sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Sexo anal: especialistas tiram dúvidas sobre a prática sexual




Esclareça questões sobre hemorroidas, DSTs, sangramento e dor durante o sexo
Sexo anal causa hemorróidas? Sexo anal engravida? Qual o risco de contrair o vírus HIV? Essas e outras questões estão entre as maiores dúvidas de quem já pratica ou pensa em praticar a relação anal. Além dessas, também entram os cuidados com a higiene, há também o risco de doenças, a maneira adequada de fazê-lo e os mitos que rondam essa prática. Pensando nisso, conversamos com especialistas e tiramos as principais dúvidas sobre o sexo anal para que possa ser praticado com saúde. Confira: 
O sexo anal vai sempre doer?
Sexo anal aumenta o risco de transmissão da Aids, aumentando importância da camisinha - Foto: Getty Images
Sexo anal aumenta o risco de transmissão da Aids, por isso a importância da camisinha
Não deveria. Se ocorrer dor em todas as relações, é sinal de que algo está errado. A especialista afirma que tomar certos cuidados evita a dor, como o uso de lubrificantes e estar com o corpo relaxado, sem tensões. "O casal deve estar em sintonia e confortável com a situação, garantindo o prazer do ato para as duas partes", afirma a ginecologista Sueli Raposo, do Laboratório Exame, em Brasília. "No caso das mulheres, a relação anal tende a ser mais dolorosa porque a região não tem a mesma elasticidade da vagina".
É necessário usar lubrificante?
Sim, pois a região anal não tem lubrificação própria. "O ideal é usar lubrificantes específicos para a prática, preferindo os mais neutros", aconselha a ginecologista Sueli. "Evite uso de produtos com anestésicos que prometem tirar a dor, pois anestesiando o local o risco de traumas é maior, já que a sensação de incômodo será diminuída no momento da prática." Os lubrificantes a base de água são os mais recomendados, pois não aumentam o risco de reações alérgicas. 
É normal ocorrer sangramento durante a relação anal?
A chance de gravidez é nula no sexo anal, pois o intestino não tem nenhuma comunicação com os órgãos reprodutores femininos
"Pode ocorrer sangramento quando houver algum trauma que ocasione fissuras ou microfissuras", afirma Sueli Raposo. Se ocorrerem sangramentos em todas as relações ou na maioria das relações, é importante procurar um especialista. Para evitar esse transtorno, é fundamental o uso de lubrificantes próprios para esse tipo de relação. 
O risco de contrair o vírus HIV é maior?
Sim. O sexo anal é considerado como um dos modos mais frequentes de se contrair o vírus HIV, causador da AIDS. "O líquido seminal de uma pessoa soropositivo carrega grande quantidade de carga viral (HIV), e durante o ato podem ocorrer microfissuras na região do ânus e reto, facilitando a contaminação", diz o urologista Augusto Cunha Campos Gonçalves, diretor-presidente do Hospital Belo Horizonte. Além disso, na relação anal é possível contrair qualquer tipo de DST, como HPV, gonorreia, clamídia, herpes e hepatite C. "Por isso, mesmo na relação anal o mais importante é usar camisinha", completa a ginecologista Sueli. 
O sexo anal provoca hemorroidas?
A relação anal violenta ou sem lubrificação adequada pode causar lesões na região anorretal, mas não provoca hemorroida. "No entanto, se o sexo anal for praticado por pessoas que já tem hemorroidas, esse quadro poderá se agravar", afirma o ginecologista José Carlos Riechelmann, presidente do Comitê Multidisciplinar de Sexualidade Humana da Associação Paulista de Medicina. Hemorroidas são veias inchadas e dolorosas na parte inferior do reto ou do ânus. Elas resultam do aumento da pressão nas veias do ânus. A pressão faz com que as veias inchem, tornando-as doloridas, especialmente quando a pessoa está sentada. Entre as principais causas de hemorroidas estão o esforço excessivo durante a evacuação, constipação, permanecer sentado por longos períodos e infecções anais. 
