praticante pode também combinar essa pressão com as da técnica anterior intercaladas, causando muitas variações nas sensações de prazer. Nesse caso, a prática pode ajudar o homem a adquirir melhor controle e a ter maior facilidade para obter prazer durante uma relação a dois.


4- ALAVANCA E TORÇÃO - A "alavanca" é um tipo de masturbação caracterizado por movimentos similares ao de um "joystick"; no qual o praticante segura firmemente o pênis, com a mão bem fechada, e passa a virá-lo para qualquer direção que desejar. Para um melhor aproveitamento desta "técnica", Marco Lima indica que o praticante preste bastante atenção às diferentes posturas que pode assumir enquanto movimenta o pênis para direções diferentes, "o que ajuda a aprender como utilizar essas variações de posições durante o ato sexual; podendo expandir assim as possibilidades de oferecer e sentir prazer.". Na maioria das vezes, essa "técnica" é utilizada como complemento da "técnica básica penaina", para ampliar as possibilidades de masturbar-se.

A "torção" algumas vezes é utilizada de forma independente da "alavanca", outras vezes surge com uma variação nessa prática, e pode ainda servir como um "incremento" para outras práticas masturbatórias. É caracterizada por uma torção de leve no pênis, para um lado e depois para o outro; fazendo o praticante experimentar novas sensações, e assim ter condições de aprender diferentes formas de controle e de intensificação do prazer. "No caso de incluir uma torção, o praticante passa a ter mais uma gama de possibilidades de movimento, aumentando em muito seu repertório, e assim podendo criar práticas masturbatórias bem variadas.", explica Marco Lima.

A prática da "alavanca" associada com a "torção" pode ainda variar para uma torção bem mais intensa, vindo a precipitar o orgasmo; e então essa aceleração deve ser utilizada com cuidado para os que desejam treinar o prolongamento do ato sexual.

5- ORDENHA - Nesta modalidade de masturbação, o homem faz o mesmo movimento da "técnica básica peniana", mas mexendo os dedos de forma alternada, como se estivesse "ordenhando" o pênis com as pontas dos dedos. Da mesma forma, pode diminuir ou aumentar a velocidade ou a pressão, e pode também utilizar as duas mãos alternadamente; ou utilizar um "dedilhado" mais sutil, para prolongar bem a masturbação.

Marco Lima aconselha que haja uma diminuição na velocidade da "ordenha" até o praticante sentir que não consegue fazer mais devagar, e manter essa velocidade até alcançar o orgasmo. "Essa diminuição da velocidade auxilia o homem a se acostumar com um ritmo mais lento, que pode ser utilizado em algumas relações sexuais, enquanto que a variação de toques ajuda a distribuir melhor o prazer por diferentes partes do pênis, evitando uma concentração exagerada na glande, e assim fazendo com que o homem passe a conhecer sensações diferentes, mais ou menos intensas, descobrindo pontos do pênis onde pode ser mais ou menos estimulado para antecipar ou adiar a ejaculação".

6- EMPURRÃO PENIANO - Essa " técnica" pode ser combinada com quaisquer das práticas anteriores. Quando o homem está estimulando o pênis com uma das mãos, com a outra empurra um pouco a glande na direção contrária do movimento de ereção, forçando o pênis; mas isto deve ser feito sem exageros, para não causar nenhum desconforto. Essa "técnica" pode também ser utilizada entre pausas nas práticas anteriores, então utilizando toda a palma da mão e forçando o pênis por inteiro, sempre na direção contrária à ereção.

Segundo Marco Lima, "essas pausas ajudam a adiar a ejaculação, e a pressão distribuída pelo pênis pode evitar desconfortos. Nesta técnica, é bastante benéfico que o praticante alterne as mãos e/ou a pressão, o que causa diferentes sensações, fazendo também com que o corpo se acostume às diferentes posições que o pênis pode assumir durante o ato sexual".


7- FRICÇÃO PENIANA - Essa prática geralmente aparece combinada com algumas das "técnicas" anteriores, ainda que às vezes seja utilizada exclusivamente. O praticante utiliza as duas mãos, colocadas em lados opostos do pênis. As posições das mãos podem se alterar de várias maneiras, mas o que caracteriza essa prática é que as mãos sempre estão em "lados opostos" e na direção do pênis, ou seja, com os dedos apontados na direção da glande e os pulsos voltados para a base do pênis. A masturbação começa então com movimento de "esfregação", com as palmas bem abertas e os dedos bem unidos, movimentando da base do pênis até o início da glande. O praticante pode ir diminuindo aos poucos o movimento, até não conseguir diminuir mais, parar um pouco, e voltar a fazer o movimento lento, acelerando aos poucos.

Pode fazer também essa fricção somente com os pulsos ou com a palma das mãos, sem encostar os dedos, e também pode alternar a velocidade. Se utilizar apenas os pulsos, é importante tomar cuidado para não forçá-los demais, devendo fazer então um movimento menos vigoroso. Esse tipo de masturbação geralmente precipita a ejaculação, mas se feita de forma mais lenta ou alternando a velocidade pode ajudar o homem a prolongar todo o processo.

Há algumas "contra-indicações" para a utilização desta prática. Pessoas com problema de ejaculação precoce não devem utilizar esta "técnica" logo de início, devendo tentar utilizar outras formas de masturbação. Homens não-circuncidados também poderão ter problemas em utilizá-la.

Marco Lima explica que "essa forma de masturbação ajuda na percepção de sensações intensas, podendo ser utilizada por homens que já tenham um bom controle ejaculatório mas que queiram aperfeiçoar ainda mais as possibilidades de prolongar o ato sexual. A 'fricção peniana' pode assim auxiliar no controle da ejaculação, através da alteração de velocidades e intensidades, desde que esteja associada com uma atenção do praticante sobre suas sensações.".

8- ROLO PENIANO - Essa prática às vezes é utilizada exclusivamente ou entre pausas de outras das "técnicas" anteriores, e ocorre quando o homem está sentado ou deitado com as pernas flexionadas. É semelhante à "fricção peniana", mas as mãos ficam em posições diferentes e fazem um movimento mais específico: a mão direita fica com os dedos apontados para a perna esquerda e o pulso virado para a perna direita, com o braço apoiado sobre a coxa direita; enquanto que a mão esquerda fica na posição inversa, apoiada na perna esquerda. As palmas das mãos geralmente ficam encostadas no pênis, mas podem também estar ambas viradas para baixo, ou ambas viradas para cima. Depois de devidamente posicionadas, as mãos fazem uma fricção inicialmente lenta e que vai aumentando sua velocidade aos poucos, fazendo uma certa "torção" do pênis, de um lado para o outro, fazendo-o rolar entre as mãos. A velocidade pode ir aumentando até que o praticante sinta que não pode forçar mais; e aí então ir diminuindo a velocidade até parar. Nesse caso, a recomendação é fazer alguns minutos de pausa, e voltar a repetir o mesmo procedimento por quantas vezes for possível e agradável. As mãos devem sempre se movimentar apenas na direção dos dedos, ou seja, friccionando de um lado para o outro, mantendo as mãos no corpo do pênis, próximas da glande. A "fricção" pode ser feita com maior pressão das mãos contra o pênis, alternada ou constante.

Segundo Marco Lima, "esse tipo de masturbação ajuda o homem a se acostumar com uma ampliação da movimentação do pênis, e o auxilia a trabalhar as diferentes intensidades e velocidades; aumentando o controle sobre a ejaculação. Geralmente resulta também numa facilidade maior para se utilizar de variações durante uma relação sexual. A única 'contra-indicação' deste 'exercício' é que alguns homens não-circuncidados podem sentir desconforto com sua utilização, embora a grande maioria consiga praticá-la sem problemas.".


