terça-feira, 21 de abril de 2015

Entrevista com um g0y, um homem com particularidades


por Fernando Nunes
BROKEBACK

Há um pouco mais de um mês tomei conhecimento do movimento g0y ao ler um post, escrito por James Cimino para o site Lado Bi, sobre uns "caras que amam a masculinidade, mas que rejeitam o rótulo de gays". Logo depois disso, outros veículos online LGBT publicaram matérias a respeito do assunto, divulgando o ideário do movimento contido no site norte-americano G0ys.org e no brasileiro Hetero G0y, até que, na última semana, a grande mídia brasileira popularizou o assunto. Não demorou muito para que surgissem opiniões diversas sobre o novo termo, que define uma maneira antiga de se viver as relações homoafetivas.
Em meio a tantos conceitos, fiz uma pesquisa nas muitas comunidades g0ys que existem no Fecebook e me deparei com o universitário Joseph Campestri, de 30 anos, que se identifica na rede como divulgador do movimento - tendo, inclusive, seus posts sendo citados em diferentes comunidades g0ys do Brasil como referência de conceito do termo. Campestri, que estuda sociologia, é de Belém-PA e vive atualmente em Brasília-DF, de onde faz o trabalho dedicado de divulgação da filosofia g0y em vários grupos, tanto norte-americanos quanto brasileiros. É tão dedicado à "causa", que criou a bandeira g0y, que tem sido adotada ao redor do mundo por homens que se identificam com os mesmo princípios da comunidade.
Ao longo de um entrevista, realizada no último dia 18 de abril, o paraense, que preferiu não revelar seu nome verdadeiro, procura esclarecer com suas respostas as dúvidas que surgiram ao longo da última semana a respeito da identidade g0y. Campestri esmiúça como se dão as relações g0ys dentro de seus limites rígidos de afetividade e liberação sexual. Fala dos papéis do homem e da mulher dentro da sociedade e qual o posicionamento do g0y diante dos atuais conceitos das relações homoafetivas. A conversa trouxe ainda uma observação importante concernente a diferença entre o participantes do movimento g0y nos Estados Unidos - onde se originou a termo - e os brasileiros que já começam a exercer um olhar mais amplo e liberal sobre os estatuto do movimento, mais alinhado a nossa realidade policultural.
Ao ler a entrevista, é importante que tenhamos em mente o que o psicólogo Gilmaro Nogueira, mestre em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) - autor de um artigo esclarecedor - me disse em uma conversa sobre a temática. "Como uma contestação da heterossexualidade naturalizada, tradicional, que supõe que ser homem é necessariamente ter atração sexual por mulheres, g0ys e outros termos são tentativas de nomear uma diversidade de experiências que extrapolam as identidades tradicionais: hetero e homo".
Primeiro, como se pronuncia 'g0y' em português?
De duas maneiras, soletrando g-0-y (gê-zero-ípsilon) ou gói. A escrita mais comum é g0y ou g-zero-y.
O que você sabe a respeito da história do movimento e quando tomou contato com a filosofia? 
Pelo que tomei conhecimento, esse movimento tem origem nos Estados Unidos e tomou forma a partir dos ano 2000, melhor dizendo, a filosofia, o movimento é mais recente, mas não saberia precisar a data. Eu conheço a filosofia g0y desde abril/maio de 2011, como você pode checar em meu perfil. E me identifiquei pelos dois pontos motrizes da filosofia, o primeiro é o apreço e a preservação da própria masculinidade e o segundo é não sentir necessidade ou inclinação ao sexo anal.
Ao defender esses pontos, você acredita que os norte-americanos são mais ortodoxos que os brasileiros?
Depende do contexto, do ponto de referência. Não há nada de radical ou bastante intenso em defender os princípios da filosofia g0y. Nós vivemos no Brasil, cultura mais diversificada, várias crenças e religiosidades, somos mais tranquilos quanto a algumas questões. Para nós brasileiros, os estadunidenses podem ser vistos como radicais. Para os estadunidenses, os brasileiros podem parecer muito brandos, permissivos e tolerantes. Eles estão dentro da cultura deles, nós estamos dentro da nossa cultura. Os g0ys de lá e os daqui são g0ys e se expressam de modo diferente sobre as mesmas questões.
Você se considera hétero, bissexual ou homossexual?
Considero-me homossexual. É interessante dizer que o movimento foi iniciado por heterossexuais não normativos e que eles são a maioria, entretanto, dentro do movimento a orientação sexual é irrelevante, reconhecemo-nos como g0ys independente se nos relacionamos mais com homens, com mulheres ou com os dois sexos.
E sendo homossexual, você não considera a hipótese de ter um relacionamento com outro homem, nos moldes dos relacionamentos homossexuais de hoje ou mesmo heterossexuais?