O orgasmo com sexo anal é igual ao com sexo vaginal?
Orgasmo com sexo anal depende de fatores como lubrificação e conforto - Foto: Getty Images
Orgasmo com sexo anal depende de fatores como lubrificação e conforto
Isso vai depender de uma série de fatores. "Em geral, a pessoa que está penetrando vai sentir mais prazer, pois o canal anal é mais estreito", explica a ginecologista Sueli. "Mas tudo vai depender da lubrificação da região anal, das preliminares, do grau de excitação da pessoa que está sendo penetrada, da sintonia do casal para aprimorar a prática sexual, tudo isso pode fazer a mulher sentir tanto prazer quanto uma relação vaginal". 
A higiene é necessária antes e depois do sexo anal?
Sim, os cuidados com a higiene e o uso de camisinha evitam que as bactérias normais no intestino entrem em contato com a uretra, provocando infecções uretrais ou urinárias. Os riscos de uma relação sem higiene adequada envolvem desde contaminações bacterianas até a transmissão de doenças, como as hepatites A e B, já que a transmissão é facilitada por conta das microfissuras que podem ocorrer no ânus durante o ato. "É importante lembrar que nunca se deve ter uma relação anal e em seguida a vaginal, não sem antes trocar o preservativo e limpar bem a região para evitar contaminação", alerta a ginecologista Sueli. Entre os cuidados com a higiene estão evacuar antes da relação, evitando que as fezes surjam durante a prática; higienizar bem o local com água e sabonete antes e após o sexo anal; a pessoa que penetrou deve urinar após a transa, para limpar a uretra, e lavar o pênis. 
A mulher corre o risco de engravidar?
Caso haja problemas como sangramentos ou infecções, procure um médico - Foto: Getty Images
Caso haja problemas como sangramentos ou infecções, procure um médico
Não. A penetração no sexo anal vai abranger parte do canal anal e do reto (a porção final do intestino), que são duas regiões que fazem ligação com o intestino grosso (cólon) no corpo humano. No caso do sexo vaginal, a penetração ocorre pela vagina que é o canal diretamente ligado aos órgãos reprodutores femininos, como útero, trompas de falópio e ovários - local onde o pênis deposita os espermatozoides na relação sexual. "A chance de gravidez é nula no sexo anal, pois o intestino não tem nenhuma comunicação com os órgãos reprodutores femininos, que é onde ocorre a fecundação do óvulo e espermatozoide", diz a ginecologista Sueli. 
O sexo anal possui alguma contraindicação?
Pessoas que possuem hemorroidas em estágio de inflamação ou estão com fissuras na região anal devem evitar esse tipo de relação. "Além disso, ambos os parceiros devem estar à vontade com a situação, diminuindo a chance de problemas", afirma Sueli Raposo. 
A relação anal pode fazer mal se for feita com frequência?
"Não, desde que a higiene e os outros cuidados, como a lubrificação, estejam sendo feitos de forma adequada", explica o urologista José Carlos Riechelmann. 
Quais sinais indicam que a região anorretal está com problemas?
Se a pessoa estiver sofrendo com dores e sangramentos persistentes por mais de dois dias é importante procurar um médico, pois pode haver uma fissura mais grave. Os sintomas podem acontecer após a evacuação ou então de forma mais constante - em todos os casos, é necessário procurar ajuda de um especialista. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Qualquer disfunção sexual deve (ou pode) ser tratada por um psicoterapeuta sexual?

