sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Masturbação: como praticar de maneira saudável?


Entenda se existe idade certa e quais os problemas do excesso

Por Carolina Serpejante
"Do ponto de vista da fisiologia e da saúde, a masturbação é algo natural, parte do desenvolvimento da sexualidade das mulheres e homens", declara o urologista Valter Javaroni, do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia. Um estudo realizado pela Gossard Lingerie, empresa britânica de roupas íntimas, descobriu que 92% das mulheres praticam masturbação. A pesquisa foi feita com mais de 1.000 mulheres com idade entre 18 e 30 anos no Reino Unido, e revelou que nove em cada 10 mulheres admitiram terem se masturbado pelo menos uma vez naquele ano, enquanto dois terços delas davam prazer a si mesmas pelo menos três vezes por semana. Diante desses números é possível afirmar que a prática não é uma exclusividade masculina, tampouco restrita a um pequeno grupo - e como tal deve ser feita com os cuidados adequados, evitando doenças e infecções. Tire suas dúvidas sobre a masturbação com os especialistas: 

A masturbação é prejudicial à saúde?

Masturbação é uma questão de escolha, nunca deve ser imposta ou reprimida
Não. Segundo o urologista Valter Javaroni, a masturbação é uma forma de se conhecer melhor, que permite ao homem e à mulher aprenderem a perceber as áreas de maior excitabilidade e as formas de gerar prazer desde o início da vida sexual. "Trata-se de uma prática tão natural que ninguém precisa ser ensinado, aprende-se experimentando, tocando e se conhecendo", diz. A masturbação é uma forma de se preparar para a relação a dois, ou então passar por períodos de ausência de parceiro e ainda sim ter orgasmos. Sendo assim, ela não tem idade para começar e nem para terminar.
Por outro lado, a masturbação não é necessária ou fase obrigatória na vida de todos. "Para alguns, não existe sentido em atingir o orgasmo de maneira solitária, sendo mais agradável com a presença de um parceiro ou parceira", explica o urologista. Fato é que não existem regras quando o assunto é sexo e sexualidade, e que a masturbação pura e simplesmente não traz qualquer malefício à saúde.

A masturbação em excesso faz mal?

Qualquer extremo é prejudicial. Se masturbar em excesso ou nunca se masturbar são problemas. "Se você não se masturba nunca porque foi ensinado que não deveria ou sem justificativa racional, isso interfere negativamente na descoberta e formação da sexualidade", explica o urologista Valter. É claro que, como dito anteriormente, a masturbação não é algo obrigatório, mas sua prática ou falta dela deve partir de uma escolha do indivíduo baseada em seus gostos pessoais, não na percepção de que a prática é errada ou lhe fará mal. "Por outro lado, quando a masturbação se torna tão importante que inibe ou diminui a vida social, bem como a descoberta e conquista de parceiros que dividam momento íntimo, ela pode afetar negativamente a saúde sexual", alerta o especialista. Infelizmente, não existe um limite padronizado para o exagero - vai de cada um avaliar se a prática está ou não interferindo em outros aspectos de sua vida. "Um ponto de partida seria perceber se a masturbação solitária está sendo preferida ao relacionamento com parceiro."

Usar objetos para masturbação pode causar ferimentos e inflamações?

"Muitas pessoas são felizes utilizando acessórios na masturbação solitária ou junto com o parceiro, não tendo nada de errado com a prática em si", diz a ginecologista Caroline Alexandra Pereira de Souza, especialista em reprodução humana e endoscopia ginecológica. No entanto, é importante que os acessórios sejam feitos para essa finalidade. Devemos ter em mente que a anatomia dos órgãos genitais e regiões erógenas foi feita para aumentar a chance de reprodução e perpetuação da espécie. Por isso o pênis tem uma proteção na ponta, que é macia e suaviza o trauma e impacto do coito, enquanto a vagina é distensível e lubrifica-se para receber o pênis. "Dessa forma, quando vamos usar objetos ou acessórios para aumentar o prazer, é necessário ter cuidados e se certificar de que ele é apropriado para a prática e atende essa anatomia", diz o urologista Valter.  
Várias doenças sexualmente transmissíveis não exigem a penetração para ocorrer a transmissão, basta o contato íntimo ou uma ferida nas mãos e dedos da pessoa
 Existem vários acessórios que podem acrescentar algo diferente à prática para escapar da rotina e que são 100% seguros. "Evite improvisar ou adaptar nessa área, pois as complicações são sérias e podem obrigar longos períodos de abstinência para a recuperação", lembra o urologista Valter. Além disso, problemas gerados pelo mau uso de acessórios durante a masturbação levam o paciente ao pronto socorro, situação que pode causar constrangimento. Busque acessórios de qualidade vendidos em lojas especializadas, desenhados e fabricados com essa finalidade e evite usar objetos do cotidiano ou mobília para a prática - você corre o risco de causar feridas em seu órgão sexual e até mesmo infecções.

Preciso usar camisinha na masturbação solitária?

Não necessariamente. Havendo higienização dos objetos e lubrificação adequada, a camisinha é dispensável para a masturbação. Mas vale a ressalva: caso a mulher se estimule tanto pela vagina quanto pelo ânus, o ideal seria colocar nas mãos ou no objeto uma camisinha diferente para cada uma das práticas. Dessa forma, mantém-se a higiene e evita que a pessoa interrompa a masturbação para fazer essa lavagem.  

É necessário usar lubrificante na masturbação?

Sempre compre acessórios em lojas de confiança e evite improvisar nessa área
Depende de cada um. "A própria excitação sexual determina a produção de líquidos fisiológicos que são lubrificantes naturais, tanto no pênis quanto na vagina", explica o urologista Valter. Mas a situação muda quando a masturbação é anal. "Nesse caso é importante utilizar, pois o ânus não possui lubrificação nem quando a pessoa está excitada", diz a ginecologista Caroline. Procure um lubrificante à base de água e nunca use outros produtos, especialmente com álcool na composição. E mesmo na masturbação com a vagina ou pênis, nada impede que seja usado um lubrificante - tudo depende da preferência e conforto de cada um. 

Posso perder a virgindade me masturbando?

O conceito de virgindade é entendido como ausência de relação sexual com um parceiro. Dessa forma, é impossível uma pessoa perder a virgindade se masturbando. Por outro lado, qualquer estímulo pode ser suficiente para a ruptura do hímen, que é um critério utilizado em perícia para determinar se uma mulher é ou não virgem - mas esse conceito é equivocado. "Uma mulher pode nascer sem hímen, ou ele pode se romper em contato com o dedo, com o vibrador ou até espontaneamente em situações menos comuns", explica o urologista Valter. Dito isso, a ausência de hímen não deve ser considerada um critério para a virgindade feminina, e tampouco a masturbação solitária tirará a virgindade de alguém. 

Existe risco de contrair alguma DST ao fazer uma masturbação?

Masturbação em dupla também pede cuidados
Depende. É possível acontecer uma contaminação quando há masturbação mútua e os fluidos sexuais estejam contaminados. "Várias doenças sexualmente transmissíveis não exigem a penetração para ocorrer a transmissão, basta o contato íntimo ou uma ferida nas mãos e dedos da pessoa", explica o urologista Valter, que aponta como exemplo clássico o HPV, vírus que é transmitido apenas pelo contato pele com pele. Caso você não saiba se o seu parceiro ou sua parceira possui alguma DST, prefira fazer o estímulo com camisinha ou então não masturbar a pessoa, praticando apenas o sexo seguro. 

A masturbação interfere no formato ou no tamanho do órgão genital?