Não. Por minhas razões pessoais, a filosofia g0y não influencia as opiniões dos que se reconhecem como g0ys. Identificar-se como g0y é diferente de "converter-se". Identificar-se é ver a semelhança, observar que suas ideias, seus princípios são os mesmos das outras pessoas. "Converter-se" é aceitar algo exterior e que pode ir de contra aos seus princípios. Eu posso sim considerar um relacionamento com outro homem, mas não nos moldes do casamento heterossexual.
E esse molde seria o "bromance" (brother + romance)?
Exato. Há de se reconhecer que em um relacionamento heterossexual há o masculino e o feminino, cada um desempenha seu papel social, tal qual sustenta o ideal popular. Certo? Entretanto, quando se trata de dois homens que mantém seus papéis masculinos, esse "molde" se quebra, não é válido. E sabemos que casamento é outro ponto que não cabe entre dois homens g0ys. Casamento é associado a casal e também a acasalamento. Dois g0ys não poderiam ser considerados um casal, homem e mulher, tampouco acasalarem.
O movimento tem sido classificado por especialistas em sexualidade e ativistas LGBT como machista, homofóbico e misógino. Você reconhece isso como verdade?
São inverdades. Gostaria que os especialistas em vez de classificarem, mostrassem de onde tiraram essas interpretações. Ainda pouco foi dito que a maioria dos g0ys se relacionam sexualmente com mulheres e os que não se relacionam, não são contra as mulheres tampouco à feminilidade. Ser e gostar de ser masculino, apreciar a masculinidade não é ser misógino, não é ser contra as mulheres. Por que não pode ser visto como um pouco de amor próprio? Se uma pessoa usa, por exemplo, uma camisa escrito "100% Negro" era seria racista aos brancos e pessoas de outros tons de pele? Não. Chama-se, amor próprio e apreciação à pele negra. Essa pessoa pode gostar também de sair e namorar pessoas negras, é uma escolha dela, uma preferência e um direito que deve ser respeitado. Desde que essa pessoa não discrimine os outros nem as trate como inferiores. Os g0ys apreciam o masculino e não são melhores do que os outros seres humanos por isso, são seres humanos com qualidades e defeitos, são homens com particularidades.
Mas a substituição do 'A' da palavra 'gay' por um '0', não tem essa conotação de negação a tudo que é gay, ou mesmo, feminino?
Negativo, a substituição do "A" pelo "0" (zero) é um modo de expressar a negação ao sexo anal, A de anal.
Mas dizer que o sexo anal é "sujo", não é uma forma de inferiorização aos gays que o tem como prática?
Rejeita-se a prática sexual e não os praticantes. Também se é contra, por exemplo, ao tabagismo, mas não se caça os fumantes. Contra o alcoolismo, mas não se é contra as pessoa que bebem. Contra as drogas, mas não aos usuários. Lógico que meus exemplos são extremos e nocivos ao ser humano, mas os g0ys veem que biologicamente a penetração anal pode ser prejudicial ao corpo, é só pesquisar. Porém, não se é contra os praticantes que vivem sadios e satisfeitos. É preciso dizer que a filosofia g0y expressa, no site G0ys.org, que também não se pratique o sexo anal com mulheres. Isto é, não se trata de um ataque às preferências sexuais dos gays, apenas um posicionamento de que é desnecessário e irrelevante a prática do sexo anal.
Existe armário para os g0ys ou ele não se preocupam em ser abertamente g0ys?
Os g0ys não vivem em guetos, não estão em armários e não sentem a necessidade de se identificar como tais, eles simplesmente são. Identificar-se como g0y não é algo que precise ser exposto para as outras pessoas, identificar-se como g0y é compreender que há muitos homens que pensam e agem do mesmo modo.
Então sua família, amigos e vizinhos sabem que você "brinca" com outros homens?
E de que esse conhecimento seria relevante na vida dos meus amigos, familiares e vizinhos? Se não se está fazendo algo que me prejudica nem ao outro, se ambos são adultos e responsáveis pelos próprios atos. O que se passa na vida particular de cada um diz respeito, apenas, à própria pessoa.
Como você e os outros g0ys, brasileiros e americanos, encontram seus "brothers"? Essa procura se dá pela internet ou existem outros meios?
Fazemos uma analogia do G-Y com a Geração Y, a geração da Internet. E é justamente através desse instrumento que não apenas os g0ys, mas o mundo inteiro se conecta e procura pessoas com as quais se identificam. Basicamente pela Internet, depois, como todas as amizades bem sucedidas, podem ser combinados encontros sociais para sair do virtual.
Você tem um "brother" ou mais agora?
Sim, eu tenho dois. E todo homem tem um brother, seja esse homem g0y, heterossexual, bissexual ou homossexual ou não.

