quarta-feira, 2 de março de 2016

A GRAVIDEZ NO SÉCULO 21

As abelhas, as flores, uma sementinha, a cegonha, tudo isto já está fora de moda!
Esta é a explicação mais moderna e tecnologicamente correta:

Certo dia, um filho pergunta ao seu pai:

- Pai, como é que foi que eu nasci?

- Muito bem meu filho, chegou o momento de falar disso, pois então
  vou explicar o que você deve saber:

Um dia, o papai e a mamãe entraram no Facebook, fizeram amizade e ficaram amigos.
Depois o pai mandou um e-mail à mãe para se encontrarem num cybercafé.
Descobrimos que tínhamos muitas coisas em comum e que nos entendíamos muito bem.
Quando não estávamos à frente do laptop, conversávamos no chat do iPhone.
Desta forma, fomo-nos conhecendo e nos apaixonamos, até que um belo dia decidimos partilhar os nossos arquivos.

Entramos escondidos numa lanhouse e o papai introduziu o seu Pendrive na entrada USB da mamãe. Quando começou o download dos arquivos, nos demos conta de que tínhamos esquecido do software de segurança e que não tínhamos Firewall.

Já era tarde demais para cancelar o download e impossível apagar os arquivos baixados.

Passados nove meses apareceu tu, o Vírus...

#clubedemeninosehomens.blogspot.com.br

@AbilioMachado

Embriagado falo de amor

EMBRIAGADO FALO DE AMOR

Bulino meu sexo como se fosse você
Estou meio embriagado...
Você me deixa assim, sabia ?!
Minha educação rui por terra,
Meus olhos teimam em não fechar
Têm medo de que não mais alimente esta fome
Este desejo
Que emerge na dor, na ferida.
Queria gozar em você na hora do teu discurso.
Ahhhh
Queria fazê- lá gritar de êxtase quando pronunciasse "eu te quero."
Deixar tua pele tão viva
Que raios de energia percorreriam os andares de teus olhos
E a profundidade...
A nossa longetividade...
E o que as sombras tanto lhe prendem ?
Diz prá mim?!
Por que não segura na minha mão e me leva ?!
Para além da sua cama
Para além dos sonhos
Dos segredos
Da tua vulva
Dos meus sentidos
E desta paixão!

#poethaabiliomachado
#embriagadofalodeamor

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

QUANDO OS FILHOS VOAM…


"Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora.Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas.
Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira…
Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo…
Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o vôo dos filhos ocorre por etapas. O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida fora de casa, a primeira viagem…
Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade.
Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da independência, a força da vida em movimento, o poder do tempo que tudo transforma.
É quando nos damos conta de que nossos filhos cresceram e apesar de insistirmos em ocupar o lugar de destaque, eles sentem urgência de conquistar o mundo longe de nós.
É chegado então o tempo de recolher nossas asas. Aprender a abraçar à distância, comemorar vitórias das quais não participamos diretamente, apoiar decisões que caminham para longe. Isso é amor."