 Não. "Essas características são determinadas por fatores genéticos e pelo ambiente intrauterino e pós-nascimento, relacionado com estímulos hormonais e nutrientes necessários para que as diferentes fases de evolução da genitália ocorram de forma normal", explica Valter Javaroni. O desenvolvimento do órgão genital se dá desde o feto até a adolescência, e as variações de tamanho ou formato dependem da saúde do indivíduo. 

A masturbação pode causar mudanças em nosso corpo?

 
Prazer não causa alterações no corpo, como crescimento de pelos
Não. Frases como "masturbação fará os pelos crescerem" ou "fará os seios se desenvolverem" e outros ditos do tipo não passam de crença, de acordo com os especialistas. "Durante muito tempo, esses mitos foram usados para condenar a prática da masturbação, seja por questões religiosas ou pessoais", diz o urologista Valter. No entanto, a masturbação é uma prática extremamente normal, que se feita com os devidos cuidados não causa qualquer tipo de problema. 

Quais são os sinais de que há algo errado após ou durante a masturbação?

A dor durante ou depois da prática é o principal indício. "Feridas que não desaparecem espontaneamente 24 horas depois do estímulo também merecem atenção, e o mais recomendado é mostrar para o urologista ou ginecologista o quanto antes", ressalta o urologista Valter. Caso você sinta algo diferente, procure descobrir o que motivou o problema e busque um especialista. 

A higiene é importante? Como deve ser feita da forma correta?

Uma higiene adequada é de extrema importância, pois só assim é possível estar seguro contra infecções, inflamações e até mesmo doenças. Para homens e mulheres, a higiene antes e depois da prática deve ser feita com água e sabonete neutro, tanto das mãos quanto do órgão genital. "Evite produtos bactericidas ou germicidas que vão acabar destruindo a flora natural da região genital", lembra o urologista Valter. O especialista afirma que um erro comum é o de homens usarem sabonetes íntimos femininos para fazer a higiene. "São situações totalmente diferentes, órgão com formatos diferentes e pH é diferente", completa. O ideal mesmo, para ambos os sexos, é a água com sabonete neutro, inclusive para higienizar os acessórios sexuais.
A atenção fica redobrada quando a masturbação é anal. Nesse caso, precisamos lembrar que as bactérias e germes do reto não devem ser introduzidas na vagina. "O correto é não misturar as coisas, ou então usar preservativo para a introdução anal e retirá-lo ou colocar um novo para praticar o estímulo vaginal."

Saiba o que são arritmias cardíacas e aprenda como tratá-las

Palpitações são mais comuns em pessoas com problemas do coração

Por Minha Vida


O bombeamento do coração acontece por estímulos elétricos, através de um grupo de células especiais com habilidade de gerar atividade elétrica por conta própria. Este estímulo é um impulso que se origina numa área do coração chamada nó sinusal, que é o marcapasso natural do coração e que funciona como um gerador de energia elétrica fazendo o órgão bater de 60 a 100 vezes por minuto. Quando, porém, ocorre um curto-circuito e o coração perde o compasso deixando de se contrair e relaxar com a mesma precisão, chamamos de arritmia.

Esta é uma desordem que não tem idade para se manifestar. Popularmente conhecidas como palpitações, nem todas as arritmias são nocivas a ponto de levar o coração à falência. Existem alterações que aceleram a frequência cardíaca, as taquicardias, e as que, ao contrário, retardam essa marcha, as bradicardias. Entretanto, é importante lembrar que uma reação natural de qualquer coração, saudável ou refém de problemas, é mudar o ritmo de batimentos para se adaptar a uma situação. 
 
 
Saiba o que são arritmias cardíacas e aprenda como tratá-las
Normalmente, o músculo trabalha mais devagar enquanto dormimos e acelera quando exercemos algum esforço físico. Só que, ao longo do dia, ele tende a acertar e manter seu compasso ideal. Está aí a diferença para a arritmia. Na sua presença, o órgão tropeçará em batidas atrapalhadas.

Em geral as arritmias são mais comuns em pessoas com problemas cardíacos como doença valvular, doença no músculo do coração (miocardiopatia) ou doença nas artérias coronárias (vasos sanguíneos que levam sangue arterial com oxigênio e nutrientes ao coração). Entretanto, muitas arritmias ocorrem em pessoas com corações absolutamente normais. "Nem toda arritmia é sentida ou causa palpitação, sendo que algumas vezes são absolutamente assintomáticas", afirma o cardiologista e arritmologista do Hospital SOS Cardio, Helcio Garcia Nascimento.

Este é um dos grandes perigos das arritmias cardíacas. "Pessoas saudáveis, inclusive atletas, podem ter doenças cardíacas e arritmias silenciosas que costumam não interferir nas atividades do dia a dia, mas podem ameaçar a vida", explica o cardiologista Martino Martinelli. E isso acontece porque, além de assintomáticas, as arritmias podem não ser diagnosticadas nos exames de rotina. Estas palpitações, muitas vezes, são precipitadas por fatores externos estimulantes como cafeína, bebidas alcoólicas, estresse, cigarro ou drogas.  
Saiba o que são arritmias cardíacas e aprenda como tratá-las
De acordo com Helcio, de 40 a 50% das pessoas que morrem repentinamente são em decorrência de uma doença não identificada em exames de rotina. Dentre as cardiopatias assintomáticas mais comuns está a aterosclerose. "É importante também salientar que nem todas as pessoas que tem problemas cardíacos terão arritmia ou correm risco de morte súbita", diz. A maioria das pessoas que tem problemas cardíacos não morre subitamente por arritmias fatais. "Mas, dos que morrem subitamente, pelo menos 40% são portadores de problemas cardíacos, já diagnosticados ou não", explica.

Arritmias de causa isquêmica (causadas por infarto ou sequelas dele) são potencialmente graves e mais frequentes. "Estas formas de arritmias podem ser diagnosticadas por exames cardiológicos relativamente simples", diz Helcio. 
Conheça alguns métodos terapêuticos que permitem recuperar o ritmo do coração:

- Marcapasso: o aparelho, implantado através de cirurgia, é indicado aos portadores de bradicardia. O dispositivo consegue assegurar que, independente da situação, o batimento cardíaco não diminua a ponto de fazer o órgão parar.

- Desfibrilador: também conectado ao coração cirurgicamente, é indicado para casos de taquicardia. Quando o aparelho detecta que o ritmo desanda, ele emite choques para corrigir o erro e evitar uma possível parada cardíaca.

- Ablação por catéter: o método também é indicado aos corações que, de uma hora para outra, passam a bater rápido demais. Um cateter introduzido pela virilha é encaminhado até o músculo cardíaco para localizar o local do órgão em que existe o curto-circuito. Esta região é cauterizada, eliminando a raiz do problema. Sem uma falha no meio do percurso elétrico, a rede volta a funcionar perfeitamente e o coração volta a bater no ritmo certo.

Candidíase tem alguma relação com a fibromialgia?



Essa é uma pergunta que recebemos com certa frequência. Muitas pessoas que sofrem de fibromialgia apresentam crises recorrentes de candidíase. Há alguma relação entre uma doença e outra?
Não há uma relação direta, no entanto, se compreendermos alguns fatores que estão relacionados com ambas as doenças, podemos entender porque pessoas que sofrem de fibromialgia têm maior probabilidade de ter crises de cândida.
Candidíase tem alguma relação com a fibromialgia?
Ambas as doenças estão indiretamente relacionadas a estados emocionais. Há muitas pesquisas científicas que mostram que a fibromialgia é frequente em pessoas que sofrem de distúrbios de ansiedade e depressão. Estados emocionais alterados, por sua vez, afetam a imunidade e isso pode criar a situação propícia para a proliferação de fungos.
Para melhorar o quadro em ambos os casos, quando a origem é emocional, como ansiedade, estresse e dificuldades para lidar com a vida diária, é útil trabalhar com um profissional qualificado da área psicológica. Nesse caso, nenhuma das duas doenças será diretamente tratada, mas haverá uma melhora gradual à medida que a pessoa passar a controlar e gerir melhor as próprias emoções e conseguir evitar estados de depressão e ansiedade.