Qualquer disfunção sexual deve (ou pode) ser tratada por um psicoterapeuta sexual?


Sim. Até mesmo em casos em que a disfunção tenha componentes orgânicos e não só psicológicos. O tratamento conjunto do psicoterapeuta sexual com o ginecologista, urologista, entre outros, oferece uma condição favorável de resolução do problema de maneira integral.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

GINECOMASTIA (MAMA MASCULINA)

O termo ginecomastia, do grego “mama feminina”, refere-se ao aumento benigno, temporário ou permanente, da mama masculina em decorrência do desenvolvimento da glândula mamária.

Tanto a mama feminina, quanto a mama masculina, são formadas pela glândula mamária e por tecido adiposo (gordura). Entretanto, nos homens não há o estímulo hormonal para o crescimento da glândula mamária, que ocorre nas mulheres durante a adolescência. Desta forma, a mama masculina dita normal é formada de tecido gorduroso e uma incipiente glândula mamária. Porém, em uma considerável parcela da população masculina, ocorre o desenvolvimento da glândula mamária. Estima-se uma incidência da ginecomastia entre 32 e 36% com picos na adolescência (64%) e em idosos (40 a 60%).
Ginecomastia - mama masculinaA ginecomastia pode decorrer do aumento da glândula mamária isoladamente, ou associado ao aumento do tecido adiposo, dita ginecomastia mista. O aumento do volume mamário consequente exclusivamente ao acúmulo de tecido adiposo é classificado como pseudoginecomastia (ginecomastia falsa).
A ginecomastia está relacionada a causas fisiológicas, patológicas (associada a outras doenças), farmacológicas (medicamentos ou drogas ilícitas) ou idiopática (sem causa aparente). Entretanto, em todos os casos, há um aumento dos hormônios femininos e/ou diminuição dos hormônios masculinos na corrente sanguínea.
Devido à enorme gama de causas, a consulta médica de um paciente com ginecomastia deve ser abrangente, no intuito de direcionar a investigação e de propor o melhor tratamento. Exames laboratoriais raramente são necessários.
Ao exame físico apresenta-se como um aumento do volume da mama devido ao crescimento da glândula mamária, que à palpação é frequentemente de forma discóide, localiza-se atrás da aréola, é móvel e de consistência firme e elástica. Pode ocorrer nas duas mamas ou em apenas uma e apenas 10 a 20% das pessoas relatam dor à palpação.
Pessoas com ginecomastia não apresentam risco aumentado de desenvolvimento de câncer de mama. Desta forma, o tratamento da ginecomastia está indicado quando gera desconforto do ponto de vista estético ao paciente.
A ginecomastia de causa fisiológica é subdividida em neonatal, puberal e da andropausa (espécie de menopausa do homem). Na ginecomastia neonatal hormônios femininos maternos são transferidos, através da placenta, para o feto. O aumento do volume mamário é transitório, permanecendo por semanas a poucos meses. Desta forma, o tratamento é raramente indicado.
Adolescentes, em 65% dos casos, apresentam algum grau de ginecomastia, que normalmente regride espontaneamente em meses até poucos anos. Apenas 7,7% dos pacientes apresentam aumento do volume mamário após os 17 anos de idade. Desta forma, a cirurgia só é indicada nesta faixa etária após anos de observação ou quando afeta emocionalmente o paciente. Homens na andropausa apresentam incidência de 40 a 60% de ginecomastia, fruto da redução dos níveis sanguíneos de testosterona e do aumento do hormônio feminino.
Nas ginecomastias patológicas e medicamentosas, o simples tratamento da doença associada e a interrupção do medicamento ou droga ilícita respectivamente, podem ser suficientes para a regressão do tamanho da mama. Porém, a chance de regressão diminui consideravelmente nos casos em que a ginecomastia possui mais de 1 ano de evolução.
O tratamento medicamentoso da ginecomastia é defendido por alguns autores, especialmente quando é de surgimento recente e é sintomática, ou seja, dói. Entretanto, nenhum dos diversos medicamentos possui eficácia de 100% e são isentos de retorno da ginecomastia após sua interrupção.
O tratamento cirúrgico permanece sendo o de escolha na ginecomastia. A técnica cirúrgica dependerá do tamanho do volume mamário e da presença, ou não, de excesso de pele. Quanto maior o volume da mama e quanto maior o excesso de pele, maior serão as cicatrizes deixadas pela cirurgia
Causas comuns de ginecomastia:
- Fisiológica (sem indicar doença alguma)
- Hipogonadismo (diminuição da função dos testículos)
- Tumores (testículos e supra-renal)
- Insuficiência supra-renal (leia: supra-renal)
- Insuficiência renal (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA – SINTOMAS)
- Cirrose (leia: CAUSAS E SINTOMAS DA CIRROSE HEPÁTICA)
- Hermafroditismo
- Estresse psicológico
- Alcoolismo (leia: EFEITOS DO ÁLCOOL E ALCOOLISMO)
- AIDS (SIDA) (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA))
Drogas comuns que causam ginecomastia:
- Estrogênios
- Androgênios (leia: EFEITOS COLATERAIS DOS ESTERÓIDES ANABOLIZANTES)
- Quimioterápicos
- Anti-hipertensivos como captopril, nifedipina, metildopa, verapamil
- Digoxina
- Maconha, heroína e anfetaminas (leia: EFEITOS DA MACONHA)
- Drogas para tuberculose (leia: SINTOMAS DE TUBERCULOSE)
- Espironolactona
- Metoclopramida
- Amiodarona
- Omeprazol
Esse texto é de autoria do Dr. Carlos André Meyer.
Cirurgião Plástico. 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A quem se destina a psicoterapia sexual?

A quem se destina a psicoterapia sexual?


