quarta-feira, 12 de abril de 2017

A homoafetividade e a aceitação


Já foi considerada crime e castigada, depois passou a ser

entendida como uma doença que precisava de tratamento.

Até os anos 70, a grande maioria dos estudiosos acreditava

que a homoafetividade ou homossexualidade era um

desvio da orientação sexual provocado pela perturbação do

desenvolvimento psico-sexual no processo de identificação

infantil. Por conta de tal afirmação e do poder exercido por

ela, tais idéias repressivas tiveram uma grande repercussão.



Foi somente na década de 90 que o DSM-IV (Manual

Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais,

utilizado pela classe médica) retirou a homossexualidade

da condição de distúrbio mental. Alguns anos depois, a OMS

(Organização Mundial de Saúde) trocou o termo homossexualismo por homossexualidade, deixando também de considerá-la uma doença.

Somente após os anos 90, a Organização Mundial da Saúde deixou de considerar que a homossexualidade é uma doença.



De todas as teorias existentes que tentam dar conta sobre as

razões da homossexualidade, o que se tem certeza é que

ninguém opta por ser homossexual, assim, não se pode alterar

a orientação a qualquer tempo, como se fosse um vício a ser

abandonado. Tal condição não se modifica, assim como não

existem remédios ou terapias de reversão dos sentimentos ou

emoções homossexuais. A homoafetividade é uma expressão

natural da sexualidade humana, mas por termos como base

social uma família nuclear heterossexual, muitos ainda se

sentem desconfortáveis e acabam por discriminar tal escolha.

Muitos homossexuais percebem desde cedo que seu interesse

está direcionado a pessoas do mesmo sexo, outros só descobrem

mais tarde o que tais sentimentos querem dizer. E ainda há aqueles,

que apesar de se perceberem ‘diferentes’ da maioria, vivem uma

vida encoberta, sem se admitirem homossexuais, ainda que sintam

desejo por pessoas do mesmo sexo.



Homoafetividade e aceitação



Os altos valores negativos carregados em relação a tal orientação,

dificultam não só a aceitação das diferenças como a auto-aceitação.

Assim, o medo em não ser aceito faz com que muitos tentem

negar o próprio sentimento, abafado por sensações como culpa,

vergonha e medo.

A sociedade tem aprendido a respeitar tais relações através da

sua educação onde é possível tratar a homossexualidade de

uma forma menos estereotipada e preconceituosa, com aceitação

e apoio. Assim, mais importante do que buscar suas causas é

compreender que a homossexualidade não é nenhum comportamento

negativo. Os direitos deles não passam pela atitude certa ou errada

mas por merecem respeito acima de tudo.

A matriz dos relacionamentos deve estar calcada no amor,

companheirismo e aceitação e não em pares de diferentes sexos.

Independente da orientação sexual, são pessoas que amam,

e por amor não se quer dizer somente sexo, mas desejo de

intimidade, afeto e acolhimento.

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