Bandeira g0y
Assim como movimento gay, os g0ys têm uma bandeira. O que ela significa?
Essa bandeira foi criada por mim, aqui no Brasil, e vem sendo adotada por g0ys de outros países. Não que se vá "levantar bandeira" e fazer uma marcha g0y ou algo do tipo. (risos) Não, a bandeira apenas traz alguns princípios que fazem parte de cada homem que se identifica como g0y. O azul é a cor masculina, e é isto que representa os azuis na bandeira: Azul escuro representa profundidade, intensidade. Azul índigo significa guerreiro por natureza. O branco é a paz, amizade e a cor azul turquesa indica integridade. E importante dizer que o movimento g0y não é um movimento militante, apenas se trata de um grupo que se reconhece e se identifica, uma identidade particular.
(Texto publicado originalmente no blog Homos S/A)

93% dos homens héteros já ficaram de conchinha com outro homem


93% dos homens héteros que responderam a este estudo disseram já ter ficado de conchinha com outro cara



Sim, homens héteros dormem juntos.
Isso de acordo com o estudo britânico sobre mudanças nos hábitos sociais de homens heterossexuais. Publicado no periódico 'Men and Masculinities' de março, o estudo revelou que 98% dos pesquisados - todos branco, atletas e universitários - já dividiram uma cama com outro cara. Além disso, 93% disseram já ter ficado em um dos lados da conchinha com um homem.
O co-autor do estudo e sociólogico Mark McCormack, da Universidade de Durham, disse que os resultados da pesquisa exemplificam as mudanças de concepção da masculinidade na cultura contemporânea. Como a homofobia diminuiu nos últimos anos, diz McCormack, os homens heterossexuais estão agindo agora de forma "muito mais suave" do que os de gerações mais velhas - algo que ele e Eric Anderson, da Universidade de Winchester, se propuseram a examinar.
"Nós sabíamos que eles [os homens heterossexuais] estavam se abraçando e fazendo conchinhas, e queríamos entender este fenômeno com mais detalhes", disse McCormack ao The Huffington Post por email. "Qual é o ganho desses homens que rejeitam a homofobia de suas gerações anteriores?"
Os dois sociólogos realizaram entrevistas detalhadas com 40 jovens atletas do sexo masculino - uma amostra que eles escolheram por causa da probabilidade do grupo estar em contato físico com o outro com maior frequência, e também em função de que os atletas encarnam o significado de ser tradicionalmente "macho" em nossa cultura. McCormack disse para o HuffPost que ele ficou surpreso pela forma como os participantes disseram ser comuns e extremamente banais seus hábitos.
"Eles não percebem que isso é algo que os homens mais velhos achariam chocante", disse ele. "São as gerações mais velhas que pensam que os homens mais carinhosos é um tabu."
Matt, um dos homens entrevistados para o estudo, explicou seu ponto de vista sobre os abraços com seu amigo do sexo masculino, chamado Connor. Os pesquisadores destacaram a resposta em seu estudo:
Eu me sinto bem ao lado do Connor e passamos muito tempo juntos. Ainda bem que posso descansar minha cabeça no ombro dele quando estou deitado no sofá ou abraça-lo na cama. Mas ele não é o único! Da forma como eu vejo, somos todos grandes companheiros e muito próximos. Temos sim um bromance , mas isso é dizer que estamos muito confortáveis ​​perto uns dos outros.
A história das relações homossociais*, ou amizades masculinas heterossexuais, é profundamente complexa e rica em dogmas sociais, mitos, rejeições e agressividade, explicam os autores em sua pesquisa. Mas os estigmas e os papéis tradicionais estão sendo jogados fora, à medida em que as gerações mais jovens estão se tornando mais abertas e receptivas.
"O tabu social contra o carinho entre homens acontece por que quando dois caras ficam perto um do outro isto ainda é visto como 'gay'. Homens querem evitar ser alvos de abusos homofóbicos", disse McCormack ao HuffPost. "Mas há um questão geracional aqui também: homens mais velhos que cresceram na década de 1980 ainda pode sentir a necessidade de apresentar-se em sua versão mais masculina. Enquanto isso, atitudes positivas em relação à homossexualidade na cultura contemporânea tem mais significado para homens mais jovens, que estão menos preocupados com a forma como outras pessoas vêem seus comportamentos."
McCormack reconhece que o sentimento anti-gay ainda está por aí, mas que muitos caras não parecem se importar se expressar da forma que quiserem.
"A homofobia não desapareceu, mas o que é esperado dos homens heterossexuais hoje é não ser homofóbico como ainda era na década de 1980 e 1990", disse ele. "Isso permite que eles estejam [envolvidos] em comportamentos como afagar e abraçar, usar roupas da moda, se preocupam com boa aparência, e abertamente declarar seu amor pelos amigos. "
*Nota do editor: não confundir relações homossociais com homossexuais. A primeira não pressupões interesse amoroso ou sexo. Sendo assim, bromance é uma relação homossocial.