Destina-se às pessoas que estejam buscando uma melhor satisfação sexual, esteja esta busca ligada a uma dificuldade na função sexual ou não.


O que é a psicoterapia sexual?




Na maioria das vezes, é evidente para o próprio indivíduo que ele está com problemas sexuais. A dificuldade em manter uma vida sexual satisfatória, as falhas recorrentes na ereção, lubrificação e no orgasmo, a ausência de desejo sexual, ausência de controle ejaculatório, os medos, receios e ansiedades durante as atividades eróticas, a fuga do contato sexual, as dores e dificuldades na hora da penetração, as dificuldades de lidar com a orientação sexual, as sensações de fracasso eminente, a falta de confiança sexual, além de outras dificuldades no relacionamento são sintomas frequentemente vividos por indivíduos com disfunções sexuais. Identificar esses sintomas e até descobrir suas causas não é sinônimo de solução, mas é o primeiro passo para buscar ajuda.


A psicoterapia sexual é uma atuação clínica específica para lidar com esse tipo de problema. Ela oferece subsídios para que o indivíduo possa perceber como ele lida com o prazer sexual, com o seu próprio corpo e mente, e como interage nos relacionamentos interpessoais, inclusive nas relações mais íntimas.

Esse tipo de atendimento psicoterápico é focado na queixa sexual trazida pelo indivíduo e pode ser realizado no formato individual e/ou de casal.  A singularidade de cada caso é avaliada, para que seja possível criar uma perspectiva de tratamento. As etapas seguintes variarão conforme a evolução de cada processo, caminhando para a solução do problema e o encerramento dos atendimentos. Os resultados não se restringem à melhoria do desempenho sexual, interferindo no bem-estar e na saúde do indivíduo, sendo as atividades sexuais e a sexualidade partes integrantes de um todo. Por isso, a saúde sexual é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um componente fundamental da saúde geral, um aspecto legítimo e central da saúde.

O direito à liberdade sexual

A liberdade sexual diz respeito a possibilidade dos indivíduos em expressar seu potencial sexual. No entanto, aqui se excluem todas as formas de coerção , exploração e abuso em qualquer época ou situação da vida.

Conheça os direitos sexuais


Direitos Sexuais

Declaração dos Direitos Sexuais foi redigida, inicialmente, durante o XIII Congresso Mundial de Sexologia que ocorreu em Valência (Espanha) em 1997; e aprovada em assembléia geral daWAS (Associação Mundial para a Saúde Sexual), ocorrida no congresso seguinte em Hong Kong (China); em 26 de agosto de 1999.

Suas diretrizes são simples, claras e respeitam os direitos humanos universais. Veja sua importancia:

Sexualidade é 
uma parte integral da personalidade de todo ser humano. O desenvolvimento total depende da satisfação de necessidades humanas básicas, como desejo de contato, intimidade, expressão emocional, prazer, carinho, amor. Sexualidade é construída através da interação entre os indivíduos e as estruturas sociais. O total desenvolvimento da sexualidade é essencial para o desenvolvimento individual, interpessoal e social.

Os direitos sexuais são direitos humanos universais baseados na liberdade inerente, dignidade e igualdade para todos os seres humanos. Saúde sexual é um direito fundamental, então saúde sexual deve ser um direito humano básico.

Para assegurarmos que os seres humanos e a sociedade desenvolvam uma sexualidade saudável, os seguintes direitos sexuais devem ser reconhecidos, promovidos, respeitados, defendidos por todas as sociedades de todas as maneiras. Saúde sexual é o resultado de um ambiente que reconhece, respeita e exercita estes direitos sexuais. Os direitos sexuais são direitos humanos fundamentais e universais! Conheça abaixo:












