sexta-feira, 29 de março de 2013

REINTEGRAÇÃO SOCIAL DE USUÁRIO DE DROGAS



 

Reintegração social de antigos usuários
Existem consumidores de drogas como o álcool e a maconha, por exemplo, que conseguem manter uma vida social estável como no trabalho, no estudo e na convivência com as outras pessoas.

A dependência de drogas atualmente é caso de saúde pública e social, apesar de no passado serem utilizadas em rituais em certas culturas. Com a descoberta das sensações e euforia que estas drogas traziam, uma parte dos consumidores passou a fazer sua comercialização e banalização do seu uso no restante da sociedade causando uma dependência muito grande na sociedade.

Com a quantidade de pessoas ainda vivendo na linha de pobreza no Brasil, ainda estamos abaixo do patamar necessário para suprir as despesas básicas do trabalhador segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Este é um dos principais motivos também para o aumento do tráfico de drogas, que atualmente tem se tornado um negócio rentável em termos financeiros.

Segundo a ONU (2000 apud ESTENSSORO, 2003), revelam que o mercado consumidor de drogas ilícitas é estimado hoje em dia em 180 milhões de consumidores (3% da população mundial ou 4,2% da população mundial de 15 anos ou mais), sendo 144,4 milhões para maconha; 28,7 milhões para estimulantes anfetamínicos (incluindo ecstasy); 14 milhões para cocaína e 13,5 milhões para opiáceos (incluindo 9,2 milhões para heroína). A pesquisas que afirma que mais de 2 milhões de pessoas estão diretamente empregadas na produção e no comércio de drogas.

O uso abusivo de drogas é considerado um problema social, principalmente por gerar prejuízos nas esferas afetiva, educativa, produtiva, econômica, saúde e relações sociais.

Atualmente as drogas estão presentes em vários cercos sociais. Nas grandes festas nacionais, shows, nas residências familiares, escolas, faculdades ou no trabalho, são locais onde é possível encontrar algum tipo de droga.

O consumo de drogas começa às vezes muito cedo, podendo ter inicio ainda na fase infantil ou até mesmo antes do nascimento, que são casos de grávidas consumidoras. A primeira experiência com drogas pode ser ou não fatal para tornar o indivíduo em um futuro dependente.

A representação das drogas na sociedade tem um destaque muito grande quando se diz personalidade, caráter, moral e valor. As dependências químicas causam muitas das vezes alterações de comportamento real da pessoa, fazendo com que esta fique diferente e aja de maneira desigual do seu habitual e das outras pessoas. Isso faz com que este indivíduo distancie do seu ciclo social e a sociedade dele.

O uso compulsivo, a dependência de drogas e as recaídas após o período de abstinência, colocam os usuários frágeis e vulneráveis a decisões arriscadas para obtenção da droga (tráfico de drogas, sexos sem proteção) e de violência (assaltos e brigas).
Segundo um relatório realizado pela Secretaria Nacional Sobre Drogas (2009) relacionado ao ano de 2001 e 2005, a estimativa de dependentes de drogas lícitas como álcool e tabaco, são consideradas drogas de maiores consumo. Quando excluídos estas duas drogas da estimativa, a maconha, benzodiazepínicos, os solventes e os estimulantes ganham destaque com o maior consumo em termos de drogas ilícitas.

Numa publicação desenvolvida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e pelos diversos órgãos da Administração Pública no ano entre 2001 a 2007, detectaram que os transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de drogas lícitas como o álcool, são uma das principais causas pelos números alarmantes de mortes associados ao uso de drogas.

Na nossa sociedade atual, o usuário e a droga em si não possuem uma imagem positiva. O indivíduo usuário é descriminalizado e principalmente quando o seu ciclo social provém de uma classe mais baixa.


Mesmo com a utilização de drogas lícitas e ilícitas também serem consumidas por profissionais bem sucedidos, estudantes universitários de família classe média a média altos e etc., as condições socioeconômicas ainda é considerado um dos fatores que favorecem para uma melhor aceitação perante a sociedade, como também para um melhor acesso à saúde direcionado a tratamentos, e uma maior facilidade relacionada à defesa quando se trata de justiça.