9- TÉCNICAS PENIANAS ESPECÍFICAS - Algumas tipos de masturbação compreendem o que Marco Lima catalogou como "técnicas penianas específicas", que costumam ser utilizadas por indivíduos com algumas características específicas ou que tenham interesse em simular situações do ato sexual.

Uma das práticas compreende fazer com que a mão fique em forma de pinça, deixando os dedos bem rígidos, e em seguida encostar a glande nas pontas do dedos, forçando-a um pouco contra eles. O procedimento complementa-se com o praticante afastando ao poucos os dedos, e forçando um pouco mais o pênis contra os dedos, de modo que o pênis fique entre os dedos, e a glande encoste na palma da mão. Em seguida, o praticante fica segurando o pênis nessa posição, ou mexe a mão, esfregando-o com os dedos; e em seguida vai retirando o pênis dessa "vagina imaginária", passando a repetir todo esse movimento, ou intercalando-o com um "vai-vem" constante, podendo criar alguns poucos intervalos. Pode aumentar ou diminuir a pressão com que "espreme" o pênis "dentro" da mão, e pode aumentar ou diminuir a velocidade do "ato sexual", de acordo com o que for mais interessante no momento.

Um segundo tipo de "técnica específica" descrita é uma variação da "técnica básica peniana". Compreende em fazer o movimento básico de "vai-vem" da base do pênis até a glande, com uma das mãos, e, ao mesmo tempo, ficar segurando a glande com a outra mão em forma de pinça. Com esta mão que segura a glande, ficar massageando-a por todos os seus pontos, e indo e voltando pela glande. Esse tipo de masturbação costuma ter curto tempo de duração; mas se for associada com uma pressão forte sobre a glande, feita ocasionalmente, pode resultar numa masturbação mais prolongada.

O terceiro tipo de "técnica específica" é similar à segunda, mas está relacionada apenas a homens não-circuncidados. Compreende o mesmo procedimento da prática descrita anteriormente, sendo que a massagem na glande é então feita enfiando alguns dedos por baixo do prepúcio, e puxando-o na direção da glande, como se o prepúcio servisse de "capa" para as pontas dos dedos. Essa massagem pode se intensificar mais ou manter-se lenta e sutil.
Neste tipo de prática há uma intensificação da estimulação de pontos muito sensíveis do pênis, e por isso pode ser muito difícil evitar uma ejaculação breve; a não ser que o praticante utilize intervalos demorados, e intercale a prática com toques em outras partes do corpo.

Há ainda várias outras formas de masturbação caracterizadas por simulações da vagina, do ânus ou de outras partes do corpo, tais como: unir as mãos em forma de concha e assim ficar fazendo o movimento básico de "vai-vem", fazendo uma "penetração" nessa "concha"; ou abraçar-se a um travesseiro ou almofada flexível, e ficar friccionando o pênis contra esses objetos até que fique totalmente ereto; entre outras das várias possibilidades de práticas mais ou menos comuns.

As principais vantagens de "técnicas" como estas são: a expansão das possibilidades de prazer e a promoção de auto-conhecimento no que se relaciona às sensações e possibilidades de controle corporal, através de simulações de situações comuns no ato sexual ou de aprendizado sobre uma estrutura corporal específica de um indivíduo. E este indivíduo que conhece suas peculiaridades terá melhores condições de lidar no ato sexual a dois de forma a obter e proporcionar um prazer mais intenso e prolongado.

10- MASSAGEM NO PREPÚCIO - Uma das formas de masturbação, catalogada como "massagem no prepúcio", está relacionada apenas a homens não-circuncidados. A "técnica" compreende a estimulação única e exclusivamente do prepúcio, sendo mais utilizada por aqueles que querem intensificar ou prolongar o prazer da masturbação. Ao mexer o prepúcio de um lado para o outro com as pontas dos dedos, puxando-o de leve, o praticante estimula sensações geralmente menos intensas do que quando utiliza práticas como a "técnica básica peniana".

Embora essas sensações iniciais sejam menos intensas, a "massagem no prepúcio", podendo ser bem prolongada, costuma aumentar a intensidade do prazer da masturbação, havendo a oportunidade de manter esse prazer em altos níveis e controlá-lo mais facilmente.
Homens que tenham interesse em alternar momentos mais intensos e menos intensos costumam intercalar essa prática com a "técnica básica peniana" ou com outras "técnicas" de masturbação mais estimulantes.

Marco Lima explica que "para os homens não-circuncidados, a 'massagem no prepúcio' é uma boa resposta para prolongar a masturbação e as preliminares do ato sexual. Pacientes que descobrem as diferentes intensidades de prazer desta prática costumam utilizá-la também com o par em masturbações a dois de forma prolongada, às vezes associada com outras práticas sexuais. Pode também vir a ser integrada de forma constante na vida sexual do par, algumas vezes ajudando no combate da ejaculação precoce".


11- TÉCNICA PENIANA-ABDOMINAL - Uma das variações na "técnica básica", a "técnica peniana-abdominal" compreende o contato do pênis com o abdômem do praticante. É necessário inicialmente lubrificar o abdômem e fazer carícias no pênis até que a glande fique exposta (nos não-circuncidados) ou até que o pênis esteja quase totalmente ereto. A partir de então o praticante usa as mãos para pressionar o pênis contra o adbômem, mexendo o pênis da esquerda para a direita, ou vice-versa. Pode também tentar fazer movimentos circulares com o pênis sobre o abdômem ou outros tipos de movimento, mantendo sempre a pressão, desde que não haja exageros. Este tipo de masturbação costuma ser utilizada de forma associada com outras práticas. Quando utilizada entre pausas e associada com outros tipos de carícias corporais, costuma auxiliar numa sensibilização mais ampla de todo o corpo, evitando a concentração sobre o pênis, e assim podendo ser mais prolongada.

Para homens não-circuncidados, não é recomendado fazer movimentos muito intensos; podendo ser uma prática de longa duração se utilizada exclusivamente.
A grande vantagem na utilização dessa prática é descobrir formas diferentes de sensibilização do pênis, que se distanciam de uma sensibilização direcionada (como a da "técnica básica peniana"); expandindo assim as pecepções sobre o próprio pênis e as formas de prazer proporcionadas por diferentes tipos de contatos e movimentos.

12- CARÍCIA PENIANA - Esse tipo de masturbação é bastante simples. Consiste em utilizar as pontas dos dedos de ambas as mãos, ou as palmas, para fazer movimentos bem suaves, deslizando as mãos sobre o pênis, sem nenhuma pressão. Esses movimentos podem ser intercalados com outras "técnicas" ou utilizados exclusivamente, e podem servir para prolongar a masturbação.

Segundo Marco Lima, "a carícia peniana funciona como um bom exercício para lidar com um prazer mais prolongado, e assim auxilia na diminuição da ansiedade em relação ao ato sexual. A prática pode também ajudar o homem a ter melhores condições de explicar ao par sexual como deve ser tocado adequadamente sem a precipitação da ejaculação".

13- CARÍCIAS CORPORAIS - Esse tipo de masturbação é similar à "carícia peniana", mas então utilizada por todo o corpo, e geralmente feita quando o homem está deitado. Tal procedimento tem melhores resultados quando é feito apenas com as pontas dos dedos, deslizando-as da cintura até o ombro ou a cabeça, e depois voltando pelo mesmo "caminho", tocando em todas as partes do tórax e do abdômem.