A causa da minha candidíase vaginal (ou peniana) recorrente pode ser a candidíase intestinal?



Esta é uma pergunta frequente e é um assunto muito mal compreendido! Sim!!! Crises esporádicas de candidíase vaginal ou peniana podem ter as mais variadas causas, porém se a pessoa apresenta crises recorrentes (crônicas) a doença não está em seus órgãos sexuais, mas sim em seu trato digestivo (muitas vezes em todo o aparelho digestivo, não somente nos intestinos).
O que confunde muita gente é que nem sempre quem tem candidíase intestinal apresenta sintomas digestivos óbvios como constipação, gases, flatulência, entre outros. Os sintomas geralmente passam despercebidos pela maioria das pessoas que mal prestam atenção em seus próprios corpos. Falta de atenção, memória fraca, insônia, dores musculares, cabelos fracos, erupções cutâneas, cansaço sem razão aparente, todos estes sintomas podem mascarar uma candidíase intestinal, também chamada de sistêmica, pois atinge o corpo como um todo.
Quando a candidíase é apenas local, ela vem e vai rapidamente, geralmente tendo como causa uma transmissão sexual, uma queda brusca nas defesas do corpo causadas por antibióticos ou outros remédios, cirurgias, etc.
Candidíase Intestinal
Quando a candidíase não vai embora entretanto, suas raízes estão muito mais profundas no corpo do que se pode ver e sentir através de suas “explosões” como no caso de uma crise vaginal ou peniana e portanto deve ser tratada como tal.
Continuar tratando crises vaginais por exemplo com pomadinhas e antibióticos além de provocar a resistência do fungo, criando lentamente uma “super cândida”, não trata da doença que está dentro de você, e que certamente se beneficiará da baixa imunidade causada pelo antibiótico!

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- A Candidíase no homem

- Qual o método utilizado para curar a candidíase sem remédios?
- A causa da minha candidíase vaginal (ou peniana) recorrente pode ser a candidíase intestinal?
-Candidíase tem alguma relação com a fibromialgia?


Comentários e perguntas são bem vindos!

Qual o melhor tratamento para candidíase?



Essa pergunta é muito frequente pois estamos acostumados com a ideia de que devemos “tratar” doenças a fim de curá-las. O que muitas pessoas não compreendem, contudo, é que a cura da candidíase, quando recorrente, depende de outros fatores, além de tratamentos específicos.
Os medicamentos farmacêuticos para candidíase, antimicóticos como o Fluconazol, funcionam muito bem para limpar infecções ocasionais. O problema, no entanto, é que apenas tratar a candidíase com remédios não é eficaz se a candidíase é recorrente.
Por quê?

Qual o melhor tratamento para candidíase?
Porque no caso da candidíase recorrente, como falamos bastante aqui nesse site, existe algum outro fator no corpo que está causando a doença. Não adianta então ficar medicando a candidíase a cada vez que uma crise estoura. É preciso investigar o que está causando o problema e acabar com essa causa. Isso geralmente é algo que não está ligado à candidíase diretamente, então os medicamentos não afetam a causa. Em alguns casos é uma intolerância alimentar que a pessoa desconhece ter, em outros é uso de pílula anticoncepcional, em outros é uma tendência para desenvolver diabetes, ou a própria diabetes, em outros é a má alimentação, em outros o estresse, enfim, tomar remédios para candidíase não faz nada para melhorar nenhum desses outros fatores!
Medicamentos farmacêuticos podem ser seguramente utilizados quando uma crise aparece e médicos não hesitam em prescrevê-lo, já que ao contrário de antibióticos, antimicóticos não afetam o corpo negativamente. Se você está tendo uma crise isolada de candidíase, ou seja, se sua candidíase não apresenta recorrência frequente, apenas use os medicamentos clássicos e o problema se resolverá dentro de 7 a 10 dias, no máximo. Se você não tem acesso fácil a um médico, vá até uma farmácia e converse com o farmacêutico, peça medicamento e pomada para candidíase. Esse problema é extremamente comum e farmacêuticos estão acostumados a lidar com pessoas que estão tendo crises de candidíase.
Se sua candidíase é recorrente, contudo, você deve procurar observar o que está causando a doença em você. Use os medicamentos para erradicar as crises, mas paralelamente, procure descobrir a causa da doença em você. O livro Candidíase Tem Cura pode ajudá-lo com essa questão. Além disso, você pode também efetuar mudanças na sua alimentação que fortalecerão seu sistema imunológico e tornarão seu corpo mais resistente à cândida, potencialmente evitando o retorno da doença. O livro trata dessa questão também.

Candidíase masculina ou peniana (balanopostite)



A candidíase no homem é comum, apesar de alguns não apresentarem sintomas claros ou não apresentarem todos os sintomas simultaneamente. O caso em que o homem tem candidíase, mas não apresenta sintoma algum parece ser mais um mito do que realidade.
Quando o crescimento do fungo é exageradamente grande, o homem apresenta sintomas similares ao da candidíase vulvovaginal.
É imprescindível manter em mente que a candidíase não é uma doença “que se pega”, mas sim uma condição que o próprio corpo desenvolve quando há um crescimento excessivo da população de um fungo que vive normalmente no corpo de todo mundo. Homens e mulheres, de qualquer idade, podem ter candidíase em diversas partes do corpo (genitais, boca, esôfago, pele em geral, bexiga, intestinos, unha, couro cabeludo, entre outras áreas menos comuns).
A candidíase é uma doença que aparece somente quando há um de dois fatores possíveis: baixa imunidade ou excesso de açúcar no sangue. Esses dois fatores podem ser causados por uma variedade de condições, citadas a seguir neste artigo.

Abaixo estão alguns dos mais comuns sintomas da candidíase peniana:

Candidíase masculina ou peniana (balanopostite)
- Dor durante a relação sexual;
- Sensação de queimação ao urinar;
- Assaduras na cabeça do pênis;
- Leve inchaço;
- Manchas ou placas brancas no pênis;
- Eventual corrimento semelhante ao sêmem.
As causas da candidíase em homens podem estar ligadas a fatores imunológicos ou relacionados ao nível de açúcar no sangue.

Veja abaixo uma lista de fatores que podem sozinhos ou combinados causar a candidíase masculina:


- Diabetes ou tendência a diabetes - o nível de açúcar no sangue é o fator principal que causa a candidíase em homens. Se você não tem diabetes, veja se tem casos na família e teste o nível de açúcar no sangue;
- Uso de drogas - maconha ou outras drogas imuno depressoras;
- Alimentação pouco saudável com alto nível de açúcar (o que inclui também massas brancas);
- Consumo de álcool, principalmente de cerveja - a cerveja contém malte de cevada, ingrediente que estimula o crescimento de fungos, por isso usado na cerveja para estimular a fermentação. A cândida é um fungo e se beneficia muito do consumo de malte de cevada, além do próprio álcool que contém açúcar;
- Alergias – muitas pessoas possuem alergias das quais desconhecem, por isso não rejeite a possibilidade de que sua candidíase não possa ser alérgica porque você “pensa” que não tem alergia alguma! As alergias mais comuns são com relação ao leite e glúten.
- Nível alto de estrogênio - Estrogênio é um hormônio que homens têm em menor quantidade, no entanto, devido a fatores como obesidade, homens podem produzir mais estrogênio, o que aumenta o nível de açúcar no sangue predipondo a candidíase.
- Doenças imuno-depressoras - AIDS e lúpus geralmente comprometem o sistema imunológico de uma forma muito intensa prejudicando a capacidade do organismo de combater microorganismos oportunistas como a cândida.
- Uso de medicação de uso continuado – Medicamentos diversos tem o poder de afetar a imunidade, de anti-depressivos até remédios para tratamento de outras condições.
- Uso de medicação com corticóides e antibióticos – esses medicamentos comprometem a capacidade do corpo de combater microorganismos, além de, no caso de antibióticos, aniquiliarem com a população de bactérias que ajudam o organismos a manter o equilíbrio como os lactobacilos vivos.
- Histórico passado de uso de medicação com alto impacto na imunidade – Uso de Roacutan por exemplo, mesmo que há muitos anos, compromete de tal forma as defesas do corpo que doenças como a candidíase se tornam mais fáceis de aparecerem depois de uma certa idade em que o corpo começa a enfraquecer naturalmente.
- Doenças ocasionais recentes – Uma gripe forte, um caso de anemia ou mesmo uma cirurgia podem ter afetado momentaneamente a imunidade e permitido a proliferação da cândida.

A candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível e este fato não é comum. Para que a transmissão ocorra, geralmente o ato deve ocorrer no período em que a mulher está tendo uma crise e o homem precisa estar com a imunidade muito baixa.

É preciso diferenciar também se no seu cas0 a candidíase é esporádica, ou seja, se ela apenas apareceu uma única vez ou se ocorre de tempos em tempos e vai embora ou se sua condição é mais duradoura ou recorrente. A candidíase esporádica pode ser causada por fatores passageiros como uma gripe forte ou uso de antibióticos. Esses casos pode ser tranquilamente tratados com medicação farmacêutica como Fluconazol e pomadas.
Em casos mais duradouros, no entanto, é preciso encontrar a causa real do problema, que geralmente é uma das causas apontadas acima, e trabalhar no problema solucionando-o ou neutralizando-o no caso de condições que não possam ser facilment solucionadas como diabetes ou AIDS. Tratar a candidíase isoladamente sem consideração para com as causas é inútil pois o problema de origem continuará a dar vazão para futuros episódios de candidíase.
Ao ser diagnosticado com candidíase peniana, o homem deve abster-se do sexo até que a crise tenha passado.
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- A causa da minha candidíase vaginal (ou peniana) recorrente pode ser a candidíase intestinal?
-Candidíase tem alguma relação com a fibromialgia?

-Mais sobre Candidíase...


http://www.candidiasetemcura.com.br/livro1.htm

Candidíase no homem


A candidíase no homem é muito comum, apesar de alguns não apresentarem sintomas. Quando o crescimento do fungo é exageradamente grande, o homem então apresenta sintomas similares ao da candidíase vulvovaginal.
Abaixo estão alguns dos mais comuns sintomas da candidíase peniana:
- Dor durante a relação sexual;
- Sensação de queimação ao urinar;
- assaduras na cabeça do pênis;
- Leve inchaço;
- Eventual corrimento semelhante ao sêmem.
Homens adquirem candidíase peniana ao terem contato sexual com uma parceira contaminada ou devido a uma fraqueza no sistema imunológico. Alergias a alimentos e agentes químicos também podem desencadear a candidíase em homens. A candidíase entretanto não é considerada uma doença sexualmente transmissível e este fato não é comum. Para que a transmissão ocorra, geralmente o ato deve ocorrer no período em que a mulher está tendo uma crise. A raridade se dá pelo fato de que a mulher nesse estado não quer ter relações sexuais. A transmissão geralmente ocorre durante os primeiros dias da crise quando os sintomas ainda não são tão desconfortáveis.
Ao ser diagnosticado com candidíase peniana, o homem deve abster-se do sexo até que a crise tenha passado. Muitas vezes, a mulher infectada passa a doença para o parceiro e quando já está curada, pega a doença do parceiro novamente.
A utilização de remédios pode tornar o fungo mais resistente com o tempo.

Candidiase tem como característica a coceira, ardência, um corrimento esbranquiçado (como leite talhado na vagina da mulher e uma massinha tipo sebo no pênis do homem) e ressecamento peniano e vaginal. Tudo isso provocado por fungos que todas as pessoas tem, mas se estão sob controle não fazem mal à saúde.
Minha esposa desenvolveu uma candidiase muito forte depois de uma cirurgia, creio que isto se deu pelos medicamentos que ela teve que tomar no pós operatório e pelo stress que ela viveu naquele período. Depois de um ano eu também comecei a desenvolvê-la. Minha esposa viveu com ela por mais de 2 anos e eu por mais de 1 ano.
Depois destes anos tomando e passando todo tipo de medicamento para combatê-la, observando que os medicamentos químicos (fortíssimos e perigosos à saúde) só funcionavam por um curto tempo e alguns até faziam piorar mais a situação; fomos a vários médicos; nós já estávamos aceitando a idéia de que isso não teria cura e teríamos que conviver com a coceira e a ardência. Um médico chegou a nos dizer isto claramente.
Foi aí que descobri numa lembrança de um comentário de meu pai a cura dessa peste, ele me disse que antigamente as pessoas tratavam as doenças genitais com limão.
Esprema o suco de um limão (aquele da casca verdinha e brilhante - O limão galego, aquele que tem o suco branquinho) coe, dilua em água 50%/50% e aplique no pênis ou na vulva ou até mesmo dentro da vagina, deixe agir. Pode ser que venha arder muito na primeira aplicação, pois a pele pode estar muito ferida, se isso ocorrer, dilua o suco em mais água e aplique. Vc verá que a ardência sumirá nas aplicações seguintes. Fiz isso por 1 semana, 1 aplicação todos os dias, depois por mais 2 semanas 1 dia sim, 2 não. No meu caso, que sou homem e tenho o órgão externo, utilizei o suco puro.

Pense... se vc ingere o suco de um limão e ele não faz mal para sua boca, não faz mal para o esôfago, não faz mal para o estômago e não faz mal para seu intestino, porque iria fazer mal à sua região genital?
Já se passou mais de ano, não tivemos nenhum problema no uso do limão e ficamos totalmente livres desse mal. Mas, não posso falar o mesmo dos diversos "fluconazois" que tomamos e passamos, leia as bulas deles.
Se o remédio que o médico te passou não resolver, fica aí a dica.
Se der certo como deu conosco, ajude a divulgar, pois só quem passa por este inferno é que sabe como é triste.
Diminua o consumo de açúcar, a cândida se alimenta dele.
Não exponha ao sol a área enquanto estiver com o suco de limão.

Um fator que pode promover este desequilíbrio é o sexo oral e anal (muito em “moda” hoje), pois essa prática colabora para a disseminação de micro organismos da boca e do anus na flora vaginal, provocando um desequilíbrio e favorecendo o desenvolvimento de micro-organismos oportunistas como a cândida.
Da mesma forma, no sentido contrário, levam-se micro-organismos naturais da vagina (inclusive a cândida) para o interior do intestino, boca, garganta e estômago.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Apendicite Aguda


É uma das afecções cirúrgicas mais comuns na criança e adolescentes, sendo discretamente mais frequente nos meninos (3:2), mas, pode ocorrer em crianças menores dos 4-10 anos. Apesar de mais rara nas crianças menores, abaixo dos 4 anos, as complicações nesta faixa etária são mais frequentes e graves, visto o retardo no seu diagnóstico.
Sua história típica é de febre baixa, vômitos variados seguidos ou concomitantes a DOR abdominal (que no início é indefinida), em todo abdome, pode parecer cólica (vontade de avacuar), e até ser intermitente, geralmente que melhora com analgésicos no início. Esta evolução dura de algumas horas até 12-24 horas, sempre evoluindo com piora do quadro doloroso levando a sua localização no quadrante inferior direito do abdome
(região da Fossa Ilíaca Direita).
Região terminal do Íleo
e Válvula íleo-cecal e
Colo Ascendente
mostrando Apêndice.
Algumas crianças não apresentam esta sequência de queixas, princialmente as menores de 5 anos. Vômitos podem ser os sinais iniciais acompanhados de dor muito tênue já localizada na região do quadrante inferior direito do abdome. Outras vezes, pode ocorrer dor acompanhada de fezes amolecidas, febre seguida de náusea. Nos bebês abaixo de 2 anos, o que é mais raro, o quadro inicial pode se apresentar com distensão abdominal, vômitos e dor à palpação do abdome.

