terça-feira, 16 de abril de 2013

MITOS SOBRE O SEXO ANAL




Mitos sobre o sexo anal

Ter prazer no sexo anal ainda tabu para muitas mulheres. Por desconhecimento ou por terem ideias pouco esclarecidas sobre o assunto, as parceiras acabam se privando dessa outra fonte de prazer.
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"Há cerca de cinquenta anos (1955), o sexólogo Kinsey disse que a região anal tinha um significado erótico para 50% da população americana. Em pesquisa de leitores da revista Playboy, 47% dos homens e 61% das mulheres admitiram ter realizado coito anal", comenta Dr. Celso Marzano, urologista, sexólogo e terapeuta sexual.
Para ajudar as mulheres a apostarem sem medo no sexo anal, o Vila Mulher conversou com o terapeuta sexual João Borzino e com o Dr. Celso Marzano, que também é diretor do CEDES -SP (Centro de Orientação e Desenvolvimento da Sexualidade) e professor da Faculdade de Medicina do ABC. Eles esclarecem várias dúvidas e contam que se a penetração anal for realizada com os devidos cuidados, pode resultar em bons momentos de prazer para os casais.
Sexo anal dói
Mito: "Sexo anal bem feito é como o sexo vaginal bem feito. Tem de haver lubrificação e relaxamento da musculatura, de forma que ambos sintam prazer e não haja dor", afirma Dr. João. Dr. Celso comenta que sempre que existir dor significa que algo está inadequado naquele momento. Como o ânus é uma região muito inervada, pode levar à dor. "No sadismo sexual, a dor é uma fonte de muito prazer", diz.
E completa: "Quando ocorre qualquer possibilidade de penetração anal (com o dedo, objeto oupênis) ocorre um espasmo (contração) dos músculos locais como se fosse uma defesa para a não penetração. Haverá dor se os parceiros não esperarem até que estes músculos relaxem". Este relaxamento, segundo o especialista, depende da cumplicidade, confiança e do carinho. "Desta forma, haverá ausência de desconforto local, relaxamento maior e regressiva dor muscular, o que facilitará a penetração".
A prática provoca fissuras e hemorróidas
Para o Dr. Borzino, isso é mito. "O sexo anal, se praticado de maneira errada, ou seja, sem o relaxamento esfincteriano (músculo que regula a saída da massa fecal) e a lubrificação devida pode provocar fissuras".
Dr. Marzano completa: "Quando ocorre uma penetração com os músculos dos esfíncteres contraídos, pode ocorrer trauma com ruptura de fibras musculares, gerando dor ou sangramento", explica. Nem mesmo a hemorróida é motivo para evitar a prática. "Porém, as inflamadas podem ser as causas mais comuns de desconforto durante o sexo", finaliza.
No sexo anal há tantos riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis quanto no sexo vaginal
Verdade. "O sexo anal deve sempre ser praticado com preservativos, pois o risco é o mesmo, além do fato de que as bactérias que povoam a flora intestinal causam infecções nas vias urinárias (tanto no pênis como na vagina). Portanto se deve trocar o preservativo quando se desejar praticar sexo vaginal após o anal", orienta Dr. Borzino.
Todo homem que gosta de penetração anal é homossexual
"Mito! Muitos homens têm prazer anal e pedem para suas parceiras introduzirem o dedo, vibradores e fazerem sexo oral anal. A diferença é que quando é homossexual, deseja que tudo isso seja feito por um homem. Além disso, nem todo gay gosta de ser passivo, ou seja, tem muito gay que não curte prazer anal", esclarece Dr. João.
O orgasmo anal não é tão intenso quanto o vaginal
Mito: "A intensidade do orgasmo depende do que cada um fantasia e portanto, da sua preferência de estímulo", diz Dr. Borzino. "As formas de prazer podem incluir desde o toque até a penetração do dedo ou de acessórios sexuais (plugs anais ou vibradores). Algumas pessoas (homens e mulheres) gostam da sensação da penetração do dedo (o seu próprio ou do parceiro sexual), com rotações delicadas", completa Dr. Celso.
O urologista diz também que beijar ou lamber a região anal pode provocar "nojo" para alguns, mas também é uma prática comum. Neste caso especial a higiene previa é importante, para evitar a contaminação da boca com resíduos de fezes. "Uma minoria das mulheres e dos homens chega ao orgasmo somente com o sexo anal, sem a estimulação genital concomitante. A excitação aumenta quando os participantes estão envolvidos em muita fantasia e imaginação. No entanto, a estimulação direta genital tem o papel importante para se chegar ao clímax quando o sexo anal está sendo praticado".
Os lubrificantes podem ser substituídos por vaselina, creme hidratante ou manteiga
Dr. Borzino define essa afirmação como mito grave. "Os lubrificantes à base de água são os indicados, o resto é bobagem pura!", alerta.

Sexo anal afrouxa as pregas anais

Mito: "Sexo anal deve ser prazeroso, a pessoa tem de estar com o esfíncter relaxado", conta Dr. João. "Nos casos de estupro ou introdução de acessórios de grosso calibre no ânus, de forma violenta, sempre há lesões de maior ou menor grau. Se experiências traumáticas como estas forem repetitivas, ocorrerá lesão grave e permanente dos músculos levando à perda de fezes de forma involuntária. Mas estes casos são raros", afirma Dr. Celso.

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