Segundo Marco Lima, "as 'carícias corporais' ajudam o homem a desenvolver um melhor auto-conhecimento no que se refere a todo o seu corpo, seus prazeres e suas diferentes intensidades e possibilidades de prolongamento. É um bom exercício para lidar com um prazer mais prolongado, e que possa ser direcionado para partes do corpo não comumente associadas com o ato sexual; o que ajuda em muito num desempenho sexual a dois bem mais satisfatório.".


14- CARÍCIAS CORPORAIS AVANÇADAS - O terapeuta sexual Marco Lima descreve uma variação mais específica das "carícias corporais", onde o praticante dá maior atenção ao tórax, em especial aos mamilos, numa forma que geralmente causa melhores resultados para a vida sexual; chamada de "carícias corporais avançadas".

Neste tipo de masturbação, quando as mãos estão sobre o tórax, indo naturalmente em direção aos mamilos, o praticante utiliza apenas a ponta de um dos dedos em cada mamilo, acariciando cada vez mais lentamente e diminuindo a pressão sobre eles, até que simplesmente esteja deslizando a ponta do dedo sobre cada um, de forma lenta e sutil, por quanto tempo parecer agradável; e pode ainda às vezes apertar de leve os mamilos com as pontas dos dedos indicador e polegar. Depois de acaricar os mamilos, o praticante volta a acariciar todo o corpo como estava fazendo até então, e repete todo esse procedimento várias vezes. Em seguida senta-se com as pernas sobre a cama, mantendo-as bem afastadas, e passa a acariciar rapidamente as coxas, de 'cima para baixo', indo e voltando da cintura até os joelhos, por quantas vezes for agradável, sem tocar nos genitais. Após esse procedimento, é recomendável fazer uma pausa breve e voltar então a fazer a mesma carícia, só que da forma mais lenta e sutil que conseguir, por no mínimo 5 vezes, parar um pouco e a partir de então ficar deitado, flexionando as pernas o máximo que puder. Pode passar então a acariciar todo o corpo, indo dos pés até a cabeça, e voltando, bem lentamente. Em seguida, pode descansar as pernas, mantendo-as afastadas e confortáveis, e passar a acariciar apenas o centro dos mamilos (como fez anteriormente). Terminadas essas carícias, outra possibilidade é acariciar o pênis e/ou o saco, fazer o movimento básico de vai-vem, ou qualquer outra das práticas anteriormente descritas, mantendo-se deitado ou sentando-se sobre a cama ou sobre uma cadeira confortável.

Uma variação comum nesta prática é a utilização apenas da carícia corporal, sem intenção de ejacular, e sem tocar nos genitais. Outra variação é acariciar o pênis apenas durante as duas últimas carícias de corpo inteiro, deslizando os dedos sobre ele, e sem mais tocá-lo após as últimas carícias nos mamilos.

Marco Lima explica que "este tipo de masturbação é uma das que traz maiores benefícios e possibilidades de controle e prolongamento do prazer solitário e da relação sexual. Embora os toques localizados nos mamilos possam intensificar a excitação, costumam diminuir a focalização no pênis, distribuindo melhor a 'energia sexual' do homem, o que pode ajudá-lo a sentir-se menos ansioso e a retardar mais a ejaculação em alguns casos".

As carícias corporais podem ser feitas também utilizando-se as palmas das mãos. Mas neste caso recomenda-se que ainda assim o praticante utilize-se das pontas dos dedos quando for acariciar os mamilos. Essa variação é mais recomendada para homens que tenham grande dificuldade de controlar a ejaculação, e costuma prolongar mais a masturbação do que a técnica com os dedos, ainda que este resultado varie de acordo com cada pessoa.
"Práticas de carícias corporais costumam auxiliar o homem a ficar mais relaxado e confiante para a prática sexual", conclui o pesquisador.

15- CARÍCIAS-MASSAGENS - Essa prática é similar às "carícias corporais", mas o homem utiliza também ocasionais apertos fortes com as mãos, simulando uma massagem, que são intercalados com os movimentos suaves e lentos das carícias corporais.
Marco Lima explica que esta prática é "mais recomendada para homens que tenham dificuldade para relaxar quando utilizam carícias corporais. A 'massagem' auxilia neste relaxamento, além de poder ajudar a provocar sensações variadas; o que geralmente é muito benéfico para o auto-conhecimento corporal".


16- FRICÇÃO CORPORAL - Esse tipo de masturbação pode ser recomendada para homens que já tenham um bom controle sobre a ejaculação, e um bom auto-conhecimento sobre seu corpo, mas que queiram aprimorar e adquirir maior prazer. Segundo Marco Lima, esta é uma forma "muito útil para aquelas pessoas que já se utilizaram de algumas das outras práticas".

A masturbação consiste em fazer o mesmo que na carícia corporal com as palmas das mãos, mas substituindo os toques suaves por fricções intensas ou mais ou menos suaves, com exceção dos mamilos e do saco escrotal, que não são friccionados. O homem então toca todo o corpo, inclusive os genitais, fazendo a "fricção peniana" por alguns instantes, e depois retorna ao "caminho" que transcorre pelo corpo. Nessa "técnica" os mamilos podem ser acariciados não só por um dos dedos, mas por vários, em carícias um pouco mais aceleradas, de acordo com a vontade do praticante.

Durante a prática, o homem costuma ter maior dificuldade para evitar a ejaculação, e por isso funciona como um método para exercitar um controle ainda maior, que o possibilite ter relações sexuais mais intensas, mas que ao mesmo tempo possam ser longas e prazerosas.
Segundo Marco Lima, "para aproveitar melhor essa prática, é importante que sempre mantenha-se o método de seguir um 'caminho' pelo corpo, indo e voltando; o que vai sensibilizar todo o corpo de forma linear, evitando tensões sobre uma ou outra região. Essa prática ajuda o homem a distribuir melhor sua 'energia sexual', e assim a obter melhores resultados na vida sexual.".

17- CARÍCIAS ADJUNTAS - Similar às "carícias penianas", as "carícias adjuntas" são caracterizadas por toques apenas no saco e na virilha, e com as pontas dos dedos. Podem ser utilizadas sempre bem lentamente, e sem tocar no pênis, para trabalhar a sensibilização dessas partes do corpo, sem intenção de ejacular. Nesse caso, a prática costuma demorar de 20 a 30 minutos, e pode ser associada com carícias no abdômem. Pode também ser utilizada com finalidade de ejaculação, mas então é recomendável que ocorra por cerca de 30 minutos ou mais, sendo seguida de alguma prática que contenha toques no pênis.

"Esta 'técnica' geralmente é mais indicada para homens que já saibam distribuir bem a 'energia sexual' por todo o corpo, e que não queriam tocar diretamente no pênis, como forma de prolongar a atividade masturbatória, e assim treinar melhor suas possibilidades de prolongamento numa relação a dois.", explica Marco Lima.

18- FRICÇÃO ADJUNTA - Similar à "fricção peniana", mas apenas na virilha, e utilizada só ocasionalmente, junto com carícias no saco. É mais recomendada para homens que tenham amplo controle ejaculatório e que queiram experimentar novas sensações. Essa prática é muito benéfica para os casais que desejem experimentar novas sensações durante o ato sexual.

19- MASSAGEM ADJUNTA - Prática utilizada algumas vezes antes ou depois de outras práticas, similar às "carícias-massagens", mas localizada apenas na região da virilha, juntamente com carícias no saco, no abdômem e nas coxas. Se ocorrer durante uma pausa em outra técnica, pode funcionar como uma forma confortável de adiar a ejaculação. Na vida a dois pode ser utilizada como boa preliminar para o ato sexual.
"Esta 'técnica' também é indicada para homens que já saibam distribuir bem sua 'energia sexual' e que ainda assim queiram treinar mais suas possibilidades de prolongamento da relação sexual.", explica Marco Lima.