Estudo mostra quais posições sexuais mais causam fraturas penianas



Dizem que sexo é como pizza: mesmo ruim é bom. Exceto quando algo dá errado — como quando você entorta o pênis enquanto a mulher está por cima. Esta, inclusive, é a posição mais propícia para uma fratura peniana.
É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Unicamp e da PUC de Campinas e publicado na revista Advances in Urology. Durante 13 anos, os autores analisaram casos de 44 pessoas em três hospitais de Campinas, em São Paulo. Eles constataram que 50% das fraturas penianas durante a relação sexual ocorrem quando a mulher está por cima.
Dos 44 casos suspeitos de fratura peniana, 42 se confirmaram. Destes, "metade apresentou a tríade clássica de estalo audível, detumescência [quando o pênis volta ao estado de flacidez] e dor", afirmam os autores. Eles concluíram também que a fratura é mais comum durante relações heterossexuais — 28 dos casos, ou 66,7% do total estudado.
É bastante óbvia a explicação para que esta seja a posição mais comum em casos de fratura: nela, a mulher usa todo o peso do corpo para controlar o pênis do parceiro, o que dificulta a interrupção da penetração no caso de algo sair errado. "Quando o homem está no controle dos movimentos, ele tem mais chance de parar penetração em resposta a uma dor relacionada ao pênis, o que minimiza os prejuízos", afirmam os autores.
O estudo revelou ainda que a segunda posição mais arriscada é "de quatro", responsável por 28,6% das fraturas. A mais segura, de acordo com os pesquisadores, é papai-e-mamãe.

A relação física e emocional entre homens e seus pênis

O documentário : 'Dick: The Documentary'  (NSFW)