Preconceito dos profissionais de saúde prejudica combate à aids em idosos

Preconceito dos profissionais de saúde prejudica combate à aids em idosos


São Paulo – O preconceito em torno da vida sexual de idosos, em especial entre os profissionais de saúde que atuam na atenção básica, está entre as principais dificuldades para o diagnóstico e tratamento da aids nessa população. Esta é uma das conclusões da pesquisa O idoso vivendo com HIV/Aids: a sexualidade, as vulnerabilidades e os enfrentamentos na atenção básica, de autoria da enfermeira Rúbia de Aguiar Alencar, da Escola de Enfermagem (EE) da Universidade de São Paulo. Segundo a pesquisa, esses profissionais não consideram a pessoa idosa como sexualmente ativa.
Para o estudo foram entrevistadas 11 pessoas que tiveram diagnóstico da doença após os 60 anos e 23 profissionais que atuam na Estratégia Saúde da Família do município de Botucatu, interior de São Paulo. Os questionários abordaram questões como religião, estado civil, profissão, renda, tempo de diagnóstico do HIV, uso de antirretroviral e comparecimento nas consultas.Todos os entrevistados relataram ter sido contaminados por meio de relações sexuais. Em tempos de expectativa de vida cada vez maior, as pessoas tendem a estender seu período de vida sexual ativa.
A pesquisadora constatou que, apesar dos idosos apresentarem sinais e sintomas indicativos da contaminação pelo HIV, os profissionais não consideravam a necessidade de pedido de exames para a confirmação da presença do vírus, o que permite o início precoce do tratamento e a melhora na qualidade de vida.
saude
Para a pesquisadora, os serviços de saúde devem construir novos planos de ação baseados em novas reflexões da realidade dessa população. E a sociedade deve mudar seu jeito de olhar para o idoso. “Enquanto os serviços de saúde não englobarem os idosos como sujeitos coautores das ações direcionadas à prevenção das DST/Aids, pouco se irá avançar na luta contra a epidemia”, afirmou a pesquisadora à Agência USP.
Segundo ela, as concepções de saúde do idoso devem ampliar seu horizonte sobre a sexualidade, e uma das maneiras mais eficazes de promoção de uma nova concepção, é a implantação de novos conteúdos de capacitação para os profissionais para a quebra de tabus e estabelecimento de novos paradigmas.
Especificamente no caso da relação entre o HIV e a população idosa, a estratégia teria um papel fundamental, não apenas na divulgação de métodos de prevenção à doença, mas também no próprio diagnóstico precoce do vírus. Como não é considerado vulnerável, o idoso só tem seu diagnóstico confirmado para HIV depois de já sofrer de alguma doença oportunista como tuberculose ou pneumonia, o que no caso de uma pessoa com idade avançada, pode ser fatal.
A pesquisadora garantiu que a percepção do profissional sobre a sexualidade do idoso é essencial: “A partir do momento em que esse profissional compreender a existência da sexualidade nessa faixa etária, poderão ser solicitados os exames para HIV e outras DST de uma forma natural, como se faz para os grupos etários mais jovens”, disse à Agência.
Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência de aids em pessoas com mais de 60 aumentou nos últimos anos. Em 1998, para cada 100 mil homens, 7,5 eram soropositivos. A proporção, para mulheres, era de 2,8. Em 2010, os números subiram, respectivamente, para 9,4 e 5,1.
Com informações da Agência USP
fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/saude/2012/12/preconceito-dos-profissionais-de-saude-dificultam-combate-a-aids-em-idosos-1

Normas e biologia quem dita as diferenças?

São as normas e não a biologia que dita as diferenças entre eles e elas


Falar sobre a vida dos outros não é um exclusivo feminino, ao contrário do que muitos defendem. Mas enquanto, para as raparigas, este comportamento é descrito como «coscuvilhice», no caso dos rapazes surge transformado em «curiosidade saudável». Isto porque são mais as semelhanças que unem os dois sexos do que as diferenças que os separam. A biologia, afinal, não fala assim tão alto, pelo menos a julgar pelas conclusões de um estudo inédito em Portugal, transformado em livro.
Maria do Mar Pereira, professora auxiliar da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e autora de Fazendo Género no Recreio: a Negociação do Género e Sexualidade entre Jovens na Escola, vestiu a pele de uma estudante e juntou-se a uma turma de alunos do 8º ano, de uma escola de Lisboa, que observou durante três meses. Tudo para comprovar se «a masculinidade e feminilidade são a ordem natural das coisas ou antes uma construção social», explica ao Destak.
As conclusões foram surpreendentes. «Os rapazes e as raparigas não são tão diferentes como pensamos, mas o mesmo comportamento é avaliado de forma diferente e tem nomes diferentes», garante a especialista. Tudo isto fruto das normas e regras incutidas pela sociedade, que determinam, por exemplo, que um homem não pode chorar ou que uma rapariga tem que ser magra. Isto embora, reforça a socióloga, «nem sempre o que as pessoas dizem corresponda ao que pensam ou acham. Nas entrevistas individuais que fiz aos jovens, eles confirmavam que há ideias que consideram estúpidas, mas todos as reforçavam, por acharem que era isto o que se esperava deles.»
Um processo que, segundo Maria do Mar Pereira, «pode parecer banal, mas tem efeitos nocivos. Produz muita ansiedade e insegurança, gera problemas de autoestima e tem impacto em todos os jovens, não só naqueles que são excluídos, mas também nos mais populares, que sofrem a pressão para se manterem assim.»
fonte:http://www.destak.pt/artigo/150332-sao-as-normas-e-nao-a-biologia-que-dita-as-diferencas-entre-eles-e-elas