20- ESTIMULAÇÃO COM JATO - Utilizado durante o banho, o jato d'água de uma ducha ou chuveirinho pode servir como elemento de masturbação, se for direcionado seguidamente para o pênis; no que Marco Lima catalogou como "estimulação com jato". Nessa prática, o homem faz movimentos com o corpo de modo que o pênis mova-se pela água. Pode causar uma intensa estimulação sexual, se a esse movimento for associados toques pelo corpo, ou se o praticante utilizar outro tipo de masturbação conjugado a essa prática durante os primeiros momentos, até que o pênis esteja totalmente ereto. Se o jato for forte o suficiente, o praticante pode fazer um movimento de ida e volta da base do pênis até a glande, simulando a "técnica básica", e repetir o mesmo quantas vezes sentir vontade. Pode também diminiur a força do jato, criando variações na intensidade da estimulação. Uma outra variação comum na prática é ao mesmo tempo usar a outra mão para acariciar os mamilos ou as coxas, ou fazer "masssagem corporal" pelo tórax e pelo abdômem.

Este tipo de masturbação costuma ser muito útil e agradável, principalmente para os que querem "treinar" o corpo para receber toques constantes e mais amenos, e intercalá-los com algo mais intenso, através das mudanças na força do jato d'água. Pode, em alguns casos, ajudar a diminuir a ansiedade para lidar com a estimulação sexual durante uma relação a dois.

21- CONTRAÇÕES AUXILIARES - Durante a masturbação, o homem pode utilizar quaisquer das "técnicas" anteriores associadas com contrações de diferentes musculaturas: do ânus, do abdômem, das nádegas ou do períneo (região entre as nádegas e o saco). Essas contrações podem ser utilizadas a qualquer momento, desde que o praticante sinta prazer com esse procedimento. É importante aprender a isolar a contração em cada área específica, para conhecer melhor a reação dessas partes do corpo, e poder utilizá-las de forma mais adequada durante uma relação sexual.

Esse "treinamento" muscular costuma fazer parte do exercício chamado "pompoar", mas também pode ser considerado como uma forma de masturbação, à medida que as contrações e o relaxamento estimulam o corpo, produzindo excitação, e podendo ser trabalhados juntamente com outras "técnicas". Algumas das vantagens nesta prática é que ela pode provindenciar um melhor controle sobre a ejaculação e um aumento considerável nas sensações de prazer durante a relação a dois.

22- MASSAGEM NO PERÍNEO - Esta também não é uma técnica puramente masturbatória mas fundamental para todas as "técnicas" anteriores. Isso porque a "massagem no períneo" impede que o homem sinta dor nos testículos quando está sendo estimulado sexualmente durante muito tempo, podendo então prolongar em muito a masturbação ou mesmo a relação sexual, sem sentir nenhum tipo de desconforto. Além de evitar dores, a massagem no períneo pode ajudar a adiar a ejaculação, e funciona como uma carícia a mais durante uma relação a dois. A "técnica" consiste em posicionar três dedos da mão na região do períneo, pressionando ocasionalmente, durante pausas na estimulação sexual. O mais recomendado é fazer no mínimo duas pausas durante a estimulação sexual, pressionar o períneo e depois retornar à atividade. A massagem no períneo é uma técnica que só traz benefícios ao homem e pode ser utilizada várias vezes durante uma mesma prática, seja na masturbação ou no ato sexual. Também faz parte das técnicas de "pompoar masculino".

Existe uma variação nessa prática, mais caracterizada como masturbação, que é chamada de "massagem contínua no períneo", que de forma geral deve ser utilizada apenas quando o homem já estiver estimulado ou tendo iniciado outra técnica de masturbação.Consiste em apertar e soltar seguidamente o períneo, sem intervalos, de 1 a 2 minutos, o que pode fazer com que o pênis fique num movimento quase constante, já que a pressão nesta área força sua musculatura. Outras variações nessa "massagem contínua" incluem: intercalá-la com carícias no períneo, no abdômem, no saco, nas nádegas ou nas coxas; com uma das mãos fazer a massagem e com a outra fazer carícias pelo corpo; utilizar pausas com carícias; ou com uma das mãos fazer a massagem e com a outra utilizar a "técnica básica peniana". Todas essa variações, se acompanhadas de pausas, são muito benéficas para expandir as posibilidades de prazer, e preparar o homem para lidar com as mais diferentes estimulações que podem ser provocadas durante o ato sexual.


23- RELAXAMENTO ADJUNTO - A técnica descrita como "relaxamento adjunto" é bastante importante, mas um tanto difícil para os iniciantes. De uma forma geral, deve ser praticada antes de iniciar a estimulação sexual propriamente dita, ou logo após esta ter começado. Consiste em concentrar-se nas musculaturas que estão ao redor do pênis (no períneo, principalmente, e também na cintura e na virilha). Ao se concentrar nessas musculaturas, o homem precisa mantê-las totalmente relaxadas, ou seja, esses músculos não podem ser contraídos sob hipótese alguma. O praticante utiliza quaisquer das outras "técnicas", tentando concentrar-se ao máximo nessas musculaturas, e impedir de todas as formas que elas sejam contraídas, mesmo que sinta uma sensação muito intensa forçando a contração. Caso o homem não consiga mais manter esse relaxamento, deve então pressionar o períneo, e deixar que naturalmente a musculatura seja contraída, sem forçar a contração. A pressão no períneo geralmente resulta na contração involuntária dos músculos que envolvem o pênis, fazendo com que este se movimente por reflexo.

Para que o homem sinta um prazer mais intenso, é recomendado que utilize a "técnica básica peniana", enquanto se concentra para não contrair as musculaturas. Neste caso, quando sente que contraiu alguns dos músculos, deve parar toda a estimulação até que o pênis deixe de estar ereto. Após uma pausa de alguns minutos, relaxa, e volta a se concentrar para não contrair mais esses músculos. Voltando a masturbar-se o mais intensamente que puder, o praticante deve manter sempre a concentração no relaxamento das musculaturas, e só pode parar a masturbação quando sentir que não consegue mais impedir a contração. Esse procedimento deve ser repetido quantas vezes for possível, até o homem sentir que atingiu seu "ponto sem retorno", e por isso não pode mais evitar a ejaculação. Então precisa parar de se concentrar na musculatura, deixando o corpo reagir naturalmente, independente da sua vontade, relaxar, e permitir finalmente a ejaculação.

Segundo Marco Lima, "homens que já experimentaram todas as 'técnicas' anteriores não têm tanta dificuldade para a prática desta, e depois de utilizá-la muitas vezes, a maioria dos praticantes já conseguem masturbar-se prolongadamente e quase sem nenhuma contração; o que resulta num bom exercício para melhorar a qualidade da relação a dois".
Marco Lima adverte que "para certas pessoas essa prática pode ser muito desconfortável e nunca se adaptarem a ela, devido ao nível de dificuldade; por isso não pode ser recomendada a todos, apesar de seus grandes benefícios.".

24- MOVIMENTAÇÃO PÉLVICA - Esta prática também é similar a um dos exercícios de pompoar, conhecido como "exercícios da pélvis", mas aqui inserido num contexto diferente, e dessa forma, funciona como "técnica" masturbatória.