Em agosto de 2008, o cineasta Brian Fender publicou um anúncio no Craigslist (site de anúncios de toda ordem) pedindo por voluntários para seu projeto de documentário. Quem respondeu ao anúncio recebeu um convite inusitado de Fender: ficar nu e revelar, por meio de histórias reais, sua relação física e emocional com o pênis.
Nascia ali "Dick: The Documentary", um longa de não-ficção que explora o universo que une um homem a seu pênis. Os 63 personagens mostrados no filme são anônimos e variam de monges a transexuais, com idades entre 21 e 80 anos. Para saber mais sobre a obra, o Huffington Post entrevistou Fender.
The Huffington Post: Onde você estava quando teve a ideia de fazer o filme?
Brian Fender: Eu estava numa conferência de cineastas independentes acompanhando um simpósio sobre maneiras inovadoras de levantar dinheiro para um filme. Eu tinha acabado de fazer o documentário acidental “XYQ”, que começou como uma instalação em vídeo em uma apresentação da juventude LGBT em St. Louis. Eu havia produzido por conta própria dois DVDs e tinha 950 cópias em um armário no meu apartamento em Upper West Side. Estava pensando que, para ser um filme comercialmente viável, ele teria de falar sobre sexo. Eu sou gay e obviamente tinha curiosidade sobre como os homens são afetados por seus paus. Eu certamente fui afetado pelos paus de outros homens.
Como encontrar personagens por meio do Craiglist afetou o resultado do filme?
Tentamos outras formas de conseguir personagens, mas o Craigslist foi o único que deu certo. Eu teria preferido uma seleção mais ampla de participantes, mas o que consegui foi uma amostra de homens educados que acreditaram no projeto e queriam fazer parte dele. Consegui apenas um cara esquisitão, que vestia uma máscara do Cavaleiro Solitário [famoso cowboy mascarado que nasceu num programa de rádio nos anos 1930 e que pode ser considerado o protótipo do Zorro]. Mesmo tendo encontrado com ele para um café, para explicar minhas intenções em relação ao filme, ele ainda imaginou que eu queria pegá-lo.
Qual foi a coisa mais surpreendente que você aprendeu ao fazer o filme?
Descobri que os homens que participaram são muito atenciosos. Eu não consegui nenhum carrasco machistão, o que me desapontou um pouco. Acredito que homens mais conservadores e que julgam expressões sexuais diferentes do paradigma heterossexual — e que provavelmente chamariam esses homens de pervertidos — teriam atitudes sexuais menos saudáveis e se sentiriam ameaçados pelas perguntas feitas no filme. Mas por mais que meus personagens fossem educados, muitos deles me disseram que aquela era a primeira vez que falavam coisas como aquelas e que aquilo era catártico. Eu queria também falar sobre usar o pau como uma arma, mas tive a sensação de que aqueles homens não eram agressivos em termos sexuais. Uma coisa que é engraçada é que não há um consenso sobre a pau. As opiniões são tão variadas quanto os próprios pênis.
Embora o falo seja soberano, ver um pênis é ainda um tabu em muitos aspectos. Por quê?
O motivo para que o falo seja um tabu entre os homens é a homofobia. Se eu olhar o pênis de outro homem eu sou gay? E se eu ficar excitado? Para as mulheres, o pênis é o que pode transformá-las em "putas". Se elas admitem que amam pênis e olham para pênis, o que isso diz a respeito delas? Nós somos severamente condicionados a sequer considerar o pênis, a não ser em um contexto de humor ou pornográfico. A verdade é: muitas pessoas amam paus. Muitos homens amam seus próprios pênis, muitas mulheres os amam, e homens gays são obcecados por eles. É por isso que eu quis confrontar o público com todos esses pênis e um formato inócuo. Depois de cinco minutos, isso se torna algo que não é mais ameaçador. Acho que, em algum nível, a maioria das pessoas acredita que o corpo humano é motivo de vergonha.
O que você quer que seus espectadores aprendam com o filme?
Espero que ele abra um diálogo sobre sexualidade de forma geral. Minha esperança é que as pessoas comecem a conversar com seus filhos sobre sexualidade enquanto eles ainda são jovens: deixá-los entender que o sexo é um presente que eles devem apreciar e cuidar e que, quando querem atuar de maneira sexual, devem ser responsáveis por isso. Mas isso é racional demais para a maioria das pessoas religiosas — elas distorcerão a mente do garoto por meio de culpa e vergonha, e criarão um homem sexualmente imaturo que abusa de mulheres e crianças porque não sabe como expressar a sexualidade de maneira apropriada. O abuso sexual é uma epidemia e temos de fazer algo diferente.

Mulheres preferem pênis mais grossos para sexo casual que para relacionamento duradouro


(PESQUISA)


