segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Homossexualidade no reino animal!



Uma nova revisão de pesquisas já existentes afirma que o comportamento homossexual é um fenômeno muito comum em várias espécies, desde minhocas, sapos até aves. “É óbvio agora que o comportamento homossexual se estende a vários outros além dos exemplos que conhecemos, como bonobos, golfinhos, pingüins e moscas da fruta”, afirma Nathan Baliey, pesquisador do Departamento de Biologia da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. O estudo, entretanto, afirma que o comportamento não é igual em todas as espécies, e que pesquisadores podem estar chamando fenômenos diferentes pelo mesmo nome. “Por exemplo, as moscar frugíveras podem cortejar outros machos porque não têm o gene que permite que eles percebam a diferença entre os sexos”, afirma Bailey. “Mas isso é diferente do caso dos golfinhos, que têm relações entre o mesmo sexo para facilitar a união do grupo, ou de albatrozes fêmeas, que podem permanecer com o mesmo par durante toda a vida”, explica. De acordo com o estudo, pesquisas existentes sobre o assunto se preocupam em analisar as origens, e não as consequências do comportamento. Uma força seletiva – stress colocado sobre uma população, por exemplo, pode afetar a reprodução na população analisada. De acordo com Bailey, é normal pensar nessas forças como o clima, temperatura ou características físicas do tipo, mas também é possível considerar circunstâncias sociais como forças seletivas. “O comportamento homossexual muda radicalmente as circunstâncias sociais, por remover alguns animais da disponibilidade para o acasalamento”, afirma o pesquisador. “Como qualquer comportamento que não leva à reprodução – como a agressão ou o altruísmo -, o comportamento homossexual tem consequências que começam a ser consideradas só agora”, diz. “Quão importante é a genética na expressão desse comportamento, comparada com o ambiente?”, questiona Bailey. “Saber isso ajudaria a entender como isso evolui e afeta a evolução de outras características. Também poderia ajudar a entender se é algo que afeta indivíduos ou todos de uma espécie, mas que só alguns expressam”, afirma. [Science Daily]

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