A prática inicia-se com o homem deitando-se, flexionando as pernas e afastando-as, de modo que os calcanhares ficam localizados na direção dos joelhos. Mantendo os ombros apoiados na cama e os pés bem firmes na cama, o indivíduo levanta a cintura o máximo que pode, sem forçar o pescoço. Em seguida desce um pouco a cintura, mas não totalmente, e volta a subir para a posição anterior. Espera alguns instantes, e em seguida desce completamente. Repete esse movimento mais algumas vezes. Após essa primeira seqüência, o procedimento pode ser repetido com algumas variações: o indivíduo pode levantar a cintura somente um pouco, e em seguida levantar totalmente, de forma bem intensa; esperar alguns instantes, baixar um pouco a cintura, esperar mais alguns instantes, e volta a descansar. Numa terceira seqüência, pode levantar um pouco a cintura, esperar alguns instantes, e em seguida levantar totalmente e de forma intensa, e depois voltar lentamente a deitar-se. Uma outra possibilidade é que, pouco após deitar-se, o praticante levante a cintura outra vez, com toda a força, mantendo-a o mais alto possível, esperar alguns instantes, e então voltar a deitar rapidamente. E é recomendável que repita a seqüência por no mínimo 10 vezes.

Todas estas seqüências têm maior eficiência se combinadas com contrações nas nádegas ou no abdômem quando a cintura estiver na altura máxima, ou ainda se o praticante utilizar carícias pelo abdômem sempre que estiver deitado e relaxado. Após essas seqüências, poderá também utilizar outras "técnicas" de masturbação.

Os "exercícios da pélvis" funcionam como um treino para que o homem utilize melhor esse movimento, que é fundamental para a relação sexual, podendo melhorar em muito a qualidade do prazer a dois.


25- ABRAÇO PENIANO - Essa prática só pode ser iniciada quando o homem ainda não estiver excitado. Consiste incialmente em deitar-se de costas, com a cabeça bem apoiada sobre um travesseiro, em uma cama espaçosa, com as pernas bem flexionadas, e utilizar uma das mãos para empurrar o pênis e segurá-lo na direção contrária à ereção, ao mesmo tempo em que vai aproximando as coxas, até que fiquem juntas e a mão fique presa entre elas. A partir de então o indivíduo encosta as coxas no abdômem e no tórax, ficando em "posição fetal", sem afastar uma coxa da outra, e ao mesmo tempo, com a outra mão segura o pênis. Em seguida, ainda segurando o pênis firmemente, afasta um pouco as coxas do abdômem. Depois afasta um pouco as coxas uma da outra, apenas o suficiente para ir soltando a mão que estava empurrando o pênis; mas junta rapidamente as coxas de novo, mantendo o pênis preso pelas pernas, e só então a outra mão larga o pênis. Em seguida, o praticante vira-se de lado, sem afastar as pernas, e encosta novamente as coxas no abdômem e no tórax, ficando deitado bem confortavelmente. A partir de então não força mais uma coxa contra a outra, mas deixa que naturalmente as duas fiquem unidas, mantendo o pênis preso por elas. Com a mão direita ou a esquerda segura a glande e puxa um pouco mais o pênis na direção contrária à ereção, e em seguida fica estimulando-o com as pontas dos dedos, ocasionalmente soltando-o e fazendo pausas.

"Esses movimentos geralmente provocam um prazer muito intenso, e podem resultar numa ejaculação breve. Por esse motivo, geralmente não é uma "técnica" recomendada para homens com dificuldades de controlar a ejaculação, e sim para os que já tenham um bom controle ejaculatório. Essa "técnica" estimula a criatividade, e costuma resultar em idéias novas que podem ser utilizadas durante o ato sexual", explica Marco Lima.

O terapeuta, no entanto, atenta para algumas "contra-indicações". "Há casos de homens que sentem dor durante a prática, e para eles é recomendado parar de utilizá-la, ainda que de forma geral essa 'técnica' só traga prazer aos seus praticantes. A possibilidade de dor não deve ser confundida com o desconforto, já que algum desconforto é geralmente relatado nas primeiras práticas e faz parte do treinamento da excitação e do prologamento do prazer. A dor, no entanto, é geralmente conseqüência da pressão do pênis contra as coxas ou por algum estiramento na região das virilhas; causas estas que são comuns apenas em homens cujos pênis tenham inclinações eréteis maiores do que o ângulo de 150º ou que não tenham um preparo físico adequado para este tipo de prática; embora haja muita variação neste aspecto, sendo impossível prever ao certo a reação orgânica de cada indivíduo. Homens não-circuncidados podem ter também alguma dificuldade para utilizar a "técnica", ainda que seja possível que a façam sem problemas. E deve haver ainda um certa atenção para os obesos ou homens que tenham um abdomêm proeminente, pois geralmente não conseguem utilizar corretamente essa forma de masturbação, e por isso podem não sentir prazer ao experimentá-la.".

26- MOVIMENTO CORPORAL-PENIANO - Uma das variações possíveis na "técnica básica", o "movimento corporal-peniano" é caracterizado pela prática de deixar a mão parada e movimentar o corpo, fazendo assim o movimento de "vai-vem" no pênis através do movimento corporal. Para esta prática é também comum o uso de travesseiros, "camisinhas" e outros recursos que auxiliam o indivíduo a sentir um prazer ainda mais intenso e/ou prolongado. O corpo pode variar de posição: o homem ficar de pé, em frente a espelhos, e passando o braço por baixo de uma perna; entre outras possibilidades.

"Assim como os 'exercícios da pélvis', esses movimentos geralmente ajudam o homem a movimentar a pélvis com maior facilidade, podendo aumentar em muito a qualidade de suas relações sexuais. Essa técnica costuma também estimular a criatividade e ajudar num aumento da auto-estima do indivíduo, geralmente resultando em uma maior desinibição para o ato sexual. Outra grande vantagem na utilização dessa técnica é que há uma menor exigência dos braços, preservando mais suas musculaturas.", explica Marco Lima.

27- ESTIMULAÇÃO DE BRUÇOS - Há inúmeras formas de masturbação dentro da categoria "estimulação de bruços", como descrito nos estudos de Marco Lima, podendo todas elas trazer benefícios para a saúde sexual do homem. Na maioria das vezes a masturbação é iniciada com o praticante deitando-se de bruços em uma cama de colchão maleável, segurando o pênis com uma das mãos, sem apertá-lo; e ao mesmo tempo, com a outra mão, fazendo carícias pelo corpo (nádegas, cintura e coxas). Pode então alternar várias possibilidades.

Uma das mais comuns é fazer o movimento de "vai-vem" no pênis, como na "técnica básica". Outra possibilidade é usar as duas mãos para acaricar as nádegas, e ao mesmo tempo ficar forçando a cintura contra a cama, para provocar uma excitação. É também descrita a alternativa de deitar-se tranqüilamente de bruços, totalmente nu, e então ir fazendo compressões da cintura contra a cama, ou associado a isso contrair as musculaturas pélvicas. Outra possibilidade comum é a de ficar friccionando o pênis contra o colchão, até ficar bem ereto, e passar então a utilizar o movimento básico de "vai-vem", deitando-se de costas ou sentando-se.

Marco Lima chama atenção também para uma prática bem menos comum, mas que traz bons resultados. "Caracteriza-se por levantar o tronco como numa flexão de braços, mas sem levantar o corpo da cintura para baixo, deixando a cintura firmemente encostada na cama; e ir e voltar na 'flexão' até sentir que está muito excitado, e então parar, podendo vir a fazer o mesmo em novas seqüências ou passar a praticar outro tipo de estimulação a partir de então".