BANANA RULER


O tamanho é documento, sim, em aventuras de uma noite só. Mas um novo estudo revela que não é o comprimento do pênis que interessa às mulheres tanto quanto sua circunferência.
No estudo, 41 mulheres viram e manusearam pênis feitos com uma impressora 3D. Os modelos eram azuis e variavam de tamanho, entre 10,16cm de comprimento e 6,35cm de circunferência e 21,60cm de comprimento e 17,78cm de circunferência.
Pediu-se às mulheres que escolhessem quais dos 33 modelos prefeririam em um parceiro de uma aventura passageira e qual prefeririam para um companheiro de longo prazo.
Para as aventuras de uma noite só, as mulheres escolheram modelos de pênis de circunferência um pouco maior, em média, do que escolheram para seus relacionamentos de longo prazo.
Mas não houve diferença de comprimento nos pênis preferidos para aventuras passageiras e relacionamentos de longo prazo: nos dois casos, as mulheres tenderam a escolher pênis com mais ou menos 16,5cm de comprimento.
A vagina possui muitas terminações nervosas sensíveis à pressão e que detectam sensações de esticar, e, disseram os pesquisadores, esses sensores podem detectar variações na circunferência do pênis. Um pênis mais grosso também pode levar o clitóris para mais perto da vagina durante a relação sexual, algo que pode ajudar a produzir o orgasmo.
Por outro lado, um pênis mais comprido pode provocar dor cervical, disse a pesquisadora Shannon Leung, estudante de biologia na Universidade da Califórnia em Los Angeles que apresentou os resultados do estudo no mês passado na reunião da Associação de Ciência Psicológica, em San Francisco.
Estudos anteriores sobre a importância (ou a falta de importância) do tamanho do pênis tiveram resultados ambíguos. Em um estudo feito com mais de 300 mulheres em 2012, 60% disseram que o tamanho do pênis não faz diferença para elas, mas aquelas que tinham orgasmos vaginais frequentes revelaram tendência maior a preferir pênis mais compridos. E um estudo publicado no ano passado constatou que a preferência das mulheres por pênis maiores depende das proporções do corpo do homem: um pênis maior é mais importante para as mulheres quando o homem é maior.
Mas muitos estudos feitos no passado usaram imagens de pênis ou empregaram termos como “pequeno”, “médio” e “grande” para avaliar a preferência das mulheres, e, segundo Leung, os termos podem ter significados diferentes para diferentes pessoas. Já o novo estudo é o primeiro a usar modelos de pênis criados com impressora 3D, de modo que as mulheres podiam manuseá-los.
Numa segunda parte do estudo, cada mulher recebeu um dos modelos de pênis e pôde examiná-lo por 30 segundos. Em seguida, foi pedido a elas que selecionassem o mesmo modelo de dentro de uma caixa contendo os 33 modelos, ou imediatamente depois de examiná-lo ou depois de preencher um questionário que levava dez minutos (para dar um intervalo de tempo).
Depois de completar o questionário de dez minutos, as mulheres tenderam a superestimar o tamanho do pênis que tinham examinado, revelou o estudo.
Essa descoberta pode ser tranquilizadora para os homens preocupados com o tamanho de seu pênis, disseram os cientistas.
“Os homens que cogitam fazer cirurgias para aumentar o tamanho do pênis talvez não precisem disso, se as mulheres tendem a superestimar” o tamanho de um pênis que viram, disse Leung.
O estudo foi realizado pelo Laboratório de Fisiologia Sexual e Neurociência Afetiva (SPAN) da Universidade da Califórnia em Los Angeles e ainda não foi publicado em um periódico científico com revisão de pares.