Apêndice cecal já numa fase adiantada de inflamação onde podeser evidenciado zona escurecida(necrótica, seta) onde podoeria ocorreruma perfuração se não fosse operado.
Outra dica importante é observar a criança. Um bebê que se retorce de dores dificilmente terá apendicite (uma exceção pode ser quando o apêndice está localizado por detrás do Colo, irritando o Ureter simulando uma cólica renal). Como exames subsidiários para o diagnóstico de apendicite aguda, apesar de questionáveis por alguns, pode solicitar um Hemograma, onde é de se esperar um aumento do número de Leucócitos. Pede-se também um exame de Urina tipo I, para fazer diagnóstico diferencial com infecção do trato urinário.
Um exame que se popularizou e é exageradamente solicitado pelos médicos é o Ultrason.
Este é um exame perfeito, quando mostra o Apêndice, e nas mãos de profissional experiente.Mas, quando não se vê nada, nem sinais indiretos de inflamação local, este exame pode causar muita dor de cabeça.Cabe ao cirurgião, exclusivamente, decidir, baseado em suas informações clínicas e de exame físico, se o tratamento cirúrgico se impõe ou não, pois muitas crianças são operadas na hora certa com estes exames todos normais. 
 
Enquanto outras são operadas tardiamente, já com complicações, pois o Ultrason era “normal” ou não “se via nada” !
Em Medicina dizemos que a Clínica é soberana, isto é, nada substitui o “olho” clínico (... E a mão do cirurgião, é claro !). 
Existem outras patologias que podem se manifestar inicialmente como apendicite, como é o caso das infecções de vias aéreas superiores (IVAS), que dão frequentemente dor abdominal e febre. Na ultrassonograifa aparece gânglios na região do apêndice ao qual chamamos de Adenite Mesentérica. Outros diagnósticos diferenciais: infecções urinárias, gastroenterocolites (GECA), inflamação da vesícula biliar (colecistite), cálculos renais ou ureterais, tumores, invaginação intestinal (íleo-ceco-cólica), doença de Chron, hemopatias (anemia falciforme, púrpura de Schönlein-Henoch), e muitas outras.
 
A cirurgia é o tratamento correto para a Apendicite Aguda ! 
 
Realizada por meio de uma pequena incisão no quadrante inferior direito, no terço inferior e lateral de uma linha imaginária traçada do umbigo a espinha ilíaca antero-superior. O Apêndice é literalmente “pescado” da sua cavidade, trazido para fora do abdome e “amarrado” com fio inabsorvível na sua base após da adequada hemostasia por meio da ligadura dos vasos. No nosso serviço não costumamos proceder o sepultamento do coto apendicular, apenas a ligadura com fio duplo de algodão 3-0.
Esta cirurgia também é facilmente realizada por meio da Videolaparoscopia. Esta necessita de anestesia geral, monitoramento contínuo dos gases arteriais, equipe treinada nesta técnica e no mínimo três orifícios de entrada dos trocartes: a óptica e duas pinças de trabalho. Não é consenso, mas esta modalidade de cirurgia seria melhor aproveitada nos casos mais adiantados, onde já existe a perfuração e no caso de pacientes mais obesos, quando a videolaparoscopia traria muito mais benefícios.
Existem alguns casos mais raros em que a cirurgia é postergada, e a antibioticoterapia de largo espectro é instituída, no caso da Apendicite Hiperplástica (discutiremos adiante). Uma pequena incisão é feita na região do quadrante inferior direito (ponto de McBurney). As crianças têm Alta hospitalar em média entre 2-3 dias, conforme o caso. O período de internação é mais longo se houver complicações. Quanto à abordagem por meio da videolaparoscopia, esta se tornou muito difundida em nosso meio, levando até a exageros de sua indicação. O que ocorre, é que sua utilização acaba sendo de alto custo quando comparado com o método aberto para tratamento das apendicites nas fases iniciais da doença, onde uma pequena incisão (2-4 cm), pode resolver muito bem, com menor risco anestésico e morbidade. Nas fases mais adiantadas (peritonite e perfuração), a videolaparoscopia porporciona vantagens indiscutíveis, pois a ótica e as pinças se mostram muito mais eficazes para a identificação do local, manipulação das estruturas, limpeza da cavidade e etc, superando em muito as desvantagens de grandes cicatrizes, cuja morbidade pós-operatória compromete a boa evolução clínica.
Apêndice cecal numa fase inicial
do processo inflamatório, onde o
órgão apresenta-se endurecido e
hipervascularizado.
 
Existe uma forma pouco comum de Apendicite Aguda descrita na literatura chamada Apendicite Neurogênica. Esta tem a mesma história clínica, sintomas e sinais semelhantes tornando impossível diferenciá-la da apendicite aguda, exceto pelo exame laboratorial (histopatológico), segundo Guller et al., 2001.

Hernia Inguinal


A hérnia inguinal é uma das afecções cirúrgicas mais comuns nas crianças, sendo a segunda causa de nossas consultas na Especialidade de Cirurgia Pediátrica na Pró-Infância (perdendo apenas para Fimose).
A hérnia inguinal é uma das afecções cirúrgicas mais comuns nas crianças, sendo a segunda causa de nossas consultas na Especialidade de Cirurgia Pediátrica na Pró-Infância (perdendo apenas para Fimose).
Geralmente é indolor e muitas vezes passa desapercebida em casa, sendo diagnóstica
cada pelo Pediatra ou professora na Escola.
 
Sua causa é a persistência de um pequeno Canal nesta região chamado processus vaginalis. Sua abertura é a hernia inguinal propriamente dita, pois pode permitir a pasagem de víceras abdominais por ele indo, às vezes, até o escroto ou grande lá- bio vaginal. Casos como os da foto ao lado caracterizam o encarceramento da hér- nia, isto é, o conteúdo da hérnia (do saco herniário), foi aprisionado neste local levando a sofrimento das estruturas que estão ali. Neste caso acirurgia é de urgência para evitar complicações mais graves.
Bebê de 3 meses
com Hérnia encarcerada
à esquerda.
A hérnia inguinal é de tratamento exclusivamente CIRÚRGICO, e deve ser feita por profissional devidamente treinado em centros de cirurgia infantil e acostumado com o manejo da criança em todos os seus aspectos. É muito importante a forma de condução do caso de hérnia inguinal, pois ela deve ser sempre operada o mais breve possível. Uma das confusões mais comuns que ocorrem é sua diferenciação com outra patologia desta região, a hidrocele, que falaremos mais abaixo. Como você pode verificar ao lado, a hérnia não escolhe idade, podendo ocorrer até em recém-nascidos, o que não é um evento de todo raro,pois principalmente os prematuros podem apresentar hernia com maior frequência.
Bebê prematuro,
de 17 dias de vida
com Hérnia encarcerada
à direita.


Apesar das fotos serem todas de meninos, as meninas igualmente podem ser portadoras de hérnias.
 
Uma das confusões mais comuns que ocorrem é sua diferenciação com outra patologia desta região, a hidrocele, que falaremos mais abaixo.
Como você pode verificar ao lado, a hérnia não escolhe idade, podendo ocorrer até em recém-nascidos, o que não é um evento de todo raro, pois principalmente os prematuros podem apresentar hernia com maior frequência.