Segundo Marco Lima, "as práticas de 'estimulação de bruços' costumam ser bastante benéficas, pois podem deixar o homem mais relaxado e à vontade para masturbar-se, geralmente prolongando em muito o processo de excitação, sem precipitar a ejaculação". A utilização de recursos como bolas, gels, almofadas e grandes travesseiros, é também descrita nos estudos como elementos usuais neste tipo de prática, e que geralmente enriquecem a prática masturbatória.

28- FRICÇÃO ABDOMINAL - A masturbação descrita como "fricção abdominal" consiste inicialmente em o praticante dobrar os joelhos, sentar-se sobre as panturrilhas, e curvar o adbômem para frente. A partir de então o indivíduo encaixa o pênis entre uma das coxas e o abdômem, e começa a se mexer, sem deixar o pênis "escapar". As possibilidades de movimentos são muitas: mexer a coxa, mexer o abdômen, virar-se de um lado para o outro, etc.

Marco Lima explica que "o mais importante nesta prática é descobrir cada diferente forma de se estimular. É uma das maneiras mais agradáveis de masturbar-se sem o uso das mãos, e assim ajuda o homem a conhecer melhor as possibilidades de diferentes partes do próprio corpo para oferecer prazer a outras partes. Esse tipo de estimulação pode ajudar o homem a simular sensações que tenha como adquirir durante um ato seuxal a dois, controlar esses estímulos, e assim aprender quando deve parar com um ou outro tipo de contato; tendo melhores condições de avisar ao seu par sobre suas preferências, seu tempo de excitação, e suas necessidades de pausa e de retorno à estimulação.".


29- AUTO-FELAÇÃO - Ainda que não costumeiramente descrita como "masturbação", a prática de "auto-felação" (sexo oral em si mesmo) é catalogada por Marco Lima como uma das formas masturbatórias mais eficazes de auto-conhecimento sexual masculino. Para praticar a auto-felação, o indivíduo pode iniciar deitando-se de costas, em seguida levantar as pernas, direcionando os pés para o alto, e passar a utilizar a "técnica básica" ou outra forma de estimular o pênis, até que fique totalmente ereto; a partir de então pode inclinar o tronco para frente, aproximar a boca do pênis, e então passar a estimulá-lo oralmente. Outra possibilidade é antecipar-se: inclinar a cabeça na direção do pênis, ainda flácido, até que a glande esteja dentro da boca, para então iniciar "o exercício oral" e assim fazer com que o pênis fique ereto, continuando a estimulação oral por quanto tempo desejar. Neste caso, o praticante pode utilizar uma das mãos para ajudar a direcionar o pênis para a boca. Uma outra forma mais comum é iniciar estimulando o pênis através da "técnica básica" e depois iniciar a felação. Esse procedimento pode ser mais ou menos facilitado pelas características individuais do praticante, como por exemplo o comprimento do pênis e, principalmente, a flexibilidade corporal. Homens com abdomêm proeminente podem ter maior dificuldade ou não conseguir praticar a auto-felação.

O indivíduo tem então como praticar sexo oral em si mesmo com todo tipo de variação que desejar; o que costuma gerar muitas possibilidades de estímulo e de aprendizado sexual. A auto-felação, por ser um "exercício oral", pode auxiliar o homem a acostumar-se com novas sensações provenientes da boca, tornando-o mais preparado para experimentar e atuar em práticas orais a dois. É um tipo de masturbação que pode ajudar também a desenvolver várias outras habilidades e sensibilidades corporais que são benéficas para a vida sexual. Ao utilizar-se desse conhecimento, o homem pode descobrir formas de oferecer melhores sensações ao seu par sexual, adquirindo um maior "repertório".

No entanto, vale ressaltar alguns cuidados importantes que o praticante deve observar. Como explica Marco Lima, "é importante não forçar demais o pescoço durante essa prática, para evitar algum tipo de fratura, que poderia inclusive levar à morte. Por isso, caso o indivíduo não consiga praticar a auto-felação, por falta de flexibilidade, é melhor abandonar as tentativas e substituí-las por algum outro tipo de prática masturbatória; ou então empenhar-se em exercícios que aumentem sua flexibilidade, até estar suficientemente apto para esta prática sexual solitária".

Sobre a importância da auto-felação, o psicólogo lembra que "os pacientes das psicoterapias costumam relatar que a prática deu estímulo para experimentarem preliminares mais prolongadas, além de ter ajudado a vencer inibições com seu par sexual. Esse resultado positivo para os casais geralmente se deve ao fato de o homem, após um período de auto-felação, passar a sentir-se mais estimulado para a prática do sexo oral com o par, e também mais à vontade em relação a essa possibilidade de prazer. Além disso, na auto-felação o indivíduo pode exercitar amplamente o controle da ejaculação frente a estímulos de intensidades e tempos bem variados; o que ajuda em muito no bom desempenho a dois.".
Homens que queiram praticar a auto-felação podem preparar-se previamente através de exercícios de yoga, que costumam aumentar a flexibilidade corporal, e assim auxiliam em muito neste tipo de prática.


30- ESTIMULAÇÃO COM AS COXAS - Marco Lima categoriza duas "técnicas" de masturbação descritas como "estimulação com as coxas".

- A "tesoura" é uma dessas "técnicas". Similar ao "abraço peniano", é diferente deste porque o praticante não vira-se de lado, e sim continua deitado de costas, forçando uma coxa contra a outra, mantendo-as unidas e com o pênis preso entre elas. Com uma das mãos o praticante pode segurar a glande e puxar o pênis na direção contrária à ereção, e em seguida, cruzar as pernas. Tal posição aumenta ainda mais a pressão sobre o pênis, e por isso o praticante deve utilizar-se do "relaxamento adjunto" para evitar a precipitação da ejaculação. Ao mesmo tempo, a prática pode ser associada com as "carícias corporais", o que costuma aumentar a sensação de prazer e diminuir o tempo de duração da masturbação. O praticante pode ainda abraçar as pernas, a fim de não forçar demais as musculaturas das pernas, e assim manter o pênis preso por elas, sem grandes dificuldades.

"Por provocar um prazer intenso, a 'tesoura' pode resultar numa ejaculação breve para os iniciantes. Não é recomendada para homens com dificuldade de controlar a ejaculação, e sim para os que já tenham um bom controle ejaculatório. Neste caso, a prática pode estimular a criatividade e ampliar ainda mais a possibilidade de controle da ejaculação e de intensificação do prazer", explica Marco Lima.

A "tesoura" só é indicada se o praticante fizer uma sessão prévia de alongamento e aquecimento. "Os músculos das pernas e as virilhas costuma ser bem forçadas durante este tipo de masturbação; por isso, sem o aquecimento o indivíduo pode sofrer câimbras, dormências e inchaços", indica o terapeuta.

Ainda que a "tesoura" tenha trazido muito prazer aos seus praticantes, há casos de homens que, mesmo com o alongamento, sentem dores durante a prática. Para eles é recomendado parar de utilizá-la. Marco Lima explica que "o prazer varia muito de acordo com cada indivíduo, sendo que essa forma de masturbação só pode ser indicada com ressalvas. Os não-circuncidados podem ter dificuldades para utilizar a 'tesoura', ainda que seja possível que a façam sem problemas; e homens com abdomêm proeminente podem ter maior dificuldade ou não sentir prazer ao experimentá-la. Homens cuja ereção atinge ângulos acima de 90º podem sentir desconforto maior com essa prática do que homens cuja ereção seja menos 'angulada'.

É bom lembrar, no entanto, que o desconforto não é dor, e por issoalguns homens que sentem algum desconforto podem com o tempo se acostumar às sensações e ir adquirindo um prazer mais intenso.". Marco Lima explica também que a prática, se associada com o 'relaxamento adjunto', exige do homem uma total concentração sobre sua própria estimulação sexual e seus pensamentos, para evitar uma ejaculação breve; fazendo com que vá adquirindo um maior controle, muito útil para a prática sexual a dois".