A não aceitação da sociedade dos atuais e antigos consumidores de drogas principalmente de drogas ilícitas, muitas das vezes está relacionada ao medo da violência. As notícias e as informações que relatam a onda de crimes e violências provocada por usuários de drogas amedronta a população e afasta a possibilidade de uma integração deste grupo mesmo já não sendo mais usuários.

O mundo dos usuários de drogas que é noticiado na mídia é um mundo obscuro, criminoso, sem volta e sem saída. Isso faz com que as pessoas desacreditem na recuperação desse grupo e impeça-os de se integrarem novamente na sociedade. Isso ajuda na contribuição para o retorno novamente desses indivíduos ao círculo vicioso das drogas por falta de perspectiva de vida e apoio social.

A reintegração social de antigos usuários, nada mais é que lhe devolver a sua dignidade, seus valores e moral que foram perdidos. Por isso, se dá a importância de apoio social que envolva programas que desenvolva trabalho voltado para a realidade deste grupo problemático de drogas na sociedade.

A integração social profissionalizantes é uma iniciativa para toxicodependentes que se encontra ou que tenha terminado o seu processo de tratamento. O “fazer sentir útil”, é uma das melhores maneiras de buscar empenho desses participantes.

A distribuição de tarefa e de responsabilidade desses indivíduos na sociedade, investimento na educação e qualificação desse grupo é prepará-los para reintegração de uma forma menos dolorosa e mais segura na sociedade.
Oferecer oportunidade para que tenham empregos dignos para seu próprio sustento, é uma forma de demonstrar e fazer estes indivíduos saírem do mercado de trabalho com as drogas.

Para o sucesso na reintegração social de toxicodependentes, é preciso ser tomada em primeiro lugar a consciência da existência de um problema. Elaborar estratégias adequadas as necessidade locais identificadas e a colocação desta em prática, também é um recurso valioso.

O processo de reintegração inicia desde o tratamento destes usuários. Por isso, se dá a importância de uma equipe de profissional bem treinada e dedicada à área dependências químicas, para o resgate social que já não existe ou que está comprometida pelo período de abuso de droga desses indivíduos.

A linha de pensamento que ainda se encontra presente na sociedade e na justiça brasileira onde punir ou fazer justiça é a melhor maneira de educar, tem demonstrado um grande insucesso se tratando de recuperação social em geral. Com o aumento de criminalidade e consumo de drogas, só vem para demonstrar falhas existentes nas políticas públicas.

Um dos problemas para a recuperação de toxicodependentes é fragilidade interior que o isolamento social impõe. Ser rejeitado é sentir-se inútil. Esse contexto é mais um dos motivos para a volta ao “fundo do poço” e todo trabalho que foi feito ser perdido.


Por mais que estes indivíduos não tenha destaque algum e passem despercebidos na visão da sociedade, mais do que nunca essas pessoas são humanas. Já parou para pensar como era a vida dessas pessoas antes de chegarem onde estão? Como foi abordado anteriormente, talvez sejam pessoas que não nunca tiverem oportunidades e perspectiva na vida. Pessoas que já foram rejeitados antes mesmo de nascer, que nunca tiveram infância como uma criança normal, ou então nunca tiveram oportunidade alguma na adolescência e que agora na fase adulta perderam as suas dignidades.

Recuperar essas pessoas que se encontram perdidas nas drogas seria recuperar como foi citado anteriormente 180 milhões de pessoas consumidoras, ou seja, 4,2 % da população mundial de idade de 15 anos ou mais da população, pessoas que poderiam estar de alguma forma contribuindo para o país. Excluir esta parte da sociedade seria de alguma forma fazer uma exclusão em massa, enquanto o problema se encontra na desigualdade social, na falta de políticas públicas mais voltadas para a realidade local como educação, trabalho digno, lazer, saúde e etc..


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO


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