Hidrocele





A hidrocele tem a mesma origem embriológica da hérnia inguinal, pois ambas derivam da presença do processus vaginalis, ou conduto peritôneo-vaginal, nesta região.
A diferença entre ambas está, de maneira simples, no calibre desta estrutura e no seu conteúdo. Na hérnia, o processus vaginalis é mais largo e pode conter víceras abdominais no seu interior. Já na hidrocele, ele é estreito e contém apenas líquido peritoneal.
 
 
 
 
No menino, a presença deste conduto se deve ao fato dele acompanhar a descida testicular que se inicia ao redor da sétima semana de vida intrauterina. Na menina, como não há a migração de gônada intrabdominal, a presença de um fino ligamento chamado redondo (que se fixa aos grandes lábios), também pode ser acompanhado de uma “evaginação” peritoneal daí dando origem a hérnia e cistos (chamados de Nuck) nesta região.

A primeira foto mostra caso de bebê de 2 meses com hidrocele bilateral e na debaixo, uma simples manobra com uma pequena lanterna mostra um testechamado de Transiluminação, que serve para verificar se o líquido é claro (positivo) ou turvo (escuro-negativo), pois pode ser sangue, por exemplo, num caso de trauma local ou torção.
Uma curiosidade, e muitos pais perguntam, é se a hidrocele é dolorida. Não, ela não dói, por isso, o seu exame e diagnóstico são relativamente fáceis e sem necessidade de exames subsidiários. Sua evolução pode ser diferente dependendo muito da idade do parto. Nos bebês de termo, isto é, de 9 meses, a hidrocele tende a desaparecer nos primeiros meses de vida, pelo fechamento do canal (processus vaginalis), e reabsorsão do líquido escrotal. Nos bebês prematuros, ela pode durar até o primeiro ano de vida ou mais, e aí então ser tratada cirurgicamente, como a hérnia.
IMPORTANTE: não se deve “espremer” a hidrocele para dentro, como na redução manual das hérnias, este líquido não sai de lá assim. Não se deve também puncionar o escroto para esvaziar a hidrocele que, além de não adiantar nada, pode levar a complicações sérias como trauma no testículo e infecções.

Hipospádias



Hipospádia do tipo peno-escrotal com curvatura peniana acentuada.

Hipospádia Distal sem curvatura.
A hipospádia é uma patologia congênita, que se caracteriza pela localização errônea da uretra, numa linha mediana ventral que pode variar desde o perineo, escroto, corpo do pênis ou glande dos meninos (nas meninas comentaremos mais adinante).
Apesar de não se conhecer a causa da hipospádia, acredita-se que ocorra por uma conjuncão multifatorial, como a influência genética (herança de qualquer etiologia.
 
 
 
 
 
 
Embriologicamente, esta não localização do meato uretral na glande é devido a uma falha na formação de uma fenda uretral glandar (urethral fold), que se forma e cresce em direção peniana), para se unir à dobra uretral peniana ventral (urethral groove), que forma a uretra em direção a glande (Kelalis, P.P. et al., 3º ed. Clin. Ped. Urol, 1992). Esta junção não ocorrendo, forma-se a placa uretral que servirá de ponto de partida para uma futura correção cirúrgica.
 
Até a 4º semana de gestação a genitália masculina e feminina são a mesma.
A partir deste ponto, por ação da testosterona a genitália externa começa sua diferenciação para masculina.
A hipospádia é uma patologia congênita, que se caracteriza pela localização errônea da uretra, numa linha mediana ventral que pode variar desde o perineo, escroto, corpo do pênis ou glande dos meninos (nas meninas comentaremos mais adinante).
 
Embriologicamente, esta não localização do meato uretral na glande é devido a uma falha na formação de uma fenda uretral glandar (que se forma em direção peniana) com a dobra uretral peniana ventral - que forma a uretra em direção a glande (Kelalis, P.P. et al., 3º ed. Clin. Ped. Urol, 1992). Esta junção não ocorrendo, forma-se a placa uretral que servirá de ponto d epartida para uma futura correção cirúrgica.
 
Até a 4º semana de gestação a genitália masculina e feminina são a mesma.
A partir deste ponto, por ação da testosterona a genitália externa começa sua diferenciação para masculina.

Criptorquidia

 (Testículo não descido)

A foto mostra escroto à direita vazio caraterizando
o quadro clínico de testículo retido à direita.
À esquerda mostra testículo normal no escroto".
O testículo não descido, ou genericamente criptorquidia, envolve uma série longa e complexa de alterações de posicionamento da gônada desde a fase embrionária, isto é, desde a 7º a 8º semana de gestação até sua colocação final no escroto. A gônada, nesta fase, é fixada por dois finos ligamentos, um no seu polo superior (ligamento suspensor) e outro no seu polo inferior, chamado gubernaculum testis.
O ligamento superior regride nas meninas, enquanto o inferior aumenta nos meninos, principalmente na sua porção final onde encontra-se preso na região inguinal para onde deverá ir o testículo.
 
Por volta do início do 6º mês de gestação, a porção terminal do gubernaculum começa a se salientar através da parede abdominal na região inguinal e continua sua migração além do pubis até o escroto. O processus vaginalis (vide hérnia inguinal), se alonga por dentro do gubernaculum, proporcionando a descida do testículo da cavidade abdominal para o escroto.
 
Esta descida deve estar completa por volta da 35º semana e é, ao que tudo indica, controlada por estimulação hormonal. Estímulos androgênicos e não androgênicos se alternam no mecanismo de descida do testículo até o escroto.
Menino de 1 ano e 4 meses
com criptorquidia esquerda e hidrocele a direita.
 
A incidência de criptorquidia gira em torno de 4% nas crianças. E até 1 ano de idade esta marcacai para 0,9%, conforme relata um estudo do John Radcliffe Hospital Cryptorquidism Study Group de 1986.Uma das controvérsias a respeito desta patologia é sua relação com a temperatura do corpo. O testículo é um orgão que está preparado para ter seu pleno funcionamento em temperaturas mais baxias que a do corpo, isto é, em torno de 33º C. Sendo assim, a regulação de sua temperatura fica por conta de sensores musculares (M. dartos e M. cremaster) no escroto.
 
O diagnóstico da criptorquidia é feito eminentemente por exame clínico, tentando identificar através da palpação se há ausência do testículo na região escrotal para os testícuos palpáveis. O que devemos ter a certeza é se o testículo fica espontanamente no escroto ou não ! Se num recém-nascido o testículo é identificado fora do escroto, no canal inguinal (virilha) por exemplo, ele deverá ser re-avaliado em 3 meses. Se permanecer ainda fora do escroto, ele poderá receber o diagnótico de testículo não descido.
 
ATENÇÃO: se o testículo descer até um ano de idade, mesmo assim ele deverá continuar sob supervisão do médico, pois ainda existe um pequeno risco deste testículo voltar (reascender) em direção ao canal inguinal mais tarde na infância.
 
TRATAMENTO: a terapia hormonal é baseada na teoria da qual esta patologia é causada pela deficiência no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. Após algumas tentativas com algumas substâncias hormonais, o hCG (Gonatrofina Coriônica Humana), é o mais comumente usado. Seu sucesso no tratamento gira em torno de 10-50% dos casos, variando muito de autor para autor. Acreditasseque isto se deva aos critérios de inclusão nos estudos, pois testículos retráteis e emergentes na altura do canal inguinal eterno sejam os mais propícios ao descenso que os demais. Alguns autores acreditam que estes testículos deveriam ser excluídos dos protocolos de aplicação do hCG. Do nosso ponto de vista, todo caso de criptorquidia é levado à cirurgia, devido aos pobres e discutíveis resultados relatados na literatura.
 
CIRURGIA: a correção cirúrgica é baseada na informação de muitos autores que relatam que a degeneração testicular ocorre pelo aumento de temperatura (3-4ºC) quando o testículo encontra-se fora do escroto. Alguns autores mostram degeneração nas células germinativas já a partir do 6º mês de vida. Por isso, a recomendação é que a cirurgia se dê entre 6-18-meses, sendo preferida ao redor de 1 ano de vida.
 
Existem muitos outros detalhes a respeito da criptorquidia, como desenvolvimento das células germinativas, fertilidade, malignidade, hernia inguinal concomitante, torsão e outros.

Fimose


Fimose é o nome dado ao estreitamento da pele do prepúcio que dificulta a exposição da glande e sua adequada higiene.
Esta dificuldade de retração do prepúcio pode ser de vários graus. Desde aquele estreitamento prepucial mais leve, onde a exposição da glande é feita com dificuldade, desconforto e dor por causa do leve esteitamento do prepúcio, até aquele grau onde há impossibilidade total de retração da pele do prepúcio e exposição da glande. Costuma-se numerar de 1 a 4 os graus de dificuldade para esta retração, mas não vamos entrar em detalhes mais técnicos visto que não é este o objetivo desta página.
Do jeito que se vê o pênis na Figura 1, não é possível se fazer o diagnóstico de fimose, pois excesso de pele não é fimose ! Há que se puxar o prepúcio para trás (Figs. 2 e 3 ) e ver se o prepúcio passa sem dificuldades. Se não passar, como nas figuras 2 e 3, o diagnóstico de fimose está feito !
Existem graus intermediários de estreitamento do prepúcio que podem confundir o diagnóstico e, mesmo assim, causar desconforto e dor à retração da pele. É o que ocorre no menino da figura 4.
A mãe sempre foi orientada a puxar a pele do prepúcio para trás na tentativa de “soltar” a fimose e assim, evitar a cirurgia. Ora, esta orientação é equivocada, pois a pele inicia processo de lesão epitelial que se cronifica, provocando progressivo desconforto às tentativas de retração e não cooperação da criança. 
 
Muito freqüentemente, estas crianças evoluem apresentando processos inflamatórios e de infecção (balanopostite), que se cronificam, caracterizados por acentuado inchaço e vermelhidão do prepúcio, dor ou ardência para urinar o que leva os pais a optar pelo tratamento cirúrgico definitivo.
 
O contrário ocorre com o pênis da figura 5. Neste caso o prepúcio está apenas aderido à glande e não está estreitado. A dificuldade de retração aqui se dá apenas pela aderência prepucial e não por fimose ! Nestes casos as manobras de retração forçada (as chamadas massagens que discutiremos mais a seguir), apesar de dolorosas, irão fazer com que a pele se descole e a retração possa ocorrer, não necessitando de cirurgia.
Foto mostra pele do prepúcio 
recobrindo grande parte da
glande e meato uretral.
Foto mostra pele do prepúcio apenas 
aderida á glande, sem sinais de 
estreitamento prepucial.
CUIDADO !
 
Uma orientação muito difundida a respeito de fimose é a tal da massagem para soltá-la. 
Estatisticamente, apenas uma pequena minoria (4 - 7%), dos meninos permanece com a fimose além do primeiro ano de vida. Por exemplo: se você fizer a tal da massagem em 100 meninos terá “sucesso” com este tipo de procedimento na grande maioria deles, não é ? Pois não tinham ou não teriam fimose, não importando o que se faça em seus prepúcios. Daí a idéia equivocada de que a massagem “resolve” fimose !
Uma complicação mais simples e comum da massagem são as fissuras da pele do prepúcio que podem ocorrer. Estas fissuras sangram, podem doer, melhoram com tratamento clínico e cicatrizam até que rapidamente. Mas, em contrapartida, aumentam o estreitamento prepucial !
Uma outra complicação, só que bem mais grave, decorrente da massagem é a PARAFIMOSE.
Esta é a condição na qual a pele que é retraída totalmente, passa com alguma dificuldade pela glande e não volta para frente, isto é, o anel fimótico* fica apertando o pênis atrás da glande, edemaciando a mucosa e com o tempo (algumas horas), compromete sua circulação.
Esta condição requer tratamento cirúrgico de urgência se as tentativas de redução manual não resolverem (vide figuras ao lado).
 
 
TRATAMENTO
 
O tratamento da fimose é cirúrgico.
Mas há alguns autores que preconizarem o tratamento conservador por meio da aplicação de pomadas ou cremes a base de betametasona e hialuronidase na tentativa de desfazer as aderências prepuciais, afrouxando a pele e permitindo assim, a retração do prepúcio, evitando a cirurgia.
Em nossa experiência, e relatado por muitas mães, a eficácia deste método é relativa, uma vez que, segundo elas, após o tratamento (4 a 5 semanas de tratamento diário), a criança não deixa mais puxar a pele para trás, voltando à dificuldade anterior e aos mesmos problemas.
Não nos cabe aqui avaliar tal método, mas os critérios de inclusão das crianças no grupo de estudo, bem como a comparação estatística com um grupo controle/placebo, devem ser muito bem definidos para não se incorrer no risco de incluir crianças com “fimoses” como as da figura 5, acima. Outro aspectro intreressante seria um controle e seguimento destas crianças por um tempo mais prolongado, de 3 a 5 anos.
Por isso, não adotamos esta opção como tratamento definitivo da fimose.
A foto abaixo mostra aspecto pós-operatório final de cirurgia de fimose (Postectomia clássica), em uma criança de 3 anos. Como se vê, a cirurgia é realizada por meio de pontos separados de fio absorvível que caem espontaneamente dentro de uma semana.
Muitos cirurgiões, gerais ou urologistas, adotam esta técnica para tratamento de seus pacientes pediátricos.

CIRURGIA CLÁSSICA DA FIMOSE

Trata-se de uma cirurgia que leva aproximadamente 30 minutos para ser realizada, o pós-operatório é um pouco conturbado, pois a glande exposta está muito sensível e sua manipulação torna-se difícil pois o menino não deixa mexer para fazer os curativos necessários. 
Há mais de 12 anos adotamos, para a cirurgia da fimose, a técnica do Plastibell®. Trata-se de um anel plástico, que é introduzido ao redor da glande (sem apertá-la), por dentro do prepúcio e amarrado com um barbante próprio. Este nó vai cortando a pele e dentro de aproximadamente 10 dias todo o conjunto cai, deixando uma cicatriz mais estética. Mas o mais importante neste dispositivo idealizado há mais de 30 anos para a circuncisão é que é uma técnica cirúrgica rápida (por volta de 5 minutos - sem contar o tempo anestésico), higiênica, pois 
não precisa de curativos (apenas passar uma pomada lubrificante e anestésica), e o anel se desprende  espontaneamente, deixando uma aspecto pós-operatório mais cosmético.

As fotos abaixo mostram como fica o Plastibell já colocado, o pós-operatório e como fica o pênis depois do anel cair.
Pós-operatório imediato . 
Plastibell já colocado e amarrado.
 
Perfil mostra que a glande permanece coberta pela própria pele do prepúcio, servindo como curativo natural.
 
Aspecto do “curativo” com a pomada que será utilizada várias vezes por dia.
 
A seta mostra o anel descolando
e deixando uma cicatriz circular,
sem marcas de pontos.
 
Aqui, o Plastibell já está quase 
caindo dando uma boa idéia de como
irá ficar a cicatriz após o edema sumir.
 
Aspecto estético após 4 meses daoperação. O anel prepucial é largo,permitindo a exposição da 
glande com facilidade.
 
Durante o processo de queda do anel, o pênis fica edemaciado, avermelhado, mas não há qualquer dificuldade para urinar por causa disso. Esta inflamação é importante para que o anel caia espontaneamente, sem que seja necessário ser retirado pelo médico.
As fotos A e B, ao lado, mostram o aspecto definitivo do pênis após a cirurgia na sua grande maioria.

FIMOSE Perguntas mais freqüentes


1 - O que é FIMOSE ?
  Fimose é a dificuldade, ou mesmo a impossibilidade de expor a glande ("cabeça" do pênis) porque o prepúcio ("pele" que recobre a glande, a cabeça do pênis) tem um anel muito estreito. Não é o simples fato do prepúcio (pele) estar colada na glande (cabeça), o que é freqüente e normal nos primeiros anos de vida (aos 6 meses somente 20 % dos meninos conseguem expor totalmente a glande, mas quase 90 % já o conseguem aos 3 anos).
Figura 1 - Anatomia normal do pênis
2 - Por que as crianças tem FIMOSE ?
  O motivo mais comum são as assaduras (dermatites amoniacais), causando postites, e cicatrizes (fibrose). Como cicatrizes sempre retraem a pele, isto torna o anel prepucial mais estreito. Também existem casos de crianças em que os pais preocupados com o acolamento normal entre a glande e o prepúcio fazem "massagem", forçando a pele, e ocasionando pequenos traumatismos (microtraumatismos), que ao cicatrizarem tornam o anel estreito, e aí formam uma verdadeira fimose.
3 - Então não se devem fazer "exercícios ou massagens"
para ajudar a "abrir" o anel da pele (prepúcio) ?
  Não, pois podem ocorrer microtraumatismos com dor, inflamação local e até sangramentos, e a cicatrização pode levar a um estreitamento da abertura no prepúcio. Os exercícios ao causarem dor e desconforto também criam na criança o medo de que alguém mexa nos seus genitais. Este medo interfere na higiene peniana, e ao não se realizar uma boa higiene ocorrem as postites (inflamações ou infeções do prepúcio), que são outra causa da Fimose. Este medo também dificulta a aceitação da cirurgia, dos cuidados pós-operatórios, e interfere na aceitação da sua sexualidade.
4 - Como prevenir a Fimose?
  A melhor prevenção é ensinar aos pais como realizarem a higiene perineal, sem fazerem "massagens e exercícios", e reconhecendo e tratando adequadamente as dermatites amoniacais (assaduras) e as postites.
5 - Por que as crianças com Fimose necessitam
de tratamento cirúrgico?
  a) Permitir a higiene adequada do pênis.
b) Permitir no futuro um relacionamento sexual satisfatório.
c) Evitar ou corrigir a PARAFIMOSE (quando o orifício de abertura do prepúcio, por ser muito estreito, fica preso logo abaixo da glande, com dor, inchaço imediato e dificuldade de urinar
d) Diminuir o risco de balano-postites (infeções do prepúcio e glande), infeções urinárias, doenças venéreas e do câncer no pênis.
e) Diminuir o risco de câncer de colo de útero na sua futura esposa.
Observações:
a) A fimose não impede, nem prejudica o crescimento do pênis, portanto a cirurgia (Postectomia) não vai ajudar o crescimento do mesmo.
b) É estimado que mais de 18% dos meninos não circuncidados podem ter indicações cirúrgicas até os 8 anos de idade.

6 - Qual a idade ideal para cirurgia da Fimose?
  Nos casos não complicados aguarda-se até ao redor dos 7 - 10 anos de idade , por 3 motivos:
a) Neste período pode ocorrer o descolamento normal do prepúcio, a cura, não necessitando mais da cirurgia.
b) Até os 5 - 6 anos o menino realiza sua identificação sexual, chamada Fase Fálica, portanto o menino já entende a necessidade da cirurgia, e não corre o risco de achar que foi cortado um pedaço do seu pênis (Síndrome da Castração)
c) Antes da adolescência, quando as ereções mais frequentes tornam o pós-operatório mais doloroso e aumentam o risco das complicações.
7 - Como os pais podem preparar
seu filho para a cirurgia ?
  Em primeiro lugar os pais devem receber do cirurgião pediátrico orientações que lhes permitam conhecer como será realizada a cirurgia, para que eles se sintam seguros e possam transmitir esta segurança para seu filho.
Além disso é importante não esconder do paciente o que será realizado, mas sem entrar em detalhes que ele não possa compreender e que possam assustá-lo. Ex.: a palavra "cortar"
Demonstrar amor, segurança, e levá-lo ,se possível, a conhecer o local onde será realizado a cirurgia também auxilia no preparo pré-operatório.
8 - Como é feita a cirurgia ?
  A não ser que o paciente tenha outras doenças ou que os pais prefiram, a cirurgia será feita de Ambulatório, isto quer dizer que o paciente não precisa ficar internado, não vai dormir, passar a noite num quarto do hospital, evitando assim uma maior separação do ambiente familiar, e diminuindo os riscos de infecção hospitalar.
Quanto a técnica cirúrgica, e o quanto de pele a ser ressecada (retirada), isto varia conforme a idade do paciente, a intensidade da fimose, e a experiência do cirurgião.
9 - Os pais podem assistir a cirurgia ?
  Nas crianças acima de 6 a 12 meses de idade é importante que um dos familiares permaneça junto a criança até que ela durma, para que ela se sinta segura. Em alguns hospitais de Porto Alegre é permitida e incentivada a permanência do pai e/ou da mãe ao lado da criança durante a indução anestésica..
Durante o ato cirúrgico no entanto não é permitido, por não ser necessário, para diminuir os risco de infecção, e evitar transtornos a rotina da sala cirúrgica.
Na Sala de Recuperação Pós-Anestésica , os pais podem permanecer ao lado do filho, tranqüilizando-o, e auxiliando-o a se alimentar após estar bem acordado.
10 - E a anestesia, é local ou geral ?
  Na infância, e mesmo na adolescência, se prefere a anestesia geral, geralmente precedido pelo uso de um sedativo e de um analgésico, pois:
  • Evita que o paciente assista, participe e se assuste durante o ato cirúrgico.
  • Evita a dor das "picadas" de agulha e da introdução do anestésico local.
  • Permite que o paciente permaneça quieto, sem se movimentar durante a cirurgia .
  • O paciente não se lembrará de nada que ocorre na sala de cirurgia, não tendo portanto nenhum trauma psicológico.
  • Por ser muito seguro (risco de complicações severas inferior a 1 em cada 5.000 anestesias, e risco de óbito ao redor de 1 em cada 200.000 anestesias).
11 - E depois da cirurgia, quantos dias
a criança necessita faltar a aula?
  As crianças, se possível, são operadas numa quinta ou sexta-feira, e retornam tranqüilamente as aulas na Segunda-feira, mas com a recomendação de que evitem exercícios físicos que possam traumatizar a região cirúrgica por 2 a 3 semanas (Exemplos: - "lutas", jogar bola, andar de bicicleta, "skate", patins, "rollers",...).   
Bibliografia
  1. "Cirurgia Pediátrica" – Maksoud, J. G. e colaboradores – 1998 – editora RevinteR
  2. "Clinical Pediatric Urology" – Kelalis,P.P.; King, L.R. e Belman, A. B.–3ª edição – 1992 – B. Saunders
  3. "Pediatric Surgery"- Ashcraft, Keith e Holder, Thomas e colaboradores – 2.000 – B. Saunders
  4. "Pediatric Urology"- O’Donnell, B.; Koff, S. A. e colaboradores – 3ª edição – 1997 – Butterworth
  5. "Diagnóstico Cirúrgico para o pediatra" – Leite, C. S. e colaboradores - 1999 – editora RevinteR