Seis atitudes ajudam a perder a timidez na hora do sexo

Seis atitudes ajudam a perder a timidez na hora do sexo


A vergonha na cama pode ser consequência de uma criação com muita repressão ou de sofrimentos no passado. Pode também ser resultado de uma primeira vez que não foi legal ou um namoro que não deu certo.
Porém, não vale a pena sacrificar seu prazer e sua felicidade por causa da timidez. Invista em você mesma e se beneficie dos prazeres que você e seu parceiro podem compartilhar. Por isso, se você investir em algumas atitudes, poderá driblar a timidez e se sentir mais livre na cama. Confira abaixo como dar início a esse processo:
Trabalhe sua autoestima
O primeiro passo para você se sentir menos envergonhada na cama é trabalhar sua autoestima. Você precisa se ver como uma mulher deslumbrante e maravilhosa, capaz de seduzir qualquer homem.
Deixe os pensamentos positivos a seu respeito se disseminar na sua mente para que você se veja como uma mulher poderosa e linda, que não precisa ter medo ou vergonha de nada.
Assim você não ficará mais aflita pensando no momento em que terá que tirar a roupa na frente do seu parceiro e provavelmente vai até topar fazer sexo com a luz acesa, algo que os homens tanto gostam.
Permita-se sentir prazer
Muitas mulheres e homens ainda reprimem o prazer. 
Como antigamente a sexualidade da mulher era muito reprimida tanto pelas mulheres quanto pelos homens, ainda restaram alguns resquícios desta maneira de ver a mulher na sociedade.
Como-agir-na-hora-H
Felizmente, os tempos são outros. Hoje a maioria das mulheres sabe que, assim como os homens, elas têm o direito de sentir prazer, de serem satisfeitas e explorarem as mais diversas sensações prazerosas que o seu corpo pode proporcionar. Por isso, não há motivos para que você se sinta mal por querer sentir prazer, isso é natural de todos seres humanos.
Alimente seus pensamentos eróticos
Para que o sexo se torne algo menos desconhecido na sua vida e comece a parecer mais natural é importante que este assunto esteja mais aflorado nos seus pensamentos. Veja filmes picantes ou pornôs para que o sexo esteja mais presente na sua mente. Deixe seus pensamento livres para fantasiar sobre situações inusitadas que envolvam sexo. Desta forma, com o passar do tempo, sexo parecerá mais natural para você.
Masturbe-se
Este é um ponto chave para que você consiga perder a vergonha na cama. A masturbação é o momento em que você assume que tem o direito de se dar prazer e que isto é completamente normal.
Se você ainda não pratica a masturbação, comece aos poucos, se tocando no banho e conhecendo seus pontos de prazer. Com o tempo, você perceberá que pode sentir muito prazer com a masturbação e isso servirá como ajuda para você se sentir mais à vontade na cama também.
Outro aspecto positivo relacionado à masturbação é que você pode usar isso também na cama com o seu parceiro. Como os homens são muito visuais eles ficam excitados facilmente ao ver sua parceira se tocar ao lado deles.
Troque informações
Uma coisa que deve ser feita para que você perca um pouco da timidez na cama é trocar informações com as suas amigas mais íntimas. Conversando vocês vão perceber que é normal ter dúvidas, sentir um pouco de vergonha mas que também é natural pensar e fazer sexo. Além disso, podem compartilhar maneiras de lidar com a vergonha na cama, se ajudando mutuamente.
Conversem sobre o assunto
Se você acha que o faz na cama com seu parceiro pode fazer com que ele a julgue, converse com ele. Muitas mulheres pensam que alguns comportamentos na cama, como sexo oral e masturbação, farão com que seus parceiros as ‘julguem mal’, mas na maioria dos casos isso não procede.
Se ele pediu, incentivou ou deu a entender que gostaria que você fizesse algo, é porque dá total abertura para essa determinada atitude e provavelmente não vai julgá-la. Se vocês se amam e confiam um no outro, vale a pena tentar de tudo entre quatro paredes.
Muitas vezes, as mulheres pensam que os homens não têm vergonha de nada, mas muitos deles têm sim. E se você demonstrar que está disposta a dialogar e tentar novas experiências, talvez ele também mostre que tem mais a oferecer e que estava apenas com vergonha. Para quem tem a mente aberta, não há limites para o prazer, quanto mais livres vocês estiverem mais maneiras de se satisfazerem terão. (Fonte: Dicas de Mulher)
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.Problemas do desejo e a excitação sexual na mulher