- Uma outra "técnica", chamada de "movimentação peniana avançada", é mais associada com outros tipos de masturbação, e caracteriza-se por deixar o pênis preso entre as coxas, de modo que possa "rolar" entre elas. O praticante pode mexer as pernas para causar fricção no pênis, apertando-o pela proximidade das coxas e ocasionalmente soltando-o, afastando as coxas. Uma alternativa é manter as pernas paradas, firmes, com o pênis preso entre elas, e fazer um tipo de variação do "exercício da pélvis", subindo e descendo a cintura. Outra alternativa é posicionar um dos calcanhares no pênis, apertando-o contra a coxa contrária. E há ainda a possibilidade de fazer movimento de "bicicleta" com as pernas; entre outras possíveis variações.

A "movimentação peniana avançada", se intercalada com a "tesoura", resulta num orgasmo mais rápido. No entanto, quando utilizada exclusivamente é geralmente bem demorada. Costuma exigir muitas pausas, pois há dificuldade de o praticante manter uma estimulação constante; e essas pausas ajudam a prolongar a masturbação e assim intensificar o prazer.

Marco Lima explica que "para praticar a 'movimentação peniana avançada' é importante ter bom preparo físico, e também fazer um exercício prévio de alongamento. Apesar do cansaço comum após essa prática, sua vantagem é o maior tempo de duração; e, juntamente com a 'tesoura', funciona como forma de o indivíduo descansar os braços, trabalhando mais as pernas, sendo interessante para os que desejam se estimular sem o uso das mãos".
Enquanto a "movimentação peniana avançada" tem sido utilizada para evitar a ejaculação precoce, a "tesoura" traz melhores resultados para os que tenham dificuldade de excitação com outros tipos de masturbação.

Há casos raros de homens que sentem dor durante a "movimentação peniana avançada", mesmo após o devido preparo físico. Para eles é recomendado buscar outras formas de masturbação mais adequadas às suas características individuais.


31- ESTIMULAÇÃO ANAL - Diferente do que pensa a grande maioria das pessoas, existem várias formas de estimulação anal capazes de provocar prazer, independente da orientação sexual de quem pratica essa modalidade de masturbação. Todos os homens, hétero ou homossexuais, possuem as mesmas zonas erógenas no corpo, ou seja, são biologicamente semelhantes no que se refere às áreas de estimulação sexual. O ânus está incluído entre as principais zonas erógenas do corpo, sendo sua estimulação uma das maiores fontes de prazer, promovendo um orgasmo mais intenso e rápido do que apenas a estimulação direta no pênis. Para que isto ocorra, a introjeção anal precisa provocar toques repetidos sobre a próstata, um órgão de grande sensibilidade, de onde pode advir uma grande sensação de prazer. A próstata é considerada por alguns cientistas como o "ponto P" do corpo masculino.

A estimulação da próstata não é um fato exclusivo da masturbação, fazendo parte do mecanismo natural de excitação sexual. Durante as relações sexuais, quando o homem está bem excitado, o ânus, por reflexo, está contraindo-se repetidamente, o que faz com que estimule a próstata, e daí advém uma maior intensidade de prazer e excitação. No caso da masturbação com introjeção anal, a próstata pode ser estimulada, e então a excitação pode ser ainda mais intensa, já que um ponto de grande sensibilidade do corpo está sendo tocado diretamente e não através de contrações.

As formas mais conhecidas de estimulação anal são feitas com uso de vibradores, dos dedos das mãos do praticante ou de uma segunda pessoa, ou, em alguns casos, pela introjeção do pênis do próprio praticante; sendo esta última opção posssível apenas para aqueles que possuam pênis muito longo, e quando este estiver em estado semi-ereto. Nesse caso, convém sempre usar a "camisinha". E todas as formas de estimulação anal necessitam de uma lubrificação prévia.

No caso da utilização de vibradores, a introjeção deve seja feita de modo a mudar de posições, até que o indivíduo encontre a área de estimulação que promova maior prazer, e então manter-se nela por quanto tempo desejar; podendo vir a fazer movimentos de "vai-vem" no ânus para aumentar a sensibilização.

A maioria dos homens heterossexuais que utilizam a "estimulação anal" associam esta prática com a "técnica básica peniana" ou com outros tipos de masturbação que promovam o estímulo direto no pênis ou em outras partes do corpo, mas algumas vezes também a utilizam independente de outras carícias. A estimulação anal com vibradores associada com a "técnica básica peniana" precipita bastante o orgasmo; porque os vibradores produzem uma estimulação muito intensa, acelerando o processo do orgasmo; e a associação com a "técnica básica peniana" aumenta ainda mais essa intensidade de prazer, vindo encurtar bastante o tempo de duração entre o início da estimulação e a ejaculação.

Apesar de geralmente precipitar a ejaculação (quando associada com a "técnica básica peniana"), a "estimulação anal" tem na maioria das vezes auxiliado pessoas que sofrem de disfunções sexuais. "Muitos pacientes que apresentavam dificuldade de ereção, após se auto-estimularem no ânus, passaram também a pedir do seu par o mesmo tipo de estímulo e, ao serem atendidos, adquiriram maior prazer na relação e melhores respostas eréteis. Embora poucos homens utilizem-se da estimulação anal, e a grande maioria não sinta a necessidade de utilizar esta prática, todos os homens que a utilizam obtêm grandes melhorias na qualidade das relações sexuais; e parceiras que negam essa possibilidade podem estar gerando maiores dificuldades de prazer na vida a dois.", explica Marco Lima.

A estimulação anal não deve ser confundida com o exame de toque retal, utilizado por urologistas como prevenção no tratamento de câncer de próstata. Ainda que este possa causar alguma sensação incomum, o exame de toque retal costuma se caracterizar por toques breves e sem intenção de estimular, apenas de verificar alterações na próstata. Enquanto o toque retal é um exame imprescindível para a saúde de todos os homens, e que deve ser feito regularmente; as práticas de estimulação anal são apenas atividades de lazer sexual, com objetivo puramente de provocar excitação, podendo ser bem mais prolongadas.

As estimulações anais, assim como os exames de toque retal, nunca modificam o interesse ou atração por um ou outro sexo, sendo que muitos homens saudáveis têm sido submetidos a exames constantes, sem mudanças em sua orientação sexual. Da mesma forma, a estimulação anal pode ser uma prática masturbatória mais ou menos constante na vida de um indivíduo heterossexual, podendo proporcionar melhorias na vida sexual com seu parceiro.


RECOMENDAÇÕES - Em seus estudos, Marco Lima faz algumas recomendações importantes para a prática masturbatória; que descrevemos abaixo:
"Na masturbação o fundamental é concentrar-se nas sensações. Mesmo que as fantasias possam ser importantes como elemento para iniciar uma prática, o indivíduo deve prestar atenção ao que sente, aprender mais sobre as reações do próprio corpo."

"Masturbar-se vestido ou apenas retirando as roupas de partes do corpo pode dificultar a auto-percepção e a possibilidade de prolongamento do prazer; por isso, é adequado ficar sempre nu ou ir despindo-se totalmente no decorrer da masturbação, ainda que a utilização de algumas roupas possa servir como elemento inicial na 'brincadeira'."
"Estender o tempo de duração é um 'exercício' que deve ocorrer a cada vez em que o homem pratica, sendo que esta é a melhor forma de aprender a controlar e intensificar o orgasmo. Quanto mais se prolonga o período de excitação, maior intensidade tem o orgasmo, seja na masturbação ou na relação sexual com um par."
"Ficar deitado ou sentado numa posição confortável costuma auxiliar em muito na prática; embora o indivíduo possa fazê-la de pé. Mas de uma maneira geral, deitar-se ajuda em muito a prolongar a masturbação, pois facilita bastante o relaxamento."
"Todo tipo de variação pode ser testada durante a masturbação, para descobrir formas de maior ou menor estimulação. O praticante pode tocar ou massagear várias partes do corpo, sendo que as massagens são mais benéficas quando feitas bem devagar, com movimentos rítmicos, variando a pressão, e sem utilizar força demais. Trocar de mãos ou utilizar as duas ao mesmo tempo é também uma variação que enriquece a prática masturbatória. Além disso, curvar o adbômem para frente, mexer as coxas, e se virar de um lado para o outro, são algumas das formas que o praticante pode utilizar para se estimular sem o uso das mãos."
"Ao masturbar-se, é fundamental que o homem seja bem espontâneo no som que emite, no som do que está sentindo. O gemido do prazer sexual deve ser emitido naturalmente, seja como for, com qual intensidade e tom em que aparecer. A emissão desses sons é fundamental também para uma boa relação sexual. Sem emitir os sons naturais, o prazer fica bloqueado, podendo o indivíduo sentir dificuldades de controlar e prolongar a relação sexual."
"A masturbação pode e deve ser encarada sempre como um momento único, um tipo de 'ritual erótico' de amor por si mesmo, com constantes mudanças e recriações, praticamente não havendo limites para a utilização da criatividade e de diferentes recursos. Pode e deve ser sentida como uma brincadeira, que é totalmente livre, pois não tem regras; e por isso pode ser apreciada em sua plenitude."

RECURSOS - As "técnicas" catalogadas pelo terapeuta Marco Lima poucas vezes descrevem a necessidade de recursos outros além do próprio corpo; mas seus estudos destacam também que a "brincadeira" pode ser auxiliada por "ferramentas" como: o amplo uso de lubrificantes (de preferência os que sejam solúveis em água, para serem utilizados juntamente com a "camisinha"); e a utilização de diferentes acessórios existentes no mercado (tais como vibradores e gels para estimular a glande, entre outros). Objetos do dia-a-dia podem também ser integrados às práticas masturbatórias; como por exemplo travesseiros, toalhas, almofadas, roupas, algodões, esponjas, etc, sem que necessariamente o homem precise adquirir apetrechos nos "sex shops" para "incrementar" suas práticas. O que mais irá contar em cada processo masturbatório é a abertura do indivíduo para se utilizar dos mais diferentes recursos que puder dispor, e utilizar a criatividade para sentir sempre um prazer diferenciado, fazendo um constante aprendizado e aprimoramento de suas possibilidades sexuais. Deve-ser ter cuidado, no entanto, para não utilizar produtos que possam causar algum tipo de dano físico.

Como explicado anteriormente, as práticas descritas por Marco Lima são apenas algumas das muitas formas de o homem dar prazer a si mesmo, ou de ter prazer junto com seu par durante preliminares e "brincadeiras" na vida a dois. É importante sempre estar aberto a novas experiências, ter carinho por si mesmo, e ter cuidado apenas com seus próprios limites, para estar freqüentemente obtendo prazer, cultivando uma boa saúde e mantendo sua
criatividade em alta.


SAÚDE E FISIOLOGIA - Além de a masturbação ser fundamental como instrumento de criatividade e aprimoramento da vida sexual; é também um forte instrumento de preservação da saúde, podendo servir como prevenção contra o câncer de próstata. Essa constatação veio de estudos científicos recentes que comprovaram que quem ejacula mais de 5 vezes por semana diminui em um terço a possibilidade de desenvolver tumores malignos na glândula; sendo que o efeito preventivo é maior durante a faixa etária dos 20 anos. A pesquisa reafirmou o quão importante é dar-se o direito ao orgasmo e à ejaculação, independente do tipo de atividade sexual, seja solitária ou acompanhada. A equipe do Dr. Graham Giles, em Melbourne (Austrália), responsável por esta descoberta, esclareceu que a ejaculação evita o acúmulo de substâncias cancerígenas na próstata. Graham Giles comprovou que a glândula e as vesículas seminais secretam uma grande quantidade de fluidos, ricos em potássio, zinco, frutose e ácido cítrico, que compõem o esperma; e que quanto maior é a concentração destes fluidos, maior é a chance de se desenvolver depósito de substâncias cancerígenas que são cumulativas. Por outro lado, quanto mais o sêmen circula por meio de ejaculações, menor é o acúmulo de fluidos na próstata. Além disso, a ejaculação é responsável por fazer com que as células da próstata adquiram sua maturidade biológica, o que as torna menos vulneráveis às substâncias cancerígenas.

O psicólogo Marco Lima afirma que "está comprovada a importância da masturbação como método preventivo de doenças na próstata, visto que no mundo contemporâneo às vezes é difícil que um homem tenha mais de 5 ejaculações por semana através das relações sexuais com seu par. Os casais ou namorados, no 'corre-corre' do dia-a-dia, podem ter dificuldade de conseguir uma certa freqüência de relações sexuais. Por isso é fundamental o homem masturbar-se sempre que estiver disposto e com tempo livre, independente de seu par estar ou não presente, o que amplia em muito as possibilidades de obter várias ejaculações por semana.". Marco Lima ainda lembra o quão importante é a masturbação para os homens solitários. "Quando um homem passa por um período em que não esteja com um par sexual, precisa se utilizar da masturbação para manter a boa saúde, podendo praticar sempre que sentir vontade, e assim facilmente alcançará o ideal de 6 ou mais ejaculações por semana. É bom relembrar, no entanto, que só ejacular não basta; é importante sempre exercitar suas possibilidades de prolongamento e de prazer, para evitar quadros de ejaculação precoce, e manter-se sempre pronto para revigorar sua vida sexual.".

Outros benefícios à saúde claramente proporcionados pela masturbação incluem: o alívio do estresse; o combate à ansiedade e ao mau humor; e a elevação da auto-estima. Esses benefícios, em grande parte, surgem devido ao orgasmo, porque no seu processo há liberação de endorfina, um hormônio que produz no cérebro a sensação de alívio e bem-estar.
A única associação da masturbação com algum aspecto negativo à saúde física e mental é o distúrbio sexual conhecido como "compulsão por masturbação", característico de pessoas que só conseguem se estimular sexualmente sozinhas e descartam a atuação junto com outra pessoa. Marco Lima explica que "não deve-se confundir a prática masturbatória diária com a 'compulsão', pois esta refere-se a um quadro clínico preocupante, enquanto a simples prática diária com finalidade de lazer pode ser apenas um exercício para propiciar prazer, devendo ser recomendada a todos os homens que queiram manter a saúde da próstata, o bem-estar diário e o bom desempenho no ato sexual. A principal recomendação para todos os pacientes é nunca deixar de masturbar-se. A abstinência sexual de alguns homens não é um benefício, e sim um grande malefício, podendo 'patrocinar' um desconhecimento sobre suas próprias possibilidades de sentir e oferecer prazer. E quando não há um par sexual, o homem precisa masturbar-se com mais freqüência, para sentir-se e permitir-se ter o que tão naturalmente necessita, a fim de se conhecer melhor e manter uma boa qualidade de vida.".
Em 1997 a WAS (Associação Mundial de Sexologia) passou a considerar à masturbação como "um direito de expressão sexual do Ser Humano".

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