sábado, 19 de outubro de 2013

A dificil tarefa de ser pai..



    Por Abilio Machado
O educar hoje carrega uma responsabilidade que talvez nem tenha esperado, apenas vem parar ao colo com aquela  notícia que você talvez se identificará agora:
__Estou esperando neném...
Poderia dizer estamos grávidos! A responsabilidade é tamanha e cheia de regrinhas básicas que devemos seguir para que nossos rebentos venham a ser dignos e retos.
Uma delas e que às vezes nos passa ao largo é o dar tudo que nos pedem, pois temos a ilusão que devemos oferecer a eles tudo o que não tivemos, e nos permitimos ceder e nossa criança acaba registrando uma doutrina de que o mundo lá fora terá que lhe acatar os desejos como via de regra, como obrigação.
A isso somos motivados ao nos projetarmos neste cumprir a priori nossos próprios desejos realizados ali, na figura de nossas crias.
Pode parecer intransigência minha, mas lhe digo não devemos dar-lhes tudo o que nos pedem, mesmo que tenhamos condições para fazê-lo...
Não quero com isso dar ferramentas para desobrigar aos pais de suas funções básicas, não.
Outra regrinha é não permitir que nossos filhos falem palavrões em nossa presença, ou que assumam posturas inadequadas ou comportamentos imorais, porque tudo o que é constantemente repetido virá hábito e o hábito em vício.
Como detalhe que para isso nós temos de nos controlar e não falar palavrões em suas presenças, coisas que a nós já se tornaram vícios impregnados porque tornaram-se comuns.
Lembrai da máxima: vigiai seu próprio rebanho, pois os lobos podem travestir-se deles!
Fazer valer os valores morais em seu crescimento, ensinar-lhes que usufruir das chamadas vantagens par a se conseguir alguma coisa além de anti-ético é anti-social, é vulgar para a comunidade se julgar melhor que o outro... Vemos isso acontecer diariamente, os pais falam de suas ’conquistas’ de favores sem reconhecer onde estão nossos erros, ou onde estamos e que os filhos ouvindo o farão como lei o mesmos pensamentos e querendo ou não repetirão os mesmos eventos...
Quem não ouviu esta frase: __Você não sabe com quem está falando, sabe filho de quem eu sou?! Ou quando você precisa de alguma coisa da administração pública ou no meio jurídico o que nós ouvimos:__Você conhece alguém lá, que assim fica mais fácil.
Temos também descuidado com a religião, fomos movidos por alguns segmentos que dizem que depois de adultos é quem decidirão, quero voltar a lembrar que perante a lei a formação e segurança de seu filho é decidida por você, pai, enquanto eles estiverem sob sua guarda devem seguir os seus passos, aí sim depois nas suas maioridades decidirão se permanecem ou não...
A religião, o que ela é, pelo mínimo é um reduto de regras, só por este fato, por ter uma linha de conduta já é sinônimo de que é um bom lugar para criar seus filhos, nossas crenças, nosso credo deve ser passado,lembremo-nos sempre que somos exemplo de tudo o que ensinamos, mas parece que por vezes esquecemos disso, e temos ataques de moralidade invertida falando mal de nossos padres e ou pastores, de nossas igrejas, julgamos um todo em detrimento de alguns, queremos passar a eles que a nossa é o centro do certo e quando eles descobrem que o que falamos não condiz com a verdade porque somos humanos e somos falhos, nós os perdemos.
Não vou dizer que eles não podem dialogar conosco, mas a contestação de nossas ações só pode ser aceita e com o devido respeito depois de adultos, porque é muito feio, mas muito mesmo ver cenas de crianças com ’pitis’ gritando aos pais e dizendo palavrões, jogando tudo que encontram e os pais com a cara de envergonhados e com a promessa vazia de que depois irá lhes passar um corretivo, coisa que sabemos ser mentira e a criança também o sabe, porque se o fizesse ela não se comportaria desta maneira.
Evitar brigar na frente deles, desentendimento de casais às vezes é muito banal, para que demonstrar esta insegurança na frente dos pequenos?
Avalie  a situação, respire fundo e diga: depois conversamos.
Sei que há momentos que ambos não vão querer esperar a conclusão, mas alguém deve ceder então que seja você...
Nossos pentelhinhos devem acostumar-se a economia da casa, não devemos extrapolar nossas condições, desde cedo devem fazer parte deste equilíbrio muito importante, eles devem sentir que são parte de você, e não um ser a parte, não devem ser tratados como exceção e nem subtraídos dos outros que o cercam.
Quando houver reclamações sobre o comportamento de nossos filhos não podemos sair sem reflexão na defesa imediata e nem a correção imediata, devemos verificar os lados, pois sempre haverá no mínimo dois lados, duas verdades a serem observadas, sempre lembrando que este é o melhor caminho para que as decisões não sejam precipitadas e nem erradas, pois lembremo-nos mais uma vez podemos falhar sim, mas podemos evitar sempre repetí-los...
Pois, eles são nossa extensão, alguns pais dizem o filho não é meu, temos filhos para o mundo... O quão errado estão, esta é nossa herança terrena de vida eterna, nossos filhos são nossa vida contínua... Nos perpetuamos através deles.

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