Problemas do desejo e a excitação sexual na mulher


Kevan Wylie, sexologo do Reino Unido em recente artigo sobre desejo sexual concorda com a maioria dos sexólogos brasileiros, quando diz que o transtorno do desejo sexual hipoativo é um dos problemas sexuais mais frequentes entre as mulheres.
O Dr. Amaury Mendes Junior, médico sexólogo com larga experiência no tratamento de mulheres com dificuldades sexuais, concorda que este transtorno se define como uma persistente deficiência ou ausência de fantasias, pensamentos e / ou desejos sexuais, levando a angustia e a depressão. A avaliação física e psicológica é muito importante antes de qualquer outra atitude.
feminina
As doenças físicas, estresse cotidiano, uso de drogas e de álcool, excesso de trabalho, mudanças no ciclo menstrual e alguns medicamentos podem contribuir para este quadro que leva o casal ate mesmo a separação.
As técnicas comportamentais e psicodinâmicas associadas ou não ao uso de medicamentos permitem que o médico sexólogo obtenha resultados positivos no tratamento. Especial atenção deve ser dada a condições médicas e psiquiátricas associadas ou causadoras da disfunção .

As 3 doenças sexuais mais comuns entre os homens

As 3 doenças sexuais mais comuns entre os homens


Síndrome de Déficit de Testosterona ( Andropausa ) Também conhecida como hipogonadismo (ou diminuição da função dos testículos), o déficit de testosterona afeta não só a vida sexual como, também, os ossos, o nível de energia, a força dos músculos e até o humor. O médico deve recomendar um exame para verificar o nível de testosterona e, se for o caso, realizar tratamento de reposição do hormônio. Alguns homens com níveis baixos de testosterona não apresentam nenhum tipo de sintoma.
Disfunção da ejaculação
Esse é o tipo mais comum dos problemas sexuais: ejaculação precoce — ( a ejaculação , ocorre antes do tempo desejado , causando frustração para o casal ) . Um terço dos homens sofre ou já sofreu esta dificuldade . É mais frequente mais frequente abaixo dos 40 anos. Hoje, já existem antidepressivos que ajudam na solução do problema.
Disfunção Eretil
Um dos principais temores do homem é o de não manter o pênis ereto nas prévias que antecedem ao ato sexual e ou durante a penetração. O assunto chega a ser um tabu, mas os números crescentes desta disfunção dão a devida dimensão sobre o problema.
Um estudo realizado por pesquisadores de Boston (Massachusetts), apresentado na Associação Americana de Urologia, alerta que a metade dos homens já teve, tem ou terá disfunção erétil em algum momento da vida.
doenca_sexual
Na maioria dos casos, os sintomas apresentam-se leves ou surgem ocasionalmente, motivados por questões psicológicas, estresse ou preocupações de toda ordem, principalmente, financeiras. Mas, quando o problema aparece de forma recorrente , o caminho do consultório médico torna-se imprescindível.
Nos dias atuais diz o Dr. Amaury Mendes Junior, médico sexólogo, os homens com este tipo de problema, contam com um arsenal terapêutico diversificado que resulta em uma melhor qualidade de vida, porém é preciso realizar exames sanguíneos para afastar causas orgânicas.
A disfunção erétil é considerada um marcador do risco coronariano, principalmente quando associada ao sedentarismo, obesidade e níveis elevados de gordura no sangue.

Os homens brasileiros têm uma fixação grande por sexo anal e costumam insistir nessa prática com suas parceiras. Por que?


Vivemos em uma região do mundo que desde o seu descobrimento sofre influencias do nudismo inocente e de uma exposição do próprio corpo , o que de certa forma estimula a imaginação das pessoas de todo o mundo. Somos considerados um País em que o sexo é moeda corrente.
Sexo Anal
Sexo Anal
O bumbum e a posição de quatro no sexo resgata um significado primal ligado as relações sexuais mantidas entre os primeiros hominídeos antes de sermos bípedes. A cópula ocorria por trás independente da vontade da fêmea (relação entre dominante e dominado).
No período de nossa colonização, os jesuítas horrorizados com os indígenas proibiam e amaldiçoavam o coito na posição de quatro e apregoando o ¨normal ¨e mais humano , a posição conhecida como papai e mamãe, pois diziam eles que somente os animais copulavam desta forma “selvagem”.
A partir do momento , em que o coito exigiu olhos nos olhos e os seios passaram a ter função erótica além da amamentação, o afeto, o envolvimento e o vínculo passaram a constituir o elo familiar em que o macho agora tinha a obrigação de manter a família.
A fêmea começou a usar de atributos eróticos e apelos visuais para a conquista e disputa do macho.
O sexo anal tem um papel transgressor importante na relação erótica pois alem de condenado por todas as religiões por não se relacionar a reprodução é significativo de entrega e aceitação do instinto animal nato em todo ser humano.
O sexo anal resgata o proibido e o tabu, aproxima o homem do animal liberando o primitivo preso dentro de uma sociedade repressora e contida dentro de normas sexuais padronizadas e orientadas .
Nos dias atuais onde as diferenças de gênero não são mais notadas e nem produzem mais olhares espantados,. o sexo anal não é somente uma carta na manga da mulher para provocar e ate mesmo amansar seu homem, como também uma forma de exercer sem preconceitos o direito a experiências prazerosa tanto pelos aspectos físicos quanto psicológicos
A principal característica masculina é a força física, enquanto que para a mulher, a sedução reforça seu poder.
A fêmea humana precisou transcender ao cio como forma de sobrevivência e desta forma , aprendeu a cativar e conquistar como maneira de ter um relacionamento, seja este por conveniência, compensação ou amoroso. Assim o sexo anal é na verdade uma moeda de troca valorizada por ambos dentro de uma relação.

“Tire dez dúvidas sobre sexo que você nunca teve coragem de perguntar“.

AUMENTO DE PÊNIS... na internet, há uma profusão de receitas e produtos milagrosos que prometem fazer o pênis aumentar de tamanho, de pílulas a bombas penianas. Segundo o sexólogo e cirurgião vascular Alfredo Romero, não há nenhuma comprovação científica de que esses métodos funcionem. "Essas bombas incham o pênis, o que dá a impressão de que ele está maior", explica. Romero diz que a única forma de aumentar o comprimento ou o diâmetro do pênis é por meio de cirurgia. "Apenas os casos de micropênis, amputação por acidente ou câncer têm indicação para intervenção cirúrgica",


Leia mais em: http://zip.net/bdnPYg

Por que o sexo esfria



Recentemente tornou-se claro, que algumas pessoas têm disfunção de desejo sexual.
Os desejos são definidos como a freqüência com que cada um de nós participa de atividades sexuais.
Estudos realizados sobre o comportamento sexual no Brasil, demonstraram ser normal homens e mulheres pensarem em sexo com alguma freqüência.
O desejo sexual depende tanto do pleno funcionamento orgânico como também do psicoemocional.
É razoável que exista uma faixa normal de desejo em todos nós , tal como existe uma faixa normal de necessidade de sono e de outras necessidades fisiológicas.
Deve-se suspeitar de algum problema emocional ou orgânico quando o desejo de atividade sexual é extremamente freqüente ou extremamente infrequente.
A natureza do amor muda no decorrer do tempo por varias razões ,não apenas porque a paixão acaba , mas pela rotina monótona , por problemas financeiros, criação dos filhos, preocupação com a saúde e outras atribuições.
No relacionamento intimo , a confiança vem da suposição básica de que nenhum dos dois quer magoar o outro, isso não quer dizer que eles nunca se magoem involuntariamente; os sentimentos feridos são inevitáveis em quase todos os relacionamentos, fazendo com que os casais não se procurem tanto quanto antes.
Os terapeutas sexuais têm muita consciência desses problemas.
Técnicas de terapia comportamental , combinadas com exercícios para estimular a libido são empregadas para promover uma nova dimensões do desejo e da fantasia , melhorando assim quadros de disfunções sexuais que impediam o pleno exercício da sexualidade.