6 problemas no pênis que aparecem com a idade


PNIS











Seria ótimo saber que pelo menos algumas partes do nosso corpo serão poupadas do envelhecimento, mas um dia você percebe: “ele” também fica mais velho. “Você não acorda um belo dia e nota a diferença. É um processo gradual, mas, a partir dos 40 anos, as mudanças são mais perceptíveis”, diz Madeleine Castellanos, autora de "Penis Problems: A Man’s Guide" ("Problemas do pênis: um guia para os homens", em tradução livre). O que significam as mudanças do pênis?
COR
A aterosclerose, um problema comum do envelhecimento, restringe o fluxo do sangue, afetando coração, cérebro e pênis. Com menos sangue na área, o pênis ganha uma cor mais clara, diz Castellanos, que também é terapeuta sexual e atende em um consultório em Nova York. Se você faz check-ups regulares e está tudo em ordem, isso não deve ser motivo de preocupação. A pele mostra os sinais da idade, e isso também vale para a pele do pênis. Ela pode começar a apresentar pintas.
TAMANHO
Assunto delicado. A verdade é que o pênis encolhe um pouco com o passar do tempo por causa da redução dos fluxos de sangue e testosterona. “Quando um cara chega aos 60, 70 anos, pode perder entre 1 centímetro a 1,5 centímetro em comprimento”, explica Castellanos. Ela acrescenta que, se o homem tiver uma barriga proeminente, o pênis vai parecer menor, mesmo que não haja mudança no tamanho do membro. “O pênis começa dentro do corpo. Se você tem gordura na barriga, ela desce e se estende até a base do pênis. A barriga cobre a base do pênis, fazendo com que ele pareça mais curto.”
Mas eis o maior segredo: a maioria das mulheres não se importa com tamanho. Na verdade, se o pênis for grande demais, pode machucar. “O que importa é o que se faz com ele e o resto do corpo”, diz Lou Paget, educadora sexual certificada e autora de “The Great Lover Playbook” ("O livro de dos grandes amantes").
SENSIBILIDADE
A testosterona ajuda a manter os tecidos nervosos. Quando seus níveis começam a cair, haverá uma consequente diminuição da sensibilidade, o que dificulta o orgasmo. Além disso, as ereções não serão tão rígidas. “É um caso típico de usar para não estragar”, diz Castellanos. Ela afirma que uma das maneiras de preservar a saúde peniana é ter ereções diárias. Não é necessário chegar ao orgasmo, mas ereções diárias ajudam a manter as artérias em forma e levam sangue para a região. “Se você não for à academia, os músculos afinam e suas artérias se fecham. A mesma coisa acontece com o pênis”, diz ela.
DECLÍNIO DA FUNÇÃO URINÁRIA
Problemas urinários — ser capaz de ir ao banheiro ou de segurar a urina — têm a ver com a saúde da próstata. Eles afetam cerca de 20% dos homens de 40 anos, de 50% a 60% dos homens de 60 e de 80% a 90% dos homens de 70 e 80.
Ações preventivas, de acordo com Castellanos:
  • Manter um peso saudável.
  • Manter-se ativo. Ficar sentado o dia todo coloca muita pressão na próstata.
  • Fazer exercícios moderados várias vezes por semana para manter o tônus dos músculos do pavimento pélvico. Correr ou caminhar é suficiente. A Mayo Clinic também recomenda exercícios Kegel para homens.
  • Tomar zinco e selênio.
  • Limitar o consumo de álcool. O álcool aumenta a conversão de testosterona em estrogêneo e aumenta inflamações na área.
  • Ejacular várias vezes por semana para “limpar” a área.
DISFUNÇÃO ERÉTIL
A disfunção erétil (DE) é observada em 5% dos homens aos 40 anos e em até 15% dos homens aos 70. Ela pode ser resultado de várias causas relacionadas:
  • Biologia – doença, remédios, maus hábitos de saúde;
  • Psicológicas – ansiedade, depressão, estresse de um dos parceiros;
  • Relacionamento – falta de confiança e intimidade, ou conflitos emocionais entre os parceiros;
  • Habilidades psicossexuais – habilidades sexuais de um dos parceiros ou do relacionamento físico entre ambos.
Graças a essa complexidade, simplesmente tomar um comprimido de Viagra ou Cialis sem lidar com as causas subjacentes relativas ao casal não é a solução, diz Castellanos. “Primeiro, procure um médico para um check-up completo, para descartar qualquer problema crônico. Se isso não revelar informações conclusivas, procure a ajude de um terapeuta sexual competente, que possa ajudá-lo psicológica e fisiologicamente”, afirma.
ANDROPAUSA
E agora uma palavra sobre a menopausa masculina.
Tem-se falado muito recentemente de andropausa — basicamente, se ela existe ou não. Teoricamente, trata-se de uma resposta significativa ao hipogonadismo (quando os testículos não produzem mais níveis normais de testosterona). Com a andropausa, homens podem ter sintomas semelhantes aos das mulheres na menopausa: fadiga, depressão, sudorese noturna e falta de apetite sexual. Castellanos diz que pouquíssimos homens realmente sofrem de andropausa e precisam ser tratados com testosterona. Como a produção do hormônio decai com a idade e pode sofrer a interferência de vários fatores ambientais, Castellanos afirma que é importante:
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Dormir sete ou oito horas por noite;
  • Limitar o consumo de álcool a uma dose por dia;
  • Parar de fumar;
  • Manter os níveis de estresse sob controle.
“Todos esses fatores garantem o necessário para que o corpo produza quantidades ótimas de testosterona. O corpo responde constantemente ao ambiente e se ajusta de acordo. Se o ambiente é muito estressante (sono atrasado, má alimentação, muito estresse), o corpo compensa reduzindo a produção de testosterona — e vice-versa”, explica Castellanos.
Mesmo que você não tenha andropausa, uma vida mais saudável não faz mal a ninguém. E vale lembrar: é preciso ter cuidado, pois tomar testosterona sem necessidade prejudica a produção natural do hormônio pelo corpo, e testículos e pênis vão realmente